Pressão que anda
Não foi só agenda institucional.
Ricardo Piorino subiu o tom, bateu na porta da cúpula da Sabesp e saiu com algo mais que promessa: alinhamento de investimento pesado para ampliar água e esgoto em Pinda.
Nos bastidores, quem entrou no jogo e ajudou a destravar foi a secretária estadual de Meio Ambiente, Natália Resende — peça-chave para dar tração ao encontro e garantir que a conversa virasse compromisso.
Com mais de R$ 1 bilhão previsto, cronograma até 2028 e tudo amarrado com Sabesp e Artesp, o recado ficou claro: quando o prefeito pressiona e o Estado embarca, a obra deixa de ser discurso… e vira meta com data.
Projeto na mão
Enquanto tem candidato “alienígena” sobrevoando o Vale, Litoral e Serra com aquele kit básico de promessas e emendas — muitas vezes minguadas —, Thales Gabriel parece jogar outro jogo.
O “Avança Vale”, que ganhou corpo em Cruzeiro quando ele era prefeito, começa a circular como algo mais palpável e estruturado na Região Metropolitana.
A conta é simples: em vez de tentar convencer no discurso, chega com projeto testado. E, se a cadeira na Alesp vier, tem gente apostando que não será só visita de campanha… mas implantação de vitrine.
Porque, no fim, entre promessa de gabinete e modelo já rodado, a dúvida que fica é: quem está vendendo ideia… e quem já tem entrega?
Corpo a corpo
Enquanto tem gente que ainda aposta no “quanto pior, melhor”, Kleber Silveira resolveu ir no caminho inverso — e com plateia real: a rua.
No Jardim América, ao lado de Edson Coutinho, e no Itagaçaba, com Anderson Ferrer, o prefeito não só vistoriou obras como fez questão de dividir o protagonismo com os vereadores.
Mais que pavimentação e troca de encanamento, o movimento chama atenção pelo método: presença, parceria e política feita no olho no olho com o morador.
Para uma oposição que torcia por tropeços, o problema é simples — quando a obra aparece e o prefeito faz questão de andar junto com quem pede e com quem executa, sobra pouco espaço pra discurso… e menos ainda pra torcida contra.
Chamado direto
Entre ambientalistas e grupos de preservação, o “cavão” ecoou em Caraguá — mas com endereço certo: “fala, prefeito”.
A bronca sobre descarte irregular em áreas de reserva existe, mas o curioso é o tom da convocação… não é só crítica, é aposta em quem pode resolver.
Mateus Silva, que já mostrou estilo de presença em outras frentes, agora é puxado para esse campo: botar ordem, reforçar fiscalização e dar resposta onde a cidade cansou de ver impunidade.
No fim, até quem cobra parece saber: melhor chamar quem decide do que falar sozinho para o problema.
Herança maldita
A conta começou a chegar em São Sebastião — e não é pequena.
A Prefeitura acionou a Justiça para cobrar o ressarcimento de valores pagos em um contrato de aulas esportivas que, segundo sindicância, não deixou qualquer rastro de execução.
O detalhe que mais chama atenção nos bastidores é que o problema nasce lá atrás: contrato firmado com convênio vencido, notas concentradas no mesmo período e dinheiro público que precisou ser devolvido ao Estado.
Traduzindo do juridiquês para o político: mais um daqueles BOs que a atual gestão não criou… mas agora precisa explicar, correr atrás e tentar recuperar.
Cadê o dinheiro?
Pelo andar da carruagem, Ceará da Adega não deve largar o osso tão cedo: quer porque quer uma CEI na Câmara de Caraguá para abrir a caixa-preta do molhe do Juqueriquerê.
A obra, herdada do governo passado, custou R$ 54 milhões, mas, ao que indicam os números, só R$ 11 milhões teriam virado obra de fato.
A conta que ecoa nos corredores é simples e barulhenta: onde foram parar os R$ 43 milhões?
Agora, o que intriga mesmo é outro movimento: diante de um enredo desses, por que parte da oposição prefere mirar no atual prefeito, em vez de apertar quem assinou lá atrás?
