quarta-feira, abril 22, 2026
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Política a conta-gotas

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Tempo de leitura: 5 min

Cinco vezes reprovado

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo voltou a bater o carimbo vermelho nas contas de 2022 da gestão do ex-prefeito Felipe Augusto, em São Sebastião. No cardápio das irregularidades, nada muito diferente do já conhecido: alterações orçamentárias em excesso e falhas na comprovação de despesas — especialmente na área de publicidade, onde o discurso costuma ser mais bonito que a prestação de contas. O histórico ajuda a compor o enredo: 2017, 2018, 2019, 2020… todos com parecer desfavorável. Um respiro em 2021 — talvez um lapso de benevolência — e logo em seguida, 2022 volta ao roteiro original. Pelo que se comenta no Litoral, um verdadeiro “colecionador” de reprovações técnicas. Mas se no Tribunal de Contas o placar já anda elástico, nos corredores do Judiciário o campeonato parece ainda mais movimentado.

Conta no limite

E por falar em São Sebastião, o prefeito Reinaldinho foi à mesa com o discurso afinado: reajuste de cerca de 5% (na régua da inflação) e um agrado maior no vale-alimentação, turbinado em 10%. Tudo milimetricamente calculado para não estourar o limite prudencial — já rondando os 51%.  Nos bastidores, o recado veio junto com a conta: tem aumento, mas dentro da caixinha. E, enquanto os servidores fazem as contas, o governo também faz — porque qualquer passo fora da linha pode custar bem mais caro que a folha.  

TPA ou treta?

A audiência da TPA em Ilhabela virou mais que debate técnico — escancarou o cabo de guerra regional. Enquanto lideranças, como o presidente da Câmara de Ubatuba, já falam em “reciprocidade” (leia-se: reação), nos bastidores o clima é de cautela no Paço. A vontade de aliviar para vizinhos até existe… mas o cofre faz o prefeito sentir aquele leve calafrio. Afinal, abrir exceção pode custar caro — e não só politicamente. 

Atraso corrigido

Com assinatura da vereadora Gislaine de Oliveira Carvalho, a Dra. Lalá, e apoio de outros parlamentares, a Câmara de Caraguatatuba finalmente aprovou a Procuradoria da Mulher. Medida que, diga-se, já é arroz com feijão em muitas cidades — mas por aqui só agora saiu do discurso.

Sem custo, com discurso

O texto, liderado por Dra. Lalá, veio com manual pronto: sem criação de cargos, sem impacto financeiro e recheado de boas intenções. A engrenagem inclui procuradora, adjuntas e membra — tudo dentro do próprio Legislativo. No papel, difícil criticar.

Promessa em vigília

A nova estrutura nasce com a missão de fiscalizar políticas públicas, receber denúncias e provocar ações concretas. Mas, nos bastidores, a pergunta ecoa: com tantas frentes abertas, a iniciativa das vereadoras vai virar instrumento de cobrança real… ou mais uma vitrine institucional bem-intencionada?

Inclusão com chave

O prefeito de Lorena, Sylvinho Ballerini, foi além da foto: assinou a concessão da sede da ADAPTE, na Vila Geny e carimbou apoio institucional ao projeto. Ao lado da presidente Regina Célia, do coordenador Matheus Oliveira e do jurídico Rodolfo Azevedo, o discurso foi de inclusão com atitude. Nos bastidores, o gesto tem peso: menos fala e mais estrutura para quem já faz acontecer no esporte inclusivo. E, na política, quando a causa é legítima… até adversário baixa a guarda — pelo menos por enquanto.

Acesso estratégico

O prefeito de Canas, Gustavo Lucena, tratou de dar visibilidade — e peso político — às emendas do deputado Marcio Alvino (PL) voltadas à Saúde, área que sempre entra primeiro na lista de prioridades (e de cobranças) da população. Mas não parou por aí. Lucena também tem batido à porta de Brasília, em reuniões com a CCR RioSP e a ANTT, tentando destravar — ou melhor, antecipar — a tão falada via de acesso pela Rodovia Presidente Dutra. Nos bastidores, a leitura é clara: enquanto muita gente ainda promete, Canas tenta correr na frente para transformar uma antiga demanda em ativo real de desenvolvimento econômico.

Vela acesa

A tradicional festa de São Benedito, em Aparecida, mais uma vez cumpriu seu papel silencioso — e nem tão santo assim — de reacender figuras que andavam em modo avião. Entre um andor e outro, teve político que saiu direto do “descanso eterno” para testar o termômetro popular. E quem chamou atenção, em clima quase sobrenatural, foi o ex-prefeito Luiz Carlos Siqueira, o Piriquito. Discreto como de costume (até demais), apareceu de “vela acesa” nas celebrações — o que, para os mais atentos, não é devoção… é sinal de movimentação. Porque, convenhamos: quando até quem raramente dá as caras resolve surgir em público, o cheiro não é de incenso — é de pré-campanha no ar. 2028 que se cuide.

