InícioCotidianoMercado digital e aluguéis caros mudam comércio no centro de cidades da...

Mercado digital e aluguéis caros mudam comércio no centro de cidades da região

Vale e Litoral Norte passam por transição de setor, que impacta todo país, com lojas físicas fechando as portas e e-commerce disparando

- Anúncio -
Google search engine
- Anúncio -
Google search engine
Tempo de leitura: 2 min

Ao caminhar pelo centro das principais cidades da região se tornou comum observar pontos comerciais desocupados. O cenário é o mesmo, mesmo em cidades como Pindamonhangaba, Guaratinguetá ou na turística Cachoeira Paulista. Prefeituras e associações buscam meios para reverter a situação.

Dez anos atrás, em um cenário ainda distante da pandemia de 2020, a realidade era outra, com mais lojas abertas e o principal: o interesse do público consumidor. O período de isolamento da Covid-19 fez explodir o e-commerce, o comércio digital, e desde então as vendas online continuam crescendo. Entretanto, aliada aos aluguéis caros e a concorrência do mercado online, o comércio físico tem enfraquecido no país e no Vale do Paraíba, a realidade não é diferente, como apontam especialistas.

Há cerca de um mês, as Casas Bahia, uma das principais marcas de rede de varejo de móveis e eletrodomésticos do Brasil, anunciou o fechamento de lojas. A rede pediu recuperação judicial, para sanar a dívida milionária (prática que outras grandes empresas, em crise, têm realizado). As portas fechadas dessas lojas se juntam a outros estabelecimentos que também encerraram as atividades.

“A pandemia acabou e as pessoas se acostumaram a fazer esse tipo de compra (e-commerce). Qual o resultado? Tem crescido as atividades de comércio, mas não necessariamente no modelo de comércio presencial”, destacou o economista Edson Trajano, que destacou que a comodidade do cliente é um fator fundamental para mudança no perfil do comércio, mas o investimento operacional para as lojas é outro. “Normalmente, o aluguel na região central é bastante elevado. Além de um custo maior com funcionários. É muito mais negócio ter um centro de distribuição mais distante de uma região central, com um custo menor, e consequentemente eu consigo atingir mais diretamente o consumidor com as entregas a domicílio”, explicou.

Emprego – Segundo o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista), a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte registrou o pior resultado do setor para o período entre janeiro maio, desde 2020, com 2.016 demissões. Em 2025, foram 556 demissões nos primeiros cinco meses, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

“A forte base de comparação justifica esse ajuste mais forte este ano, mas também é um sinal de desaceleração no mercado de trabalho”, detalhou o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

Apesar dos dados preocupantes, três atividades dentro do setor de comércio registraram aumento de vagas. O segmento de supermercados lidera, com 4%, seguido por autopeças e acessórios, 2,2% e estabelecimentos de móveis e decoração.

Resistência – Enquanto o comércio de rua passa pela fase de mudança, o atendimento em galerias de lojas, shoppings e até super ou hipermercados atacadistas têm conseguido manter o público presente. Um modelo comum de empreendimento é o “mal”, uma espécie de galeria de lojas dentro de um hipermercado.

Mais recentemente foi inaugurada em Guaratinguetá uma unidade com quase quarenta lojas anexas ao hipermercadista. Os estabelecimentos são dos segmentos de serviços diversos, beleza e alimentação. “Nós tivemos na região, ao mesmo tempo, o fechamento de lojas centrais mas também aberturas, por exemplo, de grandes hipermercados, que normalmente estão localizadas as principais vias de acesso às cidades”.

Da Redação
RMVale

- Anúncio -
Google search engine
RELATED ARTICLES
- Advertisment -
Google search engine

Mais Popular

Comentários Recentes