quinta-feira, agosto 27, 2026
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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 7 min

Alguém responde!

É fato ou é só conversa de bastidor que Aguilar Junior jogou a toalha e decidiu abandonar a corrida eleitoral de 4 de outubro? Segundo a “boca pequena”, a motivação seria a dificuldade de combinar com a Justiça Eleitoral a homologação de sua candidatura. Pelo que se ouviu na “Feira do Rolo”, o lançamento da campanha já estaria perdendo fôlego com a entrada de Antonio Carlos no jogo.

Rabo de gestão

A cada novo documento, a gestão Aguilar Junior parece ganhar mais um capítulo de explicações pendentes. Agora, a Santa Casa afirma que R$ 5,9 milhões de uma emenda destinada ao hospital não teriam sido repassados, assunto que se soma às apurações envolvendo recursos da Saúde. Sem qualquer conclusão judicial até o momento, o fato é que o governo anterior continua produzindo mais perguntas do que respostas. E, nos bastidores, há quem aposte que esse enredo ainda está longe do último capítulo.

Retorno ao tabuleiro

O cenário eleitoral da Região Metropolitana do Vale do Paraíba recolocou Antonio Carlos da Silva no centro do tabuleiro político. Com quatro mandatos à frente da Prefeitura de Caraguatatuba e experiência como deputado estadual, o ex-prefeito teve sua candidatura homologada pelo PSD para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A estratégia vai além do Litoral Norte. Embora Caraguatatuba seja sua principal base eleitoral, Antonio Carlos aposta no capital político construído ao longo de décadas de vida pública e no relacionamento consolidado com lideranças de praticamente todos os municípios do Vale do Paraíba, como no Vale Histórico e Circuito da Fé, ampliando o alcance de sua campanha.

A convenção também evidenciou um simbolismo importante: a participação ativa da família. O prefeito Mateus Silva reforçou o peso político da sucessão construída em Caraguatatuba, enquanto João Bosco Romeiro desponta como uma das peças responsáveis pela articulação da candidatura no Vale Histórico e no Vale da Fé. Nos bastidores, a leitura é de que Antonio Carlos não apenas retorna à disputa eleitoral, mas tenta transformar sua trajetória administrativa e sua ampla rede de relacionamentos em um dos principais diferenciais de sua campanha rumo ao Palácio 9 de Julho.

Experiência e sensibilidade social 

Com uma trajetória consolidada na vida pública e forte atuação na área social, a ex-deputada estadual Rita Passos retorna ao cenário eleitoral para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Detentora de três mandatos consecutivos e da expressiva marca de ter sido a deputada estadual mais votada do Brasil nas eleições de 2010, Rita soma à sua experiência parlamentar a passagem como secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.

Casada com o prefeito de Itu, Herculano Passos — que cumpre seu quarto mandato à frente do município e também exerceu dois mandatos como deputado federal —, Rita presidiu até o início deste ano o Fundo Social de Solidariedade de Itu, mantendo sua atuação voltada às políticas públicas de inclusão e proteção social.

Ao oficializar seu retorno à disputa eleitoral, a candidata destacou como prioridades a ampliação de programas voltados ao envelhecimento com qualidade de vida, fortalecendo o acompanhamento da população idosa, além da implantação de um novo projeto direcionado à inclusão e ao atendimento de crianças e adolescentes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

As informações e os principais eixos de sua pré-campanha foram apresentados durante entrevista no Atos Podcast com Eder Billota, ocasião em que Rita Passos detalhou as motivações de sua candidatura à Assembleia Legislativa.

Água e futuro

A defesa do Rio Paraíba do Sul continua sendo uma das principais bandeiras da ambientalista Renata Paiva. Há anos dedicada à causa, ela reforça que a preservação da bacia vai muito além da questão ambiental: trata-se de garantir abastecimento, impulsionar o desenvolvimento regional, fortalecer a indústria, gerar empregos e assegurar qualidade de vida.

