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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 7 min

A última fornada

Depois de tanta farinha levantada pelo chamado “caso dos pãezinhos”, a prefeita Flávia Pascoal foi às redes comemorar o arquivamento da investigação pelo Ministério Público. Em Ubatuba, a notícia veio acompanhada de alívio e do desabafo pelos desgastes sofridos por ela e pela família durante o episódio. Com o arquivamento nas mãos, parece que tem pãozinho de sobra para a comemoração — e, quem sabe, uma fornada especial para servir aos denunciantes. Afinal, depois de tantos mexendo nessa massa, ninguém merece sair da mesa com fome.

Fim da trégua

Passada a eleição e devidamente contados os votos de Caraguatatuba, parece ter vencido também o prazo de validade da trégua concedida ao prefeito Mateus Silva. Os politiqueiros já guardaram as calculadoras e voltaram a afiar a língua. Pelo jeito, terminou a apuração e começou oficialmente a próxima temporada de pancadaria.

Entre palmas e críticas

No meio da torcida organizada — parte aplaudindo e parte torcendo pelo tropeço —, Ricardo Piorino toca o governo de Pindamonhangaba olhando para o cronograma de obras e entregas. Afinal, em política, aplauso ajuda, ventos contrários incomodam, mas obra atrasada costuma fazer muito mais barulho.

Malhação municipal

Com investimento de R$ 2,9 milhões, a nova UBS do Feital/Vista Alegre, em Pindamonhangaba, é projetada para cerca de 10 mil atendimentos mensais. Enquanto Piorino comemora mais uma obra no calendário, a oposição mantém seu próprio cronograma em dia: fiscalização, críticas e aquela tradicional “malhação” que não conhece feriado.

Política da parceria

Na inauguração do Pronto Atendimento Ginecológico e Obstétrico da Santa Casa de Guaratinguetá, o provedor Dr. Rômulo Barros mostrou uma habilidade que muito político eleito ainda procura no manual: dividiu os holofotes com equipe, gestão e colaboradores. Não é político — mas, pelo trato com o palco, tem gente de mandato que poderia pedir umas aulas, principalmente no quesito agregar sem onerar…

Pé na estrada

A poeira das urnas nem tinha baixado e Sylvinho Ballerini já estava novamente atrás de investimentos para Lorena. Pelo que o secretário Antonio Wilians deixou escapar “bem baixinho”, outros dois investidores de peso negociam áreas e viabilidade na cidade. Se assinarem, o segredo deixa de ser cochicho e vira faixa de inauguração.

Carimbo verde

Veio do Tribunal de Contas mais uma boa notícia para Prefeitura de Lorena: as contas de 2024 da gestão Sylvinho Ballerini foram aprovadas. Com isso, o prefeito fecha o primeiro mandato com todas as contas aprovadas. Para quem gosta de fazer barulho com números, o TCE acabou baixando bastante o volume.

Sombra comprida

As urnas de Potim deram munição para quem mede força pensando em 2028. A ex-prefeita Erica Soler viu seus apoiados Márcio Alvino e Dr. Isael Domingues chegarem ao topo entre os mais votados na cidade. Emerson Tanaka continua sentado na cadeira de prefeito, mas descobriu que a sombra da antecessora ainda alcança longe.

Milagre apertado

Em Aparecida, Zé Louquinho brincou que até a Santa teria ajudado seus candidatos, mas a calculadora do mercado político não vive só de fé. Márcio Alvino, apoiado pelo prefeito, marcou 1.171 votos, enquanto Marcus Soliva, apadrinhado pelo ex-prefeito Piriquito, chegou a 1.337. Pelo visto, nessa procissão eleitoral, cada grupo escolheu seu santo — e contou voto por voto.

Investimento correspondido

De olho na apuração em Silveiras, Edson Mota tinha bons motivos para acompanhar cada urna: Márcio Alvino liderou para federal, com 1.064 votos, e Marcos Damásio chegou a 906 para estadual. Como política também vive de reciprocidade, o resultado deixa aceso o sinal verde para a continuidade das parcerias e investimentos. Voto dado, agora vem a fase do “não esquece da gente”.

