A Câmara de Roseira abriu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar denúncias envolvendo o vice-prefeito Altair Rangel (PL). As acusações citam possíveis casos de improbidade administrativa, irregularidades, favorecimento indevido, falta de transparência e eventual prejuízo aos cofres públicos.
A denúncia foi apresentada pela vereadora Regina Aparecida de Andrade (PSD), que afirmou ter recebido de um morador, por e-mail, informações sobre possíveis irregularidades relacionadas à atuação do vice-prefeito. Segundo a parlamentar, os documentos e informações serão analisados durante a investigação e poderão ser encaminhados ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e ao Ministério Público.
Entre os pontos que serão apurados estão a suposta utilização frequente de veículo oficial para atividades particulares; possíveis irregularidades na contratação e execução de serviços de reforma do ginásio de esportes; eventual interferência em setores da administração para acelerar pagamentos e entregas de materiais destinados à obra; e possível uso da influência do cargo para permitir ou facilitar a exploração comercial de espaços públicos por uma pessoa com vínculo de parentesco direto com o vice-prefeito.
A comissão terá noventa dias para concluir os trabalhos e é formada por Regina Andrade, que preside a CPI; João Newton Vieira (PL), relator; e Jaqueline Conceição Giovanelli Galvão (Republicanos), como membro. Joel Polydoro (PSD) e Bruno Augusto Gonçalves de Paula Santos (PL) foram designados como suplentes.
Segundo Regina, a comissão deverá analisar documentos e ouvir as pessoas envolvidas antes de chegar a uma conclusão. “Nós temos que investigar os fatos com muita responsabilidade, analisar os documentos e ouvir todos os envolvidos”, afirmou.
A vereadora destacou ainda que o objetivo é esclarecer os fatos para a população, independentemente do resultado da apuração. “Ao final, precisamos dar uma devolutiva para a população, seja ela positiva ou negativa”, declarou.
Para a vereadora, a investigação também deve reforçar a necessidade de fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos. “O dinheiro público precisa ser administrado com muita responsabilidade, seriedade e respeito à população”.
Por Andréa Moroni
Roseira




