Noventa mulheres demonstraram interesse em participar do Projeto Athena, iniciativa da Prefeitura de Lorena voltada à defesa pessoal e à prevenção da violência contra a mulher. O número foi registrado no dia 14, primeiro dia do pré-cadastro, que acabou encerrado pela secretaria de Políticas para a Mulher na mesma data, após a adesão superar a expectativa.
A iniciativa prevê aulas práticas de defesa pessoal, palestras e rodas de conversa sobre prevenção à violência, saúde emocional e cidadania. Segundo a secretária de Políticas para a Mulher, Darlene Ultramari, o “enfrentamento à violência contra a mulher não deve se limitar ao atendimento após a ocorrência de uma situação de violência. É fundamental investir também em ações preventivas, educativas e de orientação”.
Entre os temas previstos estão violência doméstica e psicológica, assédio, perseguição, relacionamentos abusivos, segurança digital, Lei Maria da Penha e medidas protetivas. O programa abordará autoestima, autonomia e acesso à Justiça. “A responsabilidade pela violência é sempre de quem a pratica. A defesa pessoal não substitui a proteção institucional nem transfere à mulher o dever de evitar a violência”, explicou Darlene.
O curso será gratuito e contará com um instrutor habilitado, além da colaboração de profissionais e órgãos parceiros. A chefe da pasta ressaltou que o público prioritário será formado por mulheres de Lorena maiores de 18 anos, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, com medidas protetivas ou que tenham sofrido violência doméstica.
A secretaria de Políticas para a Mulher destacou que agora trabalha na organização das primeiras turmas, mas ainda não há número de vagas, local ou horário definidos. De acordo com a secretária, o programa foi planejado para funcionar em ciclos bimestrais, com possibilidade de ampliação futura para outros perfis de mulheres, como as idosas. O início das atividades é projetado para ocorrer ainda em outubro, mas depende do planejamento.
Segundo dados da SSP-SP (secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a cidade registrou um feminicídio consumado e quatro tentativas ao longo deste ano. Em 2025, foi um caso consumado e uma tentativa. “Estamos mapeando as ocorrências em Lorena dos últimos cinco anos. A ideia é fazer um diagnóstico para elaboração de políticas públicas”, declarou Darlene.
Com sede na praça Dr. Arnolfo de Azevedo, nº 3, no Centro, a secretaria de Políticas para a Mulher oferece acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres aos serviços da rede de proteção. O atendimento pode ser realizado pelo telefone (12) 99187-3374. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Denúncias, podem ser feitas pelo 180.
Raphaela Dias
Lorena