Urnas embaralhadas

O resultado em Cachoeira Paulista misturou as cartas das principais lideranças. Márcio Alvino, do PL agora comandado politicamente pelo grupo do prefeito Breno Anaya, apareceu à frente de Marcos Pereira, ligado a Aurélio da Farmácia e do vereador Michel do Xandão. Nos estaduais, Letícia Aguiar ficou em quarto e quase alcançou Thálitha Barboza, candidata da própria cidade. Traduzindo: teve liderança comemorando, candidato respirando aliviado e muita gente recalculando o próprio tamanho.

Dono da praça

Mesmo com os votos espalhados entre vários candidatos, cerca de 23 mil eleitores de Cruzeiro escolheram Thales Gabriel para estadual. É número suficiente para deixar pouca dúvida sobre quem saiu das urnas com a maior faixa no peito. Já na disputa federal, o PL de Kleber Silveira virou outra calculadora do mercado político, fechou o placar com 4.034 votos para Marcio Alvino — e essa conta promete dizer quem realmente entregou resultado e quem entregou apenas discurso.

Hora extra no bolso

Articulado pelos vereadores Avelar e Eunice da Saúde, projeto do prefeito Kleber Silveira aprovado pela Câmara de Cruzeiro acaba com as chamadas “horas complementares”. Antes, o servidor de jornada de seis horas recebia as duas horas adicionais pelo valor normal. Agora, com adicional de 50%, por exemplo, duas horas que rendiam R$ 40 poderão valer R$ 60. É o fim de uma regra chamada de “aberração” por Avelar. Uma diferença que o servidor sente no bolso! Apenas Higmar Lopes votou contra.

Apagando incêndio

Uma possível crise de relacionamento entre o gabinete do prefeito e os vereadores vem alimentando as rodas políticas de Caraguá. Segundo os bem informados, estaria faltando aquilo que, em política, vale mais que discurso: articulação! A possibilidade do vice-prefeito Sérgio Braz, o Serjão, assumir a missão para reforçar as pontes, já teria animado alguns parlamentares. Menos a oposição, naturalmente, que prefere ver o incêndio ganhar proporções. A dúvida que ficou é se Serjão deixaria o comando da Saúde ou acumularia mais essa função. Afinal, uma coisa é cuidar da saúde da população; outra, bem diferente, é tratar das dores de cabeça dos vereadores!

Falta voto, sobra articulação

A disputa pela próxima presidência da Câmara de Caraguá começa a ganhar novos contornos. Antonio Carlos Jr. tem motivos de sobra para buscar a reeleição: a construção da nova sede do Legislativo, o bom trânsito entre diferentes correntes partidárias e a condução rigorosa do Regimento Interno, especialmente nas pautas mais espinhosas. Enquanto isso, pelo que se ouviu num dos gabinetes que vêm abrigando certas reuniões, a oposição ao projeto de continuidade esbarra num pequeno detalhe: encontrar um nome capaz de reunir mais de quatro adesões. E, como ironizam os mais experientes, fazer reunião é fácil; difícil é transformar cafezinho, conversa e promessa em voto.

Não convidem para…

…a mesma picanha o secretário de Governo Galão Aquino e o vereador Maurinho Fradique, principalmente se o tempero for a contagem dos votos em Lorena e no encontro alguém puxar o assunto: “a partilha da equipe”. E, dependendo dos números, alguém corre o risco de engasgar antes da sobremesa!

A coragem e seu preço

O vereador Bruno Lorena resolveu colocar fogo no parquinho ao propor a redução de 17 para 11 cadeiras na Câmara. Enquanto uma minoria comemora, os contrários não declarados estariam vivendo um pesadelo: votar contra e enfrentar a opinião pública ou votar a favor e correr o risco de eliminar a própria cadeira. É o tipo de proposta em que até o silêncio pode custar uma eleição!

