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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 4 min

Franco-atirador

A fotografia do encontro deixou Paulo Felipe cada vez mais com cara de franco-atirador da política cruzeirense. Independência ou isolamento? Difícil saber. Por enquanto, ele segue mirando sozinho e apostando na própria pontaria. O problema é que, em política, até bom atirador precisa de alguém para carregar munição.

Falta combinar

Em Caraguá, quando o assunto é a próxima presidência da Câmara, o chamado “gabinete da polêmica” estaria se posicionando para decidir o jogo depois de 4 de outubro. Na boca pequena, porém, dizem que sobra vontade e faltam duas mercadorias essenciais: nome e votos. Simples assim.

Fatura aberta

Em Aparecida, Zé Louquinho atravessou várias turbulências, o suficiente para reelembrar que, na política, acordo encerra processo, não necessariamente, a cobrança. Tem vereador guardando recibo para 2028.

Judicialização

André Monteiro continua fazendo da Justiça uma extensão de seu gabinete. Quando a pauta não anda no plenário da Câmara, ganha endereço no Fórum. O problema é quando a liminar resolve andar na direção contrária.

Poucos na foto

Em Cruzeiro, Paulo Felipe recebeu o deputado Kim Kataguiri num encontro que passou longe de exigir arquibancada extra. Teve oposição conhecida e até governista fazendo aquela visita de “olheiro”: mais interessados em conferir a escalação do time de Paulo do que propriamente o tamanho da torcida.

Quase unanimidade

Ricardo Piorino conseguiu em Pinda aquilo que muito prefeito pede até em oração: uma Câmara com quase 90% de sintonia. Marcos Mayor segue no comando do Legislativo, ensaiando o revezamento com o colega e parceiro Everton Chinaqui para segunda etapa da presidência. Oposição, nesse cenário, precisa falar alto para provar que ainda existe.

Truco eleitoral

Norbertinho já apareceu no radar político com cartas para 2026, mas o jogo mais interessante pode estar duas mesas adiante. Nos bastidores de Pinda, seu nome já foi associado a uma composição com Herivelton Vela para 2028. Quem joga truco sabe: às vezes o blefe começa várias rodadas antes.

Casal ou chapa?

Rafael e Ana Paula Goffi continuam sendo dois nomes impossíveis de separar das projeções eleitorais de Pinda. A dúvida dos apostadores é até onde vai a dobradinha: oposição ao governo Piorino ou projeto majoritário para 2028? Perguntar não ofende — principalmente quando a resposta pode valer uma chapa inteira.

Unidos, pero no mucho

No mercado das previsões de Lorena, há quem aposte que Élida Vieira consegue manter a Câmara afinada nas votações pró-governo. Só não confundam harmonia legislativa com casamento eleitoral: rumo a 2028, os mesmos vereadores podem desembarcar em pelo menos quatro grupos opostos. A batuta é uma; as partituras, nem tanto.

Gabinete bombeiro

No outro lado da moeda, poucos duvidam que Sylvio Ballerini consiga levar a administração até o fim afinada com seus projetos, mesmo com a Câmara falando vários dialetos políticos. O segredo estaria no gabinete “anticrise”, sempre pronto para apagar faísca antes que vire incêndio. Até agora funciona. Só não perguntem quantos extintores já foram usados…

Jogo dos sobrenomes

Para quem gosta de montar o quebra-cabeça do pós-2028 em Lorena, anote os sobrenomes que circulam no ringue: Vieira, Marcondes, Silva — ou Silvas —, Bartelega, Marton, Fortes, Coutinho, Matos e, claro, Aquino. Agora junte nomes, sobrenomes, interesses e possíveis alianças. Quem montar a chapa primeiro pode descobrir o segredo antes dos próprios candidatos.

Um voto, dois efeitos

Enfim, Marcos Evangelista tomou posse na Câmara de Guará na vaga de Pedro Sannini, e uma simples intenção já teria produzido dois sentimentos. Fabrício da Aeronáutica respirou aliviado depois que chegou aos seus ouvidos que Evangelista sinalizou apoio à sua candidatura à presidência. Do outro lado, Marcelo da Santa Casa teve efeito contrário: depois de ver a cadeira escapar pelos vão dos dedos outra vezes…

Pente-fino

Vozes dos corredores de Guará juram que Junior Filippo prepara uma espécie de balanço pós-eleição com primeiro e segundo escalões. Depois de 4 de outubro, a régua muda: começa oficialmente a contagem regressiva para 2028 e, pelo que sopram, erro administrativo poderá custar caro. Tem secretário que talvez deva levar currículo para a reunião…

Doutor na pista?

Discreto, Dr. Rômulo Barros estaria sendo assediado para entrar na corrida pela Prefeitura de Guará em 2028. Se aceita, ninguém conseguiu arrancar dele. A curiosidade está em outro detalhe: de tanto perguntarem, perceberam que o doutor já não descarta a hipótese como antes. Em política, às vezes um “não” que desaparece diz mais que um “sim”.

Ordem unida

Ricardo Piorino (PL) rasgou o verbo nas redes sociais e praticamente desenhou o mapa eleitoral do seu grupo em Pindamonhangaba: “Estamos fechados com Tarcísio, André do Prado e Márcio Alvino”. E avisou que não grita sozinho: vereadores e lideranças governistas estão convocados para a força-tarefa. A missão é André no Senado e Alvino como o mais votado da cidade. Traduzindo o recado para quem ainda tenta equilibrar os pés em duas canoas: daqui para frente, a maré pode subir.

Recado da lotação

A família Bota chamou para um encontro de amigos e apoiadores de Carlos Sampaio, federal, e Danilo Joan, estadual, mas a resposta em Caraguá transformou a reunião em demonstração de força. O espaço lotou e a concentração já é apontada como uma das maiores reuniões populares desta temporada eleitoral na cidade. Entre prestação de contas, parceria e muita conversa, ficou a fotografia política da noite. Para o vereador Cristhian Bota, a missão é repetir as urnas do passado e fazer de Sampaio novamente o deputado mais votado de Caraguá. Pelo público que apareceu espontaneamente, teve concorrente fazendo conta sem precisar de calculadora.

Favoritos da Praça

Silveiras virou ponto de concentração do PL com os candidatos à reeleição Marcos Damasio, estadual, e Márcio Alvino, federal, em articulação capitaneada pelo prefeito Edson Mota. No encontro estavam o prefeito de Canas, Gustavo Lucena; os vereadores Waldinei Pontes, Marco Aurélio e Professor Reginaldo, de Silveiras; Carlinho do Gesso, Felipe Piscina, Nenê do São João e Léo Fênix, de Cachoeira Paulista; Capão, de Canas; Claudinei, de Piquete; além do ex-vice-prefeito Patinho e do ex-vereador Geraldo Marcos. Pelo tamanho do palanque e das lideranças reunidas, nos bastidores já há quem aposte que a dobradinha do PL tem tudo para brigar pelo posto de mais votada em Silveiras.

Por Eder Billota

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