Ruas de Potim têm servido como pontos de descarte incorretos de lixo e entulho. São vias públicas onde transitam pedestres, ciclistas e motoristas todos os dias e se tornaram locais usados frequentemente para depósito de vários tipos de materiais. A Prefeitura garantiu que monitora a situação das vias, notificou os responsáveis pelos terrenos, mas admite ser um trabalho repetitivo e sem sucesso, já que não há colaboração por parte da população.
As duas vias são Marinho Brasil e Aristeu Vieira Vilela, ambas no bairro Frei Galvão. Nos locais foi possível identificar restos de materiais de construção, lixo doméstico e até inservíveis, como um sofá. Segundo o Município, o trabalho de remoção dos materiais descartados incorretamente é feito periodicamente, mas novos descartes são realizados e a ação municipal resolve apenas temporariamente.
“A equipe tem trabalhado nas ruas. Nessas áreas, o lixo, entulho, são moradores de Potim que pagam para o andarilho, para o pessoal que está na rua retirar o material da sua casa, dá uma gorjeta para esse cara e esse individuo joga ali. A fiscalização não tem como autuar essa pessoa, porque é um morador em situação de rua, fica difícil essa situação”, explicou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente de Potim Paulo Barros.
Segundo a administração municipal, os proprietários dos terrenos em que são descartados os resíduos foram notificados para cercar e murar as áreas. Em caso de descumprimento da medida, eles poderão ser multados. O secretário explicou que o desafio do setor tem sido a contínua ação do descarte e a identificação da origem do material descartado.
A reportagem do Jornal Atos flagrou o acúmulo do entulho na última terça-feira (11), próximo das 12h. Barros afirmou que o material seria recolhido e enviado para a área de aterro em Cachoeira Paulista. “Faz um mês que a gente fez essa limpeza mas agora vamos ter que fazer de novo. Vamos ter que fazer de novo. Mas precisamos orientar a população sobre a conscientização, para que não faça descarte”.
Potim conta com coleta de lixo diária. O secretário pediu que, caso a população tenha materiais inservíveis de madeira, o descarte correto deve ser feito no número 61 da rua Guaratinguetá. No local há uma caçamba exclusiva para resíduos de madeira. “Tem a cooperativa Ecovida, que faz a coleta de material reciclável”, acrescentou Barros.
Da Redação
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