quinta-feira, maio 14, 2026
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Casos na região estampam onda de violência contra mulheres

Suspeito de feminicídio em São José é preso em Aparecida; em Lorena, marido é condenado a vinte anos de prisão por matar esposa

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Tempo de leitura: 2 min

Uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada cinco horas e 25 minutos no primeiro trimestre de 2026. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, entre janeiro e março, o país registrou 399 casos. O estado de São Paulo concentra o maior número absoluto no período, com 86 vítimas.

Na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), os registros também seguem em alta. Em São José dos Campos, Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, foi preso na noite de terça-feira (5), suspeito de envolvimento na morte de Thalita de Arantes Lima, de 41 anos. De acordo com a Polícia Civil, ele admitiu ter matado a ex-companheira. A vítima foi encontrada sem vida dentro de casa, no bairro Majestic, enrolada em um cobertor, na segunda-feira (4). Segundo a polícia, o corpo já estava em estado de decomposição. Thalita estava desaparecida e era procurada pela família. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado na rodoviária de Aparecida após desembarcar de um ônibus vindo de Resende-RJ. Ele foi detido assim que chegou à cidade. A Justiça decretou a prisão preventiva pelo crime de feminicídio.

Em Lorena, outro caso recente terminou com condenação. Fábio Antônio de Pádua Júnior foi sentenciado a vinte anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, Daiane Cristina Celestiano de Pádua, de 42 anos. O crime ocorreu em dezembro de 2023, no bairro Vila Geny. A vítima foi encontrada morta dentro de casa com diversos ferimentos causados por faca. O autor foi preso em flagrante pela Polícia Militar no mesmo dia, em uma praça da cidade.

O julgamento ocorreu na segunda-feira (4), no Tribunal do Júri. Segundo a decisão, o réu foi considerado culpado por feminicídio com agravantes. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima por danos morais, além de R$ 20 mil por dano moral coletivo. O condenado não poderá recorrer em liberdade e iniciou imediatamente o cumprimento da pena.

Da redação
RMVale

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