Pé no acelerador
Enquanto Colucci patina na largada, Felipe Augusto dispara pelo Litoral atrás de votos e apoios. Mesmo com pendências na Justiça Eleitoral, o ex-prefeito de São Sebastião parece fazer uma conta simples: primeiro acerta os ponteiros com as urnas; depois, com o relógio da Justiça. Esperar adversário nunca elegeu ninguém.
Mesma raia
Em Caraguá, Dennis Guerra, ex-agregado político da família Silva, entrou na raia para deputado estadual acreditando que pode chegar à frente de Antonio Carlos. O detalhe é que os dois pescam votos praticamente no mesmo aquário. Outubro dirá quem nada e quem bebe água.
Aquecimento longo
Pedro Colucci parece gastar tempo demais no aquecimento para quem pretende trocar o gabinete de Ilhabela por uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília. Campanha também é largada — e tem adversário correndo enquanto alguns ainda amarram o tênis.
Saúde primeiro
Quem já acordou de madrugada, entrou numa van e enfrentou horas de estrada até a Capital atrás de consulta, exame ou tratamento, sabe que a doença não castiga apenas o paciente, mas toda a família. É nesse ponto que Antonio Carlos reforça uma bandeira que não começou agora: quando deputado estadual, destinou 100% de seus recursos parlamentares à Saúde Pública. De volta à disputa pela Alesp, promete repetir a prioridade, defendendo mais especialistas, exames, leitos e medicamentos no Vale e Litoral Norte.
Pé na estrada
Se tem candidatura trabalhando com mapa ampliado é a de Thales Gabriel. Com a missão de buscar fora de Cruzeiro cerca de 70% dos votos que precisa para chegar à Alesp, entendeu o recado e botou o pé na estrada. Vale, Litoral, Grande São Paulo… quem quer cadeira não pode fazer campanha sentado.
Cereja do bolo
Em Pinda, Isael Domingues parece ter virado a “cereja do bolo” dos candidatos a federal. Como estadual, tem tanto pretendente querendo dobradinha que daqui a pouco vai precisar distribuir senha. Resta saber quem leva a cereja — e quem fica só olhando o bolo.
Guerra de território
Em Guará, Marcus Soliva e Regis Yasumura disputam cada palmo do território atrás dos votos para federal. Pelo jeito, até 4 de outubro, vai faltar eleitor antes de faltar candidato batendo à porta.
Delete eleitoral
Ainda em Guará, Dani Dias trabalha para apagar Cabo Samuel da memória do eleitor. A missão é ambiciosa: em política, deletar concorrente costuma ser mais difícil que arquivar mensagem de WhatsApp.
Fogo amigo?
E por falar em Cabo Samuel, sopraram em seu ouvido para não olhar apenas para Dani Dias. Fábio do PT também estaria rondando o mesmo aquário eleitoral.
Ninguém sai
Ubatuba colocou oito candidatos na pista e parece que ninguém quer atravessar a divisa. O medo é sair para buscar voto fora e, quando voltar, encontrar candidato de outra praça fazendo a limpa nos poucos votos que sobraram da partilha.
Sete por um
Caraguá tem sete candidaturas tentando dividir um eleitorado que não estica. Antonio Carlos entra na disputa querendo ficar com a maior fatia; o problema dos demais é que os votos que escaparem dele não necessariamente ficarão em casa. Tem candidato de fora esperando a sobra com prato e talher.
Campo minado
Em Lorena, Daniel Munduruku entrou numa disputa para federal disputando espaço com um enxame de candidatos atravessando o circuito local. Ativista da causa indígena, sabe que Lorena é apenas ponto de partida: para sobreviver à artilharia doméstica, terá de caçar votos Estado afora. Flecha no arco e muita estrada pela frente.
Por Eder Billota




