quinta-feira, agosto 27, 2026
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Câmara de Roseira abre CPI para investigar denúncias contra vice-prefeito

Comissão tem noventa dias para apurar suspeitas de irregularidades, uso de veículo oficial e possível favorecimento na exploração de espaço público

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A Câmara de Roseira abriu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar denúncias envolvendo o vice-prefeito Altair Rangel (PL). As acusações citam possíveis casos de improbidade administrativa, irregularidades, favorecimento indevido, falta de transparência e eventual prejuízo aos cofres públicos.

A denúncia foi apresentada pela vereadora Regina Aparecida de Andrade (PSD), que afirmou ter recebido de um morador, por e-mail, informações sobre possíveis irregularidades relacionadas à atuação do vice-prefeito. Segundo a parlamentar, os documentos e informações serão analisados durante a investigação e poderão ser encaminhados ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e ao Ministério Público.

Entre os pontos que serão apurados estão a suposta utilização frequente de veículo oficial para atividades particulares; possíveis irregularidades na contratação e execução de serviços de reforma do ginásio de esportes; eventual interferência em setores da administração para acelerar pagamentos e entregas de materiais destinados à obra; e possível uso da influência do cargo para permitir ou facilitar a exploração comercial de espaços públicos por uma pessoa com vínculo de parentesco direto com o vice-prefeito.

A comissão terá noventa dias para concluir os trabalhos e é formada por Regina Andrade, que preside a CPI; João Newton Vieira (PL), relator; e Jaqueline Conceição Giovanelli Galvão (Republicanos), como membro. Joel Polydoro (PSD) e Bruno Augusto Gonçalves de Paula Santos (PL) foram designados como suplentes.

Segundo Regina, a comissão deverá analisar documentos e ouvir as pessoas envolvidas antes de chegar a uma conclusão. “Nós temos que investigar os fatos com muita responsabilidade, analisar os documentos e ouvir todos os envolvidos”, afirmou.

A vereadora destacou ainda que o objetivo é esclarecer os fatos para a população, independentemente do resultado da apuração. “Ao final, precisamos dar uma devolutiva para a população, seja ela positiva ou negativa”, declarou.

Para a vereadora, a investigação também deve reforçar a necessidade de fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos. “O dinheiro público precisa ser administrado com muita responsabilidade, seriedade e respeito à população”.

Por Andréa Moroni
Roseira

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