quinta-feira, agosto 27, 2026
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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 7 min

Agenda lotada

Se Antônio Carlos resolver visitar, antes da campanha, todos os amigos que colecionou entre o Litoral Norte e o Vale do Paraíba, é melhor ninguém marcar compromisso para tão cedo. Pelo que circula entre os mais próximos, a ordem é aproveitar esse capital político, organizar a agenda e só depois acelerar rumo às urnas de 4 de outubro. Pelo visto, amizade também rende voto.

Segurança Cor de Rosa

O deputado estadual Jorge Caruso reafirma que a segurança pública continuará entre as principais prioridades de sua atuação parlamentar nos próximos anos. Além de defender o fortalecimento das políticas de proteção às famílias e o combate à violência, o parlamentar destaca a necessidade de ampliar iniciativas voltadas à segurança das mulheres. Entre elas está a lei de sua autoria que institui o Vagão Cor de Rosa, proposta que busca oferecer mais proteção às mulheres contra casos de assédio físico e moral durante seus deslocamentos no transporte sobre trilhos. Segundo Caruso, a meta é seguir trabalhando em projetos que reforcem a prevenção, a segurança e a qualidade de vida da população paulista.

Marca registrada

A vice-prefeita de Lorena, Marietta Bartelega, acabou se tornando, naturalmente, a melhor vitrine dos cursos de capacitação oferecidos pela Prefeitura. Não foi por acaso que sua imagem estampou a divulgação das 740 vagas distribuídas em 14 cursos gratuitos para o segundo semestre. Para muitos, bastou bater o olho no flyer para entender o recado: é hora de aprender. Já pintou pré-candidato a 2028 enxergando bem mais do que um anúncio de cursos… Tem dor de cotovelo que nem certificado resolve.

Dívida política

O projeto que autoriza a cessão de créditos da Dívida Ativa promete muito mais do que um debate técnico em Caraguatatuba. A proposta, apresentada pelo prefeito Mateus Silva como instrumento de gestão para fortalecer o caixa e dar eficiência à arrecadação, já virou munição nas mãos da oposição. A estratégia é conhecida: onde o governo fala em gestão, os adversários enxergam motivos para levantar suspeitas e alimentar a desconfiança da população. Pelo visto, antes mesmo da votação, a disputa já deixou o campo das finanças e entrou de vez no terreno da política…

Vacina “Mais Eficiente”

Na política, quem espera a crise bater à porta costuma pagar a conta mais cara. Em Caraguatatuba, Mateus Silva preferiu aplicar uma “vacina” na máquina pública antes que o remédio se tornasse amargo. A readequação de secretarias, com redução de custos e sem ampliar despesas, sinaliza uma aposta na prevenção fiscal. Em tempos de incerteza, reorganizar hoje pode ser a diferença entre administrar com equilíbrio amanhã ou recorrer a medidas bem mais impopulares.

Casa grande

A primeira sessão do semestre da Câmara de Guaratinguetá teve um simbolismo que foi além dos discursos. Enquanto o prefeito Junior Filippo, como convidado especial, prestava contas dos avanços e dificuldades da administração aos vereadores, o Legislativo inaugurava oficialmente o plenário da nova sede. E antes que a disputa pela autoria do projeto da nova sede  começasse, a presidente Rosa Filippo tratou de registrar o papel do ex-presidente Pedro Sannini, que deu o pontapé inicial no projeto e na construção. Traduzindo: uma vacina preventiva contra surtos de ego e futuras disputas de paternidade política.

Vestibular das urnas

Sem fogos, trio elétrico ou alarde, o vereador Higmar já começou a testar sua possível candidatura a deputado estadual em Cruzeiro. Nos bastidores, a leitura é de que o aliado de Diego Miranda estaria prestando um verdadeiro vestibular eleitoral. Se a prova render votos, ganha musculatura para disputar a vaga de vice na chapa de 2028.
 Enquanto isso, na mesma oposição, a pré-candidatura de Fafá parece ter entrado em modo silencioso. Começou devagar, perdeu embalo e, por ora, faz menos barulho que rádio fora de sintonia.