Uns em alta, outros em…

As urnas de outubro agitaram o mercado político de Lorena, antecipando as especulações para 2028. Na cotação dos entendidos, a Família Silva saiu valorizada, seguida pelo grupo dos Vieira, enquanto Marietta Bartelega terá de se virar nos trinta para não perder lugar no trio de largada. Na outra ponta, o time de Maurinho Fradique terminou fragmentado, e Renato Marton ficou devendo votos na prestação de contas eleitoral. Resumindo: uns já fazem planos para a Prefeitura, outros terão de reconstruir o próprio capital político. E olha que a corrida nem começou!

Engenheiro costuma…

…projetar antes! Em Guará, a oposição atribui a suposta lentidão do governo Júnior Filippo na apresentação de novos projetos à falta de habilidade administrativa. Os governistas rebatem: o Coronelzinho é engenheiro e prefere primeiro projetar, depois executar. Garantem que vem uma avalanche de novidades, todas com começo, meio e fim. A ironia fica por conta do Mercadão, herança da gestão passada que virou monumento à obra inacabada. Afinal, inaugurar é importante, mas terminar também faz parte do projeto!

Água fria nos politiqueiros

Enquanto a oposição procura motivos para criticar a gestão Júnior Filippo, o prefeito responde com entregas. A inauguração do CAU, reunindo serviços municipais num só lugar, atendimento pelo 156 e internet, além da nova estrutura comercial da Saeg, promete acabar com o velho empurra-empurra que atormentava o cidadão. E vem mais: uma moderna central de monitoramento no mesmo espaço. Para os politiqueiros que apostavam na falta de novidades, o Coronelzinho começa a mostrar que enquanto uns fazem barulho, outros trabalham. E olha que o segundo tempo nem começou!

Moreira César no centro!

O prefeito Ricardo Piorino jogou em casa, nesta quinta-feira (8), durante encontro promovido pela ACIP, presidida por Mauro Almeida, na Costelaria Gaúcha, em Moreira César. Diante de cerca de 50 empresários de diferentes segmentos, interessados em ampliar seus negócios e investir no Distrito, Piorino apresentou um panorama da expansão econômica da região e das perspectivas de novos empreendimentos. O otimismo dos empresários deu o tom da conversa, enquanto o prefeito reforçou sua aposta no potencial de Moreira César. Politicamente, uma boa vitrine: quando o empresariado demonstra confiança e o poder público sinaliza oportunidades, quem ganha espaço é a economia — e, de quebra, a imagem do prefeito.

Amnésia conveniente

Ainda no calor das urnas, em Pindamonhangaba, quem entende de matemática eleitoral já recomenda aos postulantes à sucessão do prefeito Ricardo Piorino que esqueçam os resultados de 4 de outubro. Com exceção de Isael Domingues, a turma teria pouco a comemorar e menos ainda a apresentar como demonstração de força política. Pelo andar da carruagem, o melhor mesmo é fingir demência, mudar de assunto e torcer para que, até 2028, o eleitor também sofra de amnésia!

Santa de casa faz milagre…

…no vizinho? – Pela trajetória eleitoral e pelo prestígio que ainda demonstra nas urnas da região, o ex-prefeito de Pinda, Isael Domingues, já estaria recebendo convites para olhar com carinho uma eventual disputa pela Prefeitura de Taubaté. Nas rodas políticas, comenta-se que se resolver transferir o domicílio eleitoral, não faltarão partidos nem grupos dispostos a estender o tapete vermelho. Por enquanto, tudo no terreno das especulações, mas a conversa já rende. Afinal, quem diria que a terra de Monteiro Lobato poderia encontrar no quintal do vizinho um novo personagem para sua história política? E, dependendo do enredo, até protagonista!

O dono dos 80%

O prefeito Rominho parece ter saído das urnas do último dia 4 com o termômetro político nas alturas. Somando os votos dos candidatos apoiados por seu grupo e a receptividade encontrada nas visitas que fez durante 15 dias de campanha, calcula ter mais de 80% de adesão popular para influenciar sua sucessão em Piquete. Se a matemática estiver correta, o prefeito não pretende apenas terminar o mandato, mas escolher quem dará continuidade ao seu governo. E deixou uma pérola para os politiqueiros de plantão: “Campanha é cara se o produto for ruim”. Agora, resta saber quem será o produto escolhido e, principalmente, se o eleitorado estará disposto a comprá-lo!

Por Eder Billota

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