terça-feira, maio 26, 2026
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OS assume administração do Pronto-Socorro de Cachoeira

Organização conta com investimento de R$ 1,3 milhão por mês para realizar todos os atendimentos

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A Organização Social Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Votorantim vai assumir a administração do Pronto-Socorro de Cachoeira Paulista. A OS venceu a licitação aberta pela Prefeitura, no ano passado, e vai receber R$ 1,3 milhão por mês para se responsabilizar por todos os serviços oferecidos, inclusive medicamentos.

Para iniciar os trabalhos, a entidade começou a contratação de 38 profissionais em diversas áreas da saúde. “Acreditamos que a organização social terá a sensibilidade de ter um olhar para os funcionários que tem experiência e trabalham no local há muitos anos, mas claro que todas as pessoas que querem fazer parte, precisam realizar o processo seletivo”, explicou o prefeito Breno Anaya (PL), que destacou que a contratação de uma OS para administrar PS foi motivada por decisão da Justiça, que determinou a dissolução da Associação Beneficente Santa Casa de Misericórdia São José. “A nova OS terá acompanhamento da Prefeitura, do Conselho Municipal de Saúde e do Ministério Público. E a OS também vai se responsabilizar por recolher todos os benefícios dos funcionários, como INSS e FGTS, o que não acontece há 20 anos”.

Entenda – No final de novembro de 2024, a Justiça de Cachoeira Paulista aceitou pedido do MP (Ministério Público) e determinou a extinção da Associação Beneficente São José, que administra a Santa Casa de Misericórdia São José. Segundo o juiz Gabriel Araújo Gonzáles, há ausência de associados e falta de recursos próprios na entidade.

Em novembro 2023, depois de 26 anos de intervenção, a Prefeitura chegou a suspender o sistema e indicou o empresário Renato Marton para a administração. Ele tinha as missões de reativar o centro cirúrgico, abrir uma ala psiquiátrica e conseguir manter o atendimento, apesar da dívida de R$ 45 milhões, mas o hospital voltou a estar sob intervenção municipal, no dia 15 de maio de 2024, após apontamento de irregularidades pelo Ministério Público, como a falta de CNDs (Certidão Nacional de Débitos).

Andréa Moroni
Cachoeira Paulista

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