Régua eleitoral

Nos bastidores de Cruzeiro, o “pessoal da maldade” já definiu a régua da eleição. Para Thales, a cobrança seria passar dos 32 mil votos e provar que continua dono de um eleitorado fiel. Já para Fafá e Higmar, a conversa é mais modesta: 3 mil para um, 4 mil para o outro. Quanto a previsão de votos do candidato a federal Juarez Juvêncio, houve divergências de 9 a 12 mil. O detalhe é que, segundo a especulação política, Thales estaria mais perto da própria meta do que os adversários deles. Moral da história: quem resolveu medir a força alheia acabou colocando o próprio futuro na balança. E urna não costuma ter pena de quem faz aposta alta.

Sinal trocado

Passados cerca de 15 dias da audiência pública das auxiliares de classe, o episódio continua rendendo conversa nos bastidores da política de Cruzeiro. O espaço concedido a Diego Miranda e as manifestações de apoio que se seguiram ainda são lembrados, no mínimo, desconfortáveis. Desde então, circulam relatos de alfinetadas e sinais cada vez menos discretos. Ninguém fala em rompimento, mas também são poucos os que acreditam em mera coincidência. Há quem diga que a proximidade do fim do comando da Mesa tem esse efeito: alguns começam a mudar de posição antes mesmo de deixar a cadeira.

Milagre da entrega 

Na Capital Mariana da Fé, onde milagre faz parte da rotina, o vereador Gu Castro parece ter descoberto outro caminho para chamar atenção: mostrar serviço. Nos últimos dias, percorreu bairros registrando pavimentações e obras da Prefeitura, fazendo questão de creditar as conquistas às articulações junto ao prefeito Zé Louquinho. Em tempos de muita promessa e pouca entrega, tem vereador preferindo aparecer ao lado do asfalto do que do discurso.

Lente seletiva

Se Gu Castro faz questão de filmar as obras, o vereador André Monteiro parece manter a câmera apontada apenas para os buracos. Nos bastidores, dizem que a crítica permanente também faz parte da estratégia de quem aguarda a oportunidade de assumir o comando da Câmara. Até lá, segue especializado em encontrar defeitos na paisagem.

Em compasso de espera

Quem esperava uma guinada no Legislativo sob a presidência de Gabi do Postinho ainda continua esperando. Passados os primeiros meses, a maior novidade parece ser mesmo o calendário, que lembra diariamente que a troca no comando da Câmara se aproxima. Por enquanto, o tempo anda produzindo mais expectativa do que fatos.

Controle remoto

A Câmara de Cachoeira Paulista reabriu os trabalhos do semestre e, de cara, enterrou por 8 votos a 4 duas tentativas de instaurar Comissão Processante contra o prefeito Breno Anaya. O placar deixou a oposição com gosto de reprise. Nos corredores da política, sobrou ironia para o vereador Agenor do Todico. Tem gente jurando que ele apenas aperta o botão de “play”, enquanto o roteiro e a direção ficariam por conta de outros personagens mais interessados em desgastar o governo do que em colecionar vitórias no plenário. Pelo visto, desta vez, o controle ficou sem sinal.

Chumbo trocado

Na política existe uma regra não escrita: não pedir voto no quintal do vizinho ajuda a evitar visita de cortesia no próprio quintal. Pelo visto, o deputável Thales Gabriel resolveu retribuir esta regra quebrada. Reuniu um bom público de lideranças, apoiadores e eleitores em Taubaté, justamente um dos principais redutos de Ortiz Junior. Nos bastidores, teve quem resumisse a estratégia em um velho ditado adaptado à campanha: quem entra na casa do vizinho não pode reclamar quando o vizinho resolve retribuir a visita.

Boca pequena

Uma consulta informal pelos balcões mais politizados de Pindamonhangaba parece ter reforçado a convicção do vereador Magrão de disputar uma cadeira na Câmara Federal. Entre os eleitores que insistem em votar em candidatos da cidade, seu nome aparece com frequência nas conversas. A notícia, dizem os fofoqueiros de plantão, não deve ter arrancado muitos sorrisos daquele concorrente que adora desfilar de vermelho e amarelo. Pelo visto, dividir os votos locais nunca esteve nos planos dele.

