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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 6 min

Goffi passou o Vela

Os números revelaram, Ana Paula Goffi não chegou lá — aliás, nem chegou perto —, mas seus 8.870 votos deixaram um prêmio de consolação que vale provocação até 2028: na contagem geral, ficou acima dos 7.727 de Herivelton Vela. Em Pinda, onde os dois certamente continuarão circulando politicamente, a diferença já serve para alimentar aquela pergunta maldosa: quem saiu das urnas maior do que entrou?

Aviso aos navegantes

Se eleição de deputado também serve de termômetro para 2028, o ex-prefeito de Pinda deixou seu recado nas urnas. Com 55.169 votos e uma vaga na suplência do PL, ele teria confirmado em casa o apoio de 23,67% do eleitorado. Número suficiente para a periferia política começar a fazer contas, redesenhar alianças e enxergar candidatura onde, oficialmente, ninguém anunciou nada. Afinal, em Pinda, 2028 ainda está longe no calendário — mas pode ter ficado bem mais perto depois da abertura das urnas.

Prata que vale ouro

Marco Mayor ganhou um bom troféu para colocar na prateleira de sua passagem pela presidência da Câmara de Pindamonhangaba. Pela primeira vez, o Legislativo conquistou o Selo Prata Ouvidoria Cidadã, concedido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O reconhecimento premia avanços na transparência e aproximação com o cidadão, mas, politicamente, também ajuda Mayor a deixar uma marca administrativa na cadeira de presidente. Em tempos em que Câmara costuma virar notícia pelo barulho no plenário, receber elogio do Tribunal de Contas é daqueles fatos que presidente nenhum deixa passar em branco — ou, neste caso, sem um brilho de prata.

Profeta sem votos em casa

Ortiz Junior até somou votos pela região, mas segundo a patuleia política, em Taubaté a urna foi cruel: 22.888 votos justamente na cidade que governou por dois mandatos. Para quem já ocupou a cadeira mais importante do Palácio Bom Conselho, o resultado tem gosto de naufrágio doméstico. E eleição ensina: quando o quintal deixa de acompanhar o dono, é bom conferir a cerca.

A fórmula dos Silva

A Família Silva, leia-se Waguinho & Cia, comemorou em Lorena 4.587 votos para seus estaduais e 4.027 para os federais. Pelas rodas políticas, ninguém acredita que essa musculatura ficará guardada até 2028. A receita deve ser a mesma: juntar tropa, contar votos e depois apresentar a fatura. Só falta saber quem estará no caixa para recebê-la.

Desceu mais um

Carlos Sampaio já conheceu urnas bem mais generosas em Lorena. Desta vez, sob a coordenação de Maurinho Fradique, estacionou em apenas 821 votos. É mais um degrau abaixo numa escada que já preocupa. Se continuar descendo nesse ritmo, na próxima eleição Maurinho talvez precise coordenar também a operação de resgate. 

Mostrou serviço

Enquanto muito “cabo eleitoral graduado” terminou a eleição procurando explicações, Galão Aquino colocou 1.019 votos de Lorena na conta de Alex Manente. Nada mal para quem disputava espaço com estruturas bem mais barulhentas. A urna tem dessas maldades: às vezes patente política impressiona no café, mas não vale promoção na hora da contagem.

Lição de casa

O time da presidente da Câmara, Élida Vieira, voltou a fazer a lição de casa nas urnas. Desta vez, a mobilização em torno de Renata Abreu rendeu 1.686 votos em Lorena, colocando a deputada na quarta posição entre os federais no município. A campanha reuniu a articulação do grupo da vereadora e a relação política construída com a deputada a partir de recursos destinados à cidade.

Já era esperado

A vereadora Thálitha Barboza encarou a disputa pela Alesp pelo PT apostando também no eleitorado de Cachoeira Paulista. Encerrada a eleição, começa aquela matemática inevitável entre expectativa, estrutura e votos efetivamente conquistados. Campanha termina; a calculadora, não.

A conta de Munduruku

O professor Munduruku levou para a disputa federal a bandeira da causa indígena e terminou com 5.450 votos. Agora vem a segunda etapa da eleição: entender até onde uma candidatura temática consegue transformar visibilidade e estrutura partidária em votos. Nesse balanço, cada número da urna acaba ganhando várias interpretações.

Sem milagre eleitoral

Aparecida, conhecida como terra dos milagres, também teve candidato a deputado federal. O delegado Adolpho Henrique (PSB) registrou 1.232 votos. Na política local, o número inevitavelmente vira assunto para quem tenta medir até onde uma candidatura consegue ultrapassar as fronteiras do próprio município. Milagre, afinal, não consta como item obrigatório da urna eletrônica.

Fora, mas dentro

Antonio Carlos não chegou à Alesp, mas em Caraguá deixou uma marca difícil de desprezar: perto de 16,5 mil votos, 22,44% do eleitorado e praticamente o dobro do segundo colocado. Passada a eleição, seus dois filhos seguem ocupando posições estratégicas e trabalhando pelo município. Para quem imaginava a família apenas vivendo de discurso e lembranças do poder, as urnas e o pós-eleição parecem ter mandado outro recado: fora da cadeira não significa fora do jogo.

Depois dos 724

Também no Litoral, Dennis Guerra terminou a disputa com 724 votos. O resultado naturalmente abre espaço para especulações sobre seus próximos passos políticos em Caraguá. Se haverá nova candidatura ou mudança de planos, só ele poderá responder. A urna deu o número; o futuro político ainda não.