Três versões

Enquanto parte dos vereadores insiste no discurso de que “nada anda” e a população de Cachoeira segue na ansiedade por resultados visíveis, o prefeito coleciona um selo que não se conquista no grito: o Tribunal de Contas cravou Prata em Transparência. No meio desse cabo de guerra, uma coisa é fato — quando a casa começa a ficar arrumada, aparece poeira que muita gente preferia continuar escondendo. E aí mora o incômodo: tem problema antigo vindo à tona… e, pelo visto, dessa vez não vai ter tapete suficiente pra empurrar tudo pra baixo.

Efeito CEI

Quem acompanha o dia a dia da Câmara de Pinda já percebeu: o “modo CEI” fez milagre. Aquela dupla que vivia em rotação máxima na tribuna com discurso inflamado e crítica pra todos os lados, deu uma calibrada no tom. O plenário, antes palco de barulho, virou espaço de leitura atenta — especialmente quando os projetos do Executivo exigem maioria qualificada e a bancada governista joga em bloco. Nos bastidores, a leitura é direta: nada como ter que responder a uma CEI pra transformar bravata em cautela.

Querosene para apagar fogo

Se na Câmara o clima deu uma esfriada, em Moreira César teve gente jogando querosene no debate para apagar incêncio. Herivelton Vela resolveu cobrar em voz alta o prefeito Piorino e o vereador Magrão pelo fechamento do posto da PM nas Acácias — promessa que, por enquanto, nem teve confirmação oficial do comando militar. No pacote, ainda sobrou faísca pro subprefeito Cal. Na visão de alguns políticos, o movimento soa menos como cobrança e mais como tentativa de reacender a oposição no grito… mesmo sem ter fogo confirmado.

Promoção discreta

Sai da Cultura, mas não larga o script. Charles Fernandes trocou de cadeira e aterrissou no Turismo deixando um “clone administrativo” na antiga pasta — continuidade garantida, influência preservada. A mudança, tem outro rótulo: prêmio por ter ajudado a segurar a pressão dos comerciários de Cruzeiro ao lado do prefeito Kleber Silveira. E o detalhe que não passou batido: pretendentes a vice em 2028 já levantaram a sobrancelha — o movimento tem cheiro de entrada refinada no jogo grande. Disseram que o homem da Câmara já tem alvo para derrubar mais um ‘primeiro escalão”…

Meia maratona

Enquanto cinco ou seis nomes se acotovelam em Guará tentando somar votos no colégio eleitoral da cidade que, nem juntos parecem suficientes pra eleger alguém, o prefeito Junior Filippo faz o básico que dói na oposição: entrega, anuncia e ocupa espaço. Com a reeleição no radar, o cerco até tenta se formar… mas ainda parece desorganizado. No fundo, a pressa dos postulantes tem outro motivo — não é vencer agora, é não desaparecer da memória do eleitor nos próximos 900 dias. Já o “Coronelzinho” segue no ritmo de quem joga pra ficar.

Sorte ou estratégia?

Com uma salada de siglas pescando votos em Guará, o PSD vai surfando sem precisar suar a camisa. De um lado, nomes de todos os calibres — Marcus Soliva, Cabo Samuel, Paulo Alexandre, Thales Gabriel, Silvio Sanzoni e companhia — inflando a votação. Do outro, Junior Filippo assistindo de camarote o capital político crescer junto ao Kassab. No fim das contas, tem gente chamando de coincidência… mas em política, quando a maré ajuda demais, sempre fica a dúvida: é sorte ou jogo bem montado?

Reforço técnico

Sylvinho Ballerini e sua vice Maria Bartelega usaram a reunião com o primeiro escalão, na última quarta-feira, para apresentar oficialmente a nova engrenagem do governo: Dra. Darlene Ultramari assume a Secretaria da Mulher. Advogada e delegada de Polícia aposentada, com mais de 15 anos de atuação na Polícia Civil e oito deles à frente da Delegacia de Defesa da Mulher em Lorena, ela chega com bagagem prática no enfrentamento à violência de gênero e na defesa dos direitos femininos. Com trânsito na área e conhecimento da realidade local, Darlene entra com a missão de dar musculatura ao atendimento social, onde não há espaço para erro — porque, nesse terreno, improviso custa caro.

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