Com a lembrança do que foi um dia e o sonho pela transformação em realidade no futuro, o Hepacaré dá os primeiros passos para retomar as atividades sociais e esportivas em Lorena. O grupo que está à frente do clube lorenense costura parcerias comerciais, se estrutura administrativamente e projeta disputar a Copa São Paulo de Futebol Jr e transformação em SAF futuramente.
Os dias atuais do Hepacaré apontam para um cenário promissor. Atual presidente do clube, o advogado Beto Múcio afirmou que todas as dívidas passadas foram sanadas quando a sede social do clube foi a leilão para quitá-las. “Desses R$ 5 milhões, sobraram R$ 3 milhões. Desses R$ 3 milhões comprou um terreno”, contou Múcio.
A área escolhida e comprada custou R$ 1,1 milhão, espaço que terá o lançamento da pedra fundamental na próxima segunda-feira (7), às 15h. Segundo o presidente, o que sobrou do recurso inicial foi investido em uma aplicação financeira. Tudo para movimentar a economia do clube que quer dar passos largos nos primeiros anos de retorno. “Hoje estamos começando a dar proporções ao clube, como terraplanagem, para dar atividades ao clube”.
O clube social resistiu até a década passada, quando a sede foi à leilão e acabou vendida. Hoje,um supermercado substitui as estruturas onde ficavam também as arquibancadas, alambrados e o campo de futebol do estádio General Afonseca, construído na década de 1940, onde jogou Pelé na década de 1950.
Profissionalmente, o Hepacaré teve seus momentos de glórias nos anos 1950 e 1960, quando disputou as divisões intermediárias do Campeonato Paulista, equivalentes atualmente as séries A-2 e A-3. Antes disso, momentos marcantes como o curto período em que Dondinho, pai de Pelé, jogou pelo time. O próprio Rei do Futebol viveu em Lorena entre os 2 e 3 anos de idade.
Os próximos passos do clube indicam um caminho tímido, com construção do campo, quadras esportivas e piscina, mas o sonho é trazer de volta a camiseta vermelha e branca aos gramados de São Paulo. “O maior objetivo nosso é disputar a Copa São Paulo Jr”, revelou o presidente.
Investir no futebol profissional ainda é uma realidade distante, mas através de leis de incentivo, o grupo tenta encurtar as etapas através do modelo de gestão Sociedade Anônima do Futebol. “Estamos preparando o clube para futuramente transformar o Hepacaré numa SAF, que está sendo muito usual nos grandes clubes”, destacou. “Nenhum clube mais consegue sobreviver com a mensalidade dos associados. A gente quer retomar, principalmente as atividades do futebol. Esse é o nosso grande objetivo”, concluiu.
Filiação na Federação – Múcio confirmou que foi à FPF (Federação Paulista de Futebol) entender o cenário atual do clube. Segundo ele, o Hepacaré está “adormecido”, licenciado pela FPF e teria de pagar uma taxa de filiação para ter direito a acessar as competições paulistas. Porém, o fator mando de campo é impeditivo, já que a cidade não tem estádio. “No momento Lorena não dispõe de estádio com no mínimo quatro mil lugares. Uma sugestão seria que a Prefeitura criasse uma arena em Lorena, para que a gente pudesse aproveitar desse espaço, assim como Guaratinguetá, para disputar as divisões especiais”, revelou.
Durante entrevista ao Atos, o presidente do Hepacaré confirmou que o estatuto do clube reserva 2% do recurso do clube para fins de investimento e 1% a passíveis trabalhistas, para evitar problemas parecidos com os que levaram o clube no passado à falência.
Da Redação
Lorena




