A violência letal manteve a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) na liderança entre as regiões do interior do estado de São Paulo nos primeiros sete meses deste ano. Segundo dados da SSP-SP (secretaria de Segurança Pública de São Paulo), 168 pessoas foram vítimas de mortes violentas na região entre janeiro e julho de 2026. Entre as dez mais violentas, sete cidades são da região.
Do total, 166 casos são homicídios dolosos, quando há intenção de matar, e dois sãolatrocínios – roubos seguidos de morte. O número também é o mesmo registrado entre janeiro e julho do ano passado.
Com 168 mortes, a RMVale ficou à frente das demais regiões do interior paulista no período. Ribeirão Preto aparece na sequência, com 123 mortes, seguida por Sorocaba, com 112, e Campinas, com 108. Depois estão Piracicaba, com 86; Santos, com 77; Bauru, com 73; São José do Rio Preto, com 55; Presidente Prudente, com 36; e Araçatuba, com 34.
Na região, Caraguatatuba concentrou o maior número de mortes violentas entre janeiro e julhocom 25 registros. São José dos Campos aparece em seguida, com 18, e Taubaté, com 16. Lorena e Pindamonhangaba tiveram 12 casos cada, enquanto Ubatuba registrou 11 e Cruzeiro, 10.Aparecida e Guaratinguetá contabilizaram oito mortes cada. Caçapava teve sete, enquanto Cachoeira Paulista, Jacareí e São Sebastião tiveram seis. Potim e Roseira tiveram quatro ocorrências, e Igaratá, duas. Campos do Jordão, Canas, Cunha, Ilhabela, Lavrinhas, Piquete, Queluz, Silveiras, Lagoinha, Natividade da Serra, Paraibuna, Santa Branca e Tremembé tiveram um caso.
A lista de municípios sem registro de morte violenta inclui Arapeí, Areias, Bananal, Jambeiro, Monteiro Lobato, Redenção da Serra, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro e São Luiz do Paraitinga.
A RMVale tem sete das dez cidades com as maiores taxas de homicídio do estado por cem mil habitantes. Lorena aparece na primeira posição, com 23 homicídios registrados no período e taxa de 27,11. Na sequência aparecem outras três cidades. Ubatuba, na segunda posição, contabilizou 22 homicídios, com taxa de 23,66 por cem mil habitantes, seguida de Caraguatatuba, que teve 31 homicídios e taxa de 22,98. Em seguida, Cruzeiro registrou 15 homicídios, alcançando taxa de 20,01.
Em outros indicadores de segurança, a região apresentou redução no número de registros em comparação com o mesmo período de 2025. Os roubos de veículos passaram de 250 para 210 ocorrências, uma queda de 16%. Outros roubos diminuíram de 1.669 para 1.344, redução de 19,5%. Os furtos de veículos também recuaram, de 1.227 casos nos primeiros sete meses de 2025 para 1.144 neste ano, queda de 6,76%. Outros furtos passaram de 12.588 para 11.810, redução de 6,18%.
Os registros de estupro tiveram a menor variação entre os indicadores comparados, foram 506 ocorrências de janeiro a julho de 2025, e 498 no mesmo período deste ano, queda de 1,6%.
Raphaela Dias
RMVale