Munição reduzida

O vereador Danster Fernandes contabilizou 8.824 votos na disputa para deputado federal. Encerrada essa eleição, qualquer eventual projeto municipal futuro exigirá outra conta: eleição proporcional e disputa por Prefeitura têm dinâmicas bastante diferentes. É justamente aí que a calculadora política costuma trocar de fórmula.

Artilharia pesada

O resultado das urnas não encerra o embate político de Felipe Augusto no Litoral Norte. As divergências com as administrações de Reinaldinho, em São Sebastião, e Mateus Silva, em Caraguatatuba, permanecem no debate regional. Deputados foram escolhidos; as disputas municipais continuam. Uma urna fechou, mas o palanque local aparentemente continua montado…

Quem vai puxar quem?

As voltas da política afastam, mas as urnas também têm o poder de reaproximar. Dani Dias, com 12.263 votos, e Marcus Soliva, com 12.005 em Guaratinguetá, parecem ter encontrado novamente uma pista em comum — pelo menos por enquanto e de olho em 2028. O problema é que, somados, os dois chegaram perto de 18% do eleitorado. Dá para largar na corrida, mas está longe de garantir medalha. Até 2028, terão de saltar algumas barreiras e, principalmente, descobrir quem corre ao lado de quem — porque na política, aliado de hoje também pode virar obstáculo amanhã.

Régua dos 258

Soliva ainda deixou Régis Yasumura — e seus modestos 4.392 votos — pelo caminho. Mas, olhando para 2028, são os 258 votos de diferença para Dani Dias que apimentam a conversa. Se essa for a régua da futura aliança, quem fica com a Prefeitura e quem aceita a vice? Façam suas apostas…

Votos de eleito…

…cadeira de suplente – Thales Gabriel terminou a eleição com aquela conta que político nenhum gosta de fazer: conquistou 60.619 votos, mas ficou como 5º suplente do PSD. O detalhe que aumenta o gosto amargo é que, com essa mesma votação, teria conquistado cadeira se estivesse no PL, Podemos, PRD ou PSOL. Para completar, Thales saiu das urnas como o candidato local mais votado no Vale da Fé, considerando ainda Pinda, Taubaté e o Litoral Norte. Não levou a cadeira da Alesp, mas levou das urnas um recado político difícil de ignorar — especialmente para quem já começou a fazer contas para as próximas eleições.

Perguntar não ofende

As urnas tiveram a delicadeza de colocar a régua na mesa: Fafá, com 918 votos, e Higmar Lopes, com 2.359, ficaram a uma pequena eternidade dos cerca de 70 mil votos de uma candidatura competitiva. Diante da matemática, fica a pergunta: a dupla muda de estratégia, sossega o projeto ou insiste no sonho? Porque, nesse ritmo, chegar lá parece difícil — atrapalhar quem pode chegar é bem mais fácil.

Dança das cadeiras

Tem cadeira começando a esquentar antes mesmo do projeto chegar ao plenário. Bruno Lorena anunciou que ainda este mês protocola proposta para reduzir de 17 para 11 o número de vereadores nas próximas legislaturas, alegando que o pedido foi recorrente entre moradores durante a campanha. Nas ruas, a conversa ganha força; dentro da Câmara, dizem que tem colega irritadíssimo. Pudera: uma coisa é defender economia com o dinheiro público; outra é descobrir que a tesoura pode cortar seis cadeiras. Bruno acendeu o fósforo — resta saber quem vai aparecer primeiro com o extintor.

De volta ao passado

Parece que Reinaldinho Moreira resolveu responder as críticas do antecessor olhando pelo retrovisor. Em entrevista a um portal do Litoral, questionou os R$ 11 milhões gastos na pavimentação do acesso a condomínio de luxo, enquanto bairros carentes esperavam asfalto e saneamento — alguns até no sistema de mutirão. Pelo visto, em São Sebastião, quando o presente aperta, o passado vira munição. E essa guerra de gestões ainda promete muita escavação arqueológica.

Piada pronta

Nas rodas políticas mais esclarecidas de Caraguá, a postagem de Aguilar Junior agradecendo o empenho do grupo pelas vitórias de governador e senadores arrancou alguns sorrisos. O ex-prefeito, que acabou não encarando as urnas numa disputa que poderia colocá-lo frente a frente com Antonio Carlos, comemorou o resultado dos outros como sinal de força do seu time. Maldosamente, perguntaram: vitória de candidato apoiado agora também entra no currículo eleitoral de quem não foi candidato? Se entrar, tem muita gente eleita sem saber…

Selo de Prata

 O trabalho minucioso realizado em Lorena é mais uma vez reconhecido. Na última segunda-feira (5), o município recebeu o Selo de Ouvidoria Cidadã do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na categoria Prata, em sessão solene na capital paulista. Com a premiação, o TCE reconhece a qualidade e aprimoramento de ações que buscam a transparência nos serviços públicos. O prefeito Sylvio Ballerini recebeu a premiação das mãos da presidente do Tribunal, a conselheira Cristiana de Castro Moraes, e do coordenador da Ouvidoria do Tribunal, Renato Martins Costa. O controlador-geral de Lorena, Claudio Freitas, também representou a cidade.

A contagem continua…

… faltam 725 dias para as eleições de vereadores e prefeitos!!!

Por Eder Billota

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