Em entrevista ao Atos no Rádio, Renata afirmou que pretende como deputada levar esta pauta para Brasília, lembrando que o Paraíba do Sul é estratégico não apenas para o Vale do Paraíba, mas também para o abastecimento de milhões de pessoas nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por isso, defende investimentos permanentes na despoluição do rio, na recuperação de nascentes, na proteção dos mananciais e na produção de água, entendendo que cuidar do Paraíba do Sul é investir no futuro de toda a região.

Fluxo ou contrafluxo

Nas esquinas políticas de Pindamonhangaba, o assunto já deixou de ser apenas a eleição de 4 de outubro. A curiosidade dos bastidores está em decifrar a sintonia entre Ricardo Piorino e Dr. Isael. Mais do que votos para este ano, a turma quer saber se o ex-prefeito seguirá no fluxo da reeleição do sucessor ou se, lá na frente, poderá navegar em sentido contrário. Afinal, em política, um aliado de ontem pode virar o maior obstáculo de amanhã.

Teste da sucessão

Se em Pindamonhangaba a relação entre prefeito e antecessor desperta especulações, em Cruzeiro o roteiro, por enquanto, parece seguir outra direção. Kleber Silveira entrou de cabeça na campanha de Thales Gabriel para a Assembleia, reforçando uma parceria que começou na sucessão municipal. Coincidência ou não, Pinda e Cruzeiro são os dois casos mais emblemáticos do Vale, onde o antecessor ajudou a eleger o sucessor. O detalhe é que essa mesma parceria, quando mal administrada, costuma decidir quem chega forte — ou enfraquecido — à disputa pela Prefeitura, quatro anos depois. Quem viver, verá.

Pós-urnas

Enquanto parte da classe política de Guaratinguetá concentra as atenções na corrida por vagas na Assembleia e em Brasília, o prefeito Junior Filippo parece jogar outra partida. Nos bastidores, a expectativa é de que, passada a eleição de 4 de outubro, a Prefeitura acelere um pacote de obras, programas e ações sociais. Com cerca de 730 dias até o início oficial da disputa pela reeleição, a ordem seria ocupar a vitrine da gestão antes que a oposição encontre o tom da campanha.

Terceiro andar

Em Guaratinguetá, a corrida pela próxima presidência da Câmara parece já ter ultrapassado os corredores do Legislativo. Há quem prefira gastar sola de sapato no terceiro andar do Palácio de Vidro. A pergunta que não quer calar é se o prefeito será apenas espectador ou acabará puxado para o centro do tabuleiro.

Melhor de dois

Na bolsa de apostas de Guaratinguetá, Fabrício da Aeronáutica e Marcelo da Santa Casa aparecem largando na frente pela presidência da Câmara na nova sede. Só que enquanto os dois ocupam os holofotes, tem um terceiro personagem afiando o discurso e esperando apenas uma brecha para entrar na partida. Em política, quem chega por último nem sempre chega atrasado.

Aperto de mão

Em Aparecida, alguns cumprimentos recentes parecem carregar mais significado político do que simples cordialidade. Para quem acompanha os bastidores, determinadas aproximações desta semana entre o ex-prefeito Piriquito e o vereador Corpo Seco têm muito mais cheiro de 2028 do que de 2026. Pelo visto, a corrida pela Prefeitura já começou, mesmo que oficialmente ninguém admita.

Plano B

Em Aparecida, tirar André Monteiro da rota da presidência da Câmara não tem sido tarefa simples. Pelos corredores, comenta-se que o vereador estaria reunindo um verdadeiro “seguro político”, com informações capazes de desestimular qualquer tentativa de mudança de roteiro na reta final. Tem gente que já apelidou o arquivo de “paraquedas de emergência”. Quem viver, verá.

Herança política

Em Lorena, Sylvio Ballerini não terá o próprio nome na urna em 2028, mas poucos duvidam de que será protagonista na escolha de quem defenderá a continuidade de um governo que ostenta altos índices de aprovação. Nos corredores da Prefeitura, há quem já trate a bênção do prefeito como ativo eleitoral valioso. O problema será administrar a fila dos interessados e impedir que algum postulante tente antecipar a sucessão antes da hora.

