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Ideb 2025 mostra altos e baixos na educação do Vale e Litoral Norte

Guaratinguetá e Piquete estão entre destaques positivos de levantamento sobre rede de ensino; Lorena e Ubatuba preocupam

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A revelação do resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2025 estampou o momento da educação nos estados e cidades. Divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira’) na última quarta-feira (5), os resultados apontam para melhoras e pioras na região, com destaques positivos para municípios como Ubatuba e Lorena e positivos para Piquete e Guaratinguetá.

O levantamento é um indicador da qualidade da educação básica e considera o desempenho dos estudantes no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e as taxas de aprovação escolar.

Os números mostram que São Paulo segue acima da média nacional em todas as etapas da educação básica. O estado registrou nota 6,6 nos anos iniciais do ensino fundamental, 5,5 nos anos finais e 4,7 no ensino médio, desempenho que o mantém entre as redes estaduais mais bem avaliadas do país.

“A aprendizagem foi fortalecida por políticas estruturantes implementadas ao longo dos últimos anos, como o Alfabetiza Juntos SP, a ampliação da carga horária de língua portuguesa e matemática, as ações de recomposição das aprendizagens, a tutoria pedagógica, a disciplina orientação de estudos, o programa Aluno Monitor do BEEM e iniciativas de mobilização das escolas em torno das avaliações, como o Brasileirão Saeb”, afirmou o secretário estadual da Educação, Renato Feder.

Nas cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, os resultados também variaram de acordo com a etapa de ensino. Nos anos iniciais do ensino fundamental, Guaratinguetá alcançou nota 6,7, enquanto Aparecida e Pindamonhangaba registraram 6,6. Em Caraguatatuba, o índice foi 6,4; Ubatuba chegou a 6,1 e Lorena, a 5,9.

Nos anos finais do ensino fundamental, as notas ficaram entre 4,9 e 5,5. Pindamonhangaba registrou 5,5, seguida por Guaratinguetá (5,4). Aparecida e Caraguatatuba obtiveram 5,3, enquanto Lorena marcou 5,2 e Ubatuba, 4,9.

Já no ensino médio, etapa que apresentou as menores médias, Lorena e Pindamonhangaba alcançaram 4,7. Na sequência, ficaram Caraguatatuba (4,6), Aparecida e Guaratinguetá (4,5) e Ubatuba (4,2).

Em nota, a secretaria de Educação de Caraguatatuba avaliou positivamente o resultado e afirmou que o índice está dentro das expectativas da administração municipal. Também destacou avanços em diferentes unidades e informou que a análise dos dados será utilizada para direcionar ações às escolas que necessitam de maior atenção.

Já em Lorena, a secretária de Educação, Sônia Aquino, parece não ter se surpreendido com colocações a baixo na classificação da cidade entre os municípios da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) com a 36ª colocação em “anos iniciais” e 24ª em “anos finais”. Ela afirmou que “… os resultados refletem o trabalho desenvolvido pela rede nos últimos anos, com foco na aprendizagem e no acompanhamento dos estudantes”. Segundo a secretária, o Município ampliou as ações de recomposição da aprendizagem, adotou avaliações periódicas e intensificou a busca ativa de alunos com alto índice de faltas.

A Sônia Aquino lembrou também dos impactos da pandemia e destacou a recuperação do índice na cidade. “Com a pandemia houve uma queda absurda em todo o país. Em Lorena, saímos de 5,9 para 5,6. Em 2023 conseguimos avançar para 5,7 e agora chegamos novamente a 5,9”, afirmou.

Por Jasley Paulino
RMVale

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