sábado, julho 18, 2026
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Cidades promovem série de eventos sobre a Revolução de 1932

Prefeituras de Cruzeiro e Guaratinguetá realizam atividades alusivas ao combate, que neste ano completa 94 anos

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As cidades de São Paulo voltam no tempo nesta quinta-feira (9) com as memórias da Revolução Constitucionalista de 1932. A revolta armada teve participação direta na região, com destaques para as cidades de Cruzeiro e Guaratinguetá, que promovem eventos durante o mês para preservar a história da “Guerra Paulista”.

A Prefeitura de Cruzeiro preparou ato cívico e homenagens aos ex-combatentes da Revolução. A cidade é reconhecida por lei como Capital da Revolução Constitucionalista, como palco de importantes combates durante o conflito, e que também entrou para a história por sediar a assinatura da rendição que encerrou as batalhas.

No dia 9, haverá ato cívico, às 9h, no Memorial da Revolução de 1932, espaço criado no antigo prédio da escola Arnolfo Azevedo, que reúne centenas de itens, incluindo peças de artilharia, cartas originais e objetos de soldados. Às 9h30, será realizado o 17º Passeio da Irmandade Estradeira, com percurso entre o Shopping Shibata e o Mirante do Belvedere da Santa.

Ainda durante o dia, a Estação Ferroviária receberá uma programação especial com área kids, apresentações musicais e almoço beneficente da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais). Encerrando a programação, no próximo dia 26, será realizada a tradicional Corrida dos Revolucionários, com largada às 7h30, na praça 9 de Julho, reunindo atletas de toda a região.

Em Guaratinguetá, o Museu Conselheiro Rodrigues Alves recebe até o dia 30 de julho a exposição “Cidade Sitiada”, que retrata a participação do município na Revolução Constitucionalista de 1932. Com coordenação do historiador Leandro Pereira e colaboração de Luiz Antônio Andrade e Douglas Lemes, a mostra reúne artefatos, documentos e objetos históricos que ajudam a contar um importante capítulo da história da cidade. A exposição também estará aberta aos sábados, oferecendo mais uma oportunidade para o público conhecer esse importante capítulo da história de Guaratinguetá. O horário de visitação de segunda a sexta-feira é das 9h às 17h e, aos sábados, das 9h às 13h. A entrada é de graça.

Revolução Constitucionalista – O movimento surgiu da frustração com o governo provisório de Getúlio Vargas, que não convocava eleições nem promulgava uma nova Constituição, pedidos feitos por paulistas. As elites do estado buscavam reconquistar o protagonismo político perdido em 1930 e garantir a autonomia estadual, além de exigir a convocação de uma Assembleia Constituinte.

A revolta começou em 9 de julho de 1932, liderada pelo interventor Pedro de Toledo. Contou com forte mobilização popular, incluindo mais de duzentos mil voluntários, dos quais cerca de sessenta mil participaram diretamente dos combates. As tropas federais, cerca de cem mil soldados, enfrentaram os paulistas, que esperavam apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, o que não aconteceu.

O conflito durou 87 dias, terminou com o fim das hostilidades em 2 de outubro de 1932, em Cruzeiro, e a assinatura da rendição, dia 3 de outubro, no prédio que hoje recebe o Memorial da Revolução.

Apesar da derrota militar, a Revolução de 1932 trouxe importantes ganhos políticos para São Paulo, pressionando o governo Vargas a convocar eleições para a Assembleia Constituinte, com os paulistas obtendo representação política significativa e que resultou na promulgação da Constituição de 1934. Além disso, possibilitou ao estado a criação da Universidade de São Paulo.

Andréa Moroni
RMVale

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