Plateia & palco

Em Pindamonhangaba, enquanto um ou outro político avulso segue à caça de um cargo para chamar de seu, a cidade parece dividida em dois grupos bem distintos: o que governa e faz acontecer, e o que sonha em governar. A diferença é que, neste segundo time, metade apenas assiste aos acontecimentos e a outra metade se dedica a criticar quem está entregando. No fim das contas, uns administram… e outros comentam.

Alternância combinada

Ainda sobre Pinda, tem gente que enxerga que o grupo que perdeu o poder ainda não encontrou o caminho de volta. Parece não se conformar em ter virado espectador. Além de espalhar pequenas “células” de oposição, que vivem da esperança de desgastar quem governa, o antigo comando assiste a engrenagem da situação girando sem grandes solavancos. A conversa de corredor é que a turma do governo já desenhou um projeto de alternância interna para manter o comando por muitos anos. A única variável capaz de bagunçar o roteiro seria o velho inimigo da política: o fogo amigo!

Bolão eleitoral

Sem candidatos locais de peso na disputa por uma cadeira em Brasília ou na Alesp, Lorena transformou a eleição de 4 de outubro num verdadeiro bolão de siglas. Do Litoral, leia-se Vaguinho, sobe o desafio de que o PL – da família Silva, Tão e Bruno Lorena, deve largar na frente. Nos corredores da Prefeitura, as fichas recaem sobre o PSD, articulado por Maurinho, Bruno Camargo e Lucas Mulinari. Já no Bairro da Cruz, os palpites favorecem o Podemos, liderado pela presidente Élida Vieira e seu exército político. E, para não ficar de fora da bolsa de apostas, o MDB também entra na disputa, embalado pelo peso político de Rita Marton e Sávio Fortes. Perguntem ao Galão Aquino!!!

Efeito colateral

E por falar em candidatura diferenciada, a simples indefinição de Antônio Carlos já mexeu com o tabuleiro eleitoral.  Em Caraguá, por exemplo, teve pré-candidato que segurou o freio esperando sua decisão, e outros que preferiram mudar de rota para não dividir a mesma raia. Tem candidatura que faz barulho quando começa. Outras, só de anunciar que vão entrar na disputa, já reorganizam o pelotão.

Urna laboratório

Em Guará, eleição de deputado também pode valer como pesquisa para 2028. Marcus Soliva, Dani Dias, Régis Yasumura e Cabo Samuel terão nas urnas uma radiografia melhor que muito levantamento: quem sair grande entra na conversa pela Prefeitura. Disseram que nem todo mundo precisa vencer em outubro, mas quem demonstrar voto próprio pode terminar credenciado para cabeça de chapa — ou virar aquele vice que ninguém monta composição sem consultar.

Investimento & política

O prefeito Ricardo Piorino voltou a reunir a imprensa regional e representantes do setor da construção civil para anunciar e assinar contratos de mais um pacote de obras, desta vez com investimentos de R$4,2 milhões nas áreas de Educação, Saúde e Infraestrutura. O detalhe é que o anúncio veio logo após outro pacote de aproximadamente R$ 70 milhões, reforçando uma sequência de entregas que começa a chamar mais atenção pelo ritmo do que pelos valores isolados. Nos bastidores, o comentário já ganhou tom de estratégia eleitoral: tem gente concluindo que, se não consegue parar a locomotiva, talvez seja melhor embarcar nela. Os mais resistentes seguem apostando que o combustível acaba. Pelo visto, desconhecem o manual de quem aprendeu com Geraldo Alckmin que sucessão também se constrói com obra.

Força do interior

Entre homologações de candidaturas, articulações de lideranças e o desenho das estratégias para outubro, o Republicanos vai consolidando musculatura, especialmente no interior paulista. Alinhado à visão do governador Tarcísio de Freitas, o partido aposta que sua verdadeira força nasce nas bases regionais. Nesse tabuleiro, ganham protagonismo lideranças como Guilherme, no Vale do Paraíba, e o prefeito Reinaldinho, em São Sebastião, no Litoral Norte, que ajudam a transformar capilaridade política em sustentação para o projeto.

Por Eder Billota

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