Perguntar não ofende… mas a resposta pode queimar mais que o próprio escândalo.
Mão no cofre
A audiência pública de Toninho Colucci sobre a queda dos royalties até parecia técnica… até esbarrar no cofre.
Com o discurso de “transição” e responsabilidade fiscal, o prefeito abriu o debate, mas, quando o assunto virou o Fundo Soberano — a famosa “poupança pública” —, o clima esquentou.
Teve opositor que foi mais pelo termômetro do caixa do que pelo tema da audiência. E, no pinga-fogo, ficou a impressão: discutir, ok… mexer na reserva, nem tanto.
No fim, entre queda de receita e pressão por solução, o caldeirão ferveu — mas a tampa do cofre segue bem ajustada.
Política na mesa
O Jornal Atos prometeu e já está cumprindo.
Prestes a completar 32 anos de atuação na região, iniciou um trabalho com meta de avançar na tarefa de informar. Uma das novidades é o lançamento do estúdio de podcasts, no projeto “Atos Podcast”.
O espaço será palco de programas com participação de personagens de peso no universo político, empresarial e da sociedade como um todo.
O start já foi dado com a gravação do primeiro episódio do “Política na Mesa”, com participação do pré-candidato a deputado federal Eli Corrêa Filho e do articulador Paulo Feline.
Um bate-papo descontraído, trazendo história, propostas e projeções de Corrêa, que deve aparecer em outras oportunidades no cenário político regional até outubro.
O programa estará online nesta quarta-feira e dá o pontapé inicial para um projeto essencial em um ano marcado pelas eleições.
Nem só crise
Em meio ao barulho político que costuma dominar Cachoeira Paulista, um movimento tenta puxar o debate para outro rumo.
A vereadora Thálitha Barboza sinalizou pré-disposição em disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PT, apostando na construção de uma agenda mais voltada à juventude.
No segundo mandato, ela vem se firmando nesse nicho — e agora testa se o discurso ganha musculatura fora dos limites do município.
Entre uma crise e outra, surge o contraponto: tem gente tentando transformar pauta em projeto maior… e sair do varejo político para o atacado eleitoral.
Pente fino
O vereador Cabo Samuel resolveu puxar a lupa na Câmara de Guará e pediu um “pente fino” em um dos bares mais badalados da cidade.
Motivo? Casa cheia demais para gosto de quem prefere ver ordem na mesa — e não só copo levantado.
Barraco ao vivo
O que era fiscalização virou espetáculo.
Ao fim da sessão, durante entrevista a um portal de rede social, o clima esquentou e descambou para discussão em alto volume.
Berros pra lá, tensão pra cá… e plateia garantida.
Canhão giratório
Ainda no calor da confusão — que começou com o entrevistador e seguiu a plenos pulmões com a presidente Rosa Filippo — Cabo Samuel virou o alvo e cobrou mais segurança na Câmara, alegando ter se sentido agredido.
Nos bastidores, teve quem resumiu: fez barulho, espalhou estilhaço… e depois reclamou do estrondo.
Da teoria ao voto
Conhecido como um dos mais respeitados constitucionalistas do país, o professor Flávio Martins decidiu trocar a sala de aula — e as páginas dos livros — pelo campo minado das urnas, mirando uma vaga na Câmara Federal.
Com forte presença nas redes e um público engajado em todo o Estado, ele começa a transformar influência em capital político.
Nos bastidores, já articula bases na região e testa alianças: nesta semana, esteve com a pré-candidata Dani Dias e com a vice-prefeita de Lorena, Marietta Bartelega, em conversas sobre planos eleitorais.
Pelo movimento, o professor parece disposto a provar que, além de ensinar Constituição… também sabe jogar dentro dela.
Trânsito pesado
Em Pinda, 2026 já tem gente recalculando rota.
Norbertinho, que ensaiava encarar Dr. Isael na disputa estadual, começa a olhar o GPS político e ver congestionamento pela frente — com Ana Paula Goffi e Herivelton Vela ocupando faixa na corrida federal.
Pelo visto, a dúvida não é mais se acelera… mas por onde escapar do engarrafamento.