Colcha de retalhos

Homologada pelo PT de Araraquara, Ana Paula desembarca em Cruzeiro para garimpar votos. A estratégia parece simples: juntar um daqui, outro dali e torcer para a colcha eleitoral ficar de pé. Só que, antes de fazer as contas, terá de dividir espaço com a militância ligada a Thálitha Barboza e, principalmente, enfrentar o peso eleitoral de Thales Gabriel, que deve concentrar a maior fatia dos votos da cidade. Em política, costurar é fácil; difícil é fazer o tecido resistir às urnas.

Sem comissionados

O prefeito Breno Anaya mal teve tempo de acomodar a equipe e já viu sua estratégia de preencher a máquina pública por meio de processos seletivos parar na mira do Ministério Público. A Promotoria questiona justamente o caminho escolhido para suprir a falta de servidores, numa gestão que assumiu a Prefeitura praticamente sem cargos comissionados para garantir o funcionamento da administração. Agora, a discussão promete sair dos gabinetes e ganhar os tribunais. 

Fila de espera

Esperado por muitos e contestado por poucos, o concurso da Educação de Ilhabela começou a ganhar forma. O prefeito Toninho Colucci oficializou a contratação da banca Instituto Mais, dando início aos preparativos para um certame que promete reforçar a rede municipal de ensino e abrir novas oportunidades no serviço público. Agora, a expectativa se volta para a publicação do edital. Quando o assunto é concurso, a torcida costuma ser bem maior que o coro dos descontentes.

Não sabem se riem…

…ou se choram! Tem gente em Caraguatatuba fazendo promessa de campanha antes mesmo de conquistar a campanha. Um grupo que ensaia disputar a Prefeitura e a Câmara anunciou que, se eleito, doará integralmente o primeiro ano de subsídios para saúde, educação e meio ambiente. Como mandato ainda depende das urnas, resolveram apostar o que, por enquanto, é apenas uma hipótese. Na política, sonhar é permitido. O eleitor é que vai decidir se compra a ideia ou deixa a promessa no campo da imaginação. E, pelo andar da carruagem, esse parece ser apenas o primeiro capítulo das propostas de alto impacto.

Perguntar não ofende

Depois de tantos escândalos, promessas esquecidas e da credibilidade da classe política andando em baixa, ainda tem eleitor disposto a acreditar em promessa de doação de salários antes mesmo de existir mandato? Ou a melhor doação, por enquanto, continua sendo um bom senso de realidade?

Moradia em pauta

A Prefeitura de Caraguatatuba caminha para entregar o maior programa habitacional dos últimos anos! De olho nesse desafio, o prefeito Mateus Silva reuniu moradores do Massaguaçu, na AMBMAR, para apresentar e debater o projeto de moradias populares previsto para a região. Ao lado do secretariado, ouviu questionamentos, esclareceu dúvidas e reforçou que uma iniciativa dessa dimensão precisa ser construída com diálogo, planejamento e transparência. O problema é convencer o eleitor de que quem teve anos para fazer e não fez, agora busca criticar uma administração que, em pouco tempo, já entregou muito mais do que muitos imaginavam.

Volta à cena

Após um período de silêncio nas redes sociais, Giovanni Nicoletti voltou prometendo mostrar “quem realmente trabalha por Pindamonhangaba”. A frase logo movimentou os bastidores. Perguntar não ofende: ele considera como trabalho os vídeos e a articulação de manifestações contra o governo Ricardo Piorino, ou agora resolveu apresentar propostas para a cidade?

Até onde?

Nem toda candidatura nasce para chegar à linha de chegada. Nos corredores da Câmara de Pindamonhangaba, mesmo em pleno recesso, voltou a circular a conversa de que Norbertinho ainda avalia o fôlego da própria campanha.

Silêncio ensurdecedor

Dizem que o silêncio pode ser sinal de sabedoria. Outros garantem que é apenas falta de assunto. No Mercadão de Pinda, os politiqueiros juram que a segunda hipótese anda ganhando força quando o tema é a pré-campanha de Ana Goffi. Perguntar não ofende: trata-se de estratégia para entrar em cena mais adiante, ou ainda falta combustível para colocar a campanha na rua?

Por Eder Billota

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