terça-feira, julho 21, 2026
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Política a Conta-gotas

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Tempo de leitura: 7 min

Ebulição em três tempos

A – A entrada definitiva do ex-prefeito Antonio Carlos da Silva na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa mexeu mais do que o tabuleiro eleitoral de Caraguatatuba: sacudiu a própria base governista. O que antes parecia um caminho pavimentado agora virou um cruzamento de interesses. Nos bastidores, há vereadores e aliados do grupo do prefeito Mateus Silva e do presidente da Câmara, Antonio Carlos Junior, que já teriam firmado compromissos com outros pré-candidatos, criando uma disputa silenciosa por espaço e fidelidade.

B – Como se não bastasse, o cenário ganhou mais temperatura com Dennis Guerra, um dos articuladores da vitória de Mateus em 2024, que também entrou na corrida pelo Republicanos. Na prática, passa a disputar o mesmo eleitorado de Antonio Carlos, elevando a tensão dentro de um grupo que até pouco tempo caminhava praticamente em sintonia.

C – Há quem aposte que a trajetória política de Antonio Carlos lhe garante musculatura suficiente para enfrentar qualquer concorrência. Outros, porém, lembram que o humor do eleitor costuma acompanhar o desempenho da administração municipal. Se a gestão de Mateus Silva estiver em alta, pode impulsionar aliados. Se enfrentar turbulências, o reflexo nas urnas pode atingir mais gente do que se imagina. Em política, quando o termômetro sobe, nem sempre é apenas a temperatura que muda.

Fôlego longo

Faltando 789 dias para as eleições municipais, Pindamonhangaba acompanha o fôlego de Giovani Nicoletti. De novo, por enquanto, só o partido. O discurso, no entanto, segue em ritmo de campanha desde o palanque passado, sempre afinado para percorrer a contramão do governo Ricardo Piorino.

De olho na vice

Quando o mercado político de Pinda volta os olhos para a Câmara, três nomes aparecem circulando na antessala da chapa majoritária: Magrão, Everton Chinaqui e Marco Mayor. O detalhe é que, antes de qualquer sonho virar realidade, todos dependem de um convite que continua nas mãos de Ricardo Piorino.

Plano maior

Pelas movimentações de Norbertinho, a disputa por uma cadeira na Assembleia parece ser apenas uma etapa do percurso. Nos corredores políticos de Pinda, há quem aposte que um bom desempenho em outubro servirá de combustível para um projeto ainda maior: dificultar o caminho de um eventual segundo mandato de Ricardo Piorino.

Puro-sangue

O casal Goffi continua alimentando a curiosidade dos observadores. A dúvida permanece a mesma: será “ele” ou “ela” na cabeça de chapa? Ou os dois ainda sonham com uma composição puro-sangue? Em política, silêncio também costuma ser estratégia.

Pavio curto

Se terminar a eleição de 2026 com o pavio intacto, Herivelton Vela pode reaparecer no tabuleiro municipal ao lado de Maryan Alckmin. A aposta seria transformar a experiência acumulada em mais uma tentativa de chegar ao Palácio 10 de Julho. Até lá, o desafio será preservar a munição e não queimar o pavio.

Sigla em jogo

Uma das maiores interrogações de Pinda atende pelas letras PSD. Comentam que Magrão aceitou disputar a eleição estadual a pedido de Gilberto Kassab, com a promessa de assumir o comando da legenda em 2028. Se a conversa prosperar, resta saber qual será o destino político de Torino e, principalmente, o peso que terá numa futura negociação.

Perguntar não ofende

A pergunta que mais circula nas rodas políticas de Pinda tem nome e sobrenome: Isael Domingues. Se conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa, abre espaço para Ricardo Piorino caminhar com menos obstáculos rumo ao segundo mandato. Se não conquistar… bem, como dizem os mais experientes, a política adora mudar o roteiro e realidade quando todo mundo acha que já conhece o final.

Jogo cruzado

No Litoral Norte, nem toda candidatura parece nascer com os olhos voltados exclusivamente para as urnas de outubro, mas para preparar terreno para 2028. É nessa leitura que muitos enquadram a entrada do vereador Danster Fernandes na disputa, levando para a campanha a exposição conquistada nas redes sociais e o espaço ocupado como oposicionista em Caraguá.

Selo de excelência

A renovação do CEBAS da Santa Casa de Ilhabela, celebrada pelo prefeito Toninho Colucci, garante mais do que o reconhecimento institucional: assegura benefícios fiscais que fortalecem o caixa do hospital e ampliam a capacidade de investimento na saúde. Mas, entre decretos e portarias, há um mérito que circula longe dos holofotes. Se Colucci representa politicamente a conquista, ela só se tornou realidade graças ao trabalho técnico e de excelência desenvolvido pelas equipes clínica e administrativa da Santa Casa, que mantiveram a instituição em conformidade com as rigorosas exigências do Ministério da Saúde. No fim das contas, certificado também se conquista com competência.

Emenda premiada

A investigação da Polícia Federal sobre emendas parlamentares atribuídas ao entorno político de Valdemar Costa Neto fez uma parada em Caraguatatuba. Os registros apontam que cerca de R$ 23 milhões chegaram ao município em 2024, durante a gestão do ex-prefeito Aguilar Junior, sendo R$ 16,5 milhões destinados à Organização Social João Marchesi e R$ 6,5 milhões ao Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, mantenedor da Casa Stella Maris. Agora, resta saber se o episódio ficará apenas no campo administrativo ou se também produzirá efeitos no campo político.

Conta chegou

Se a indicação e a execução das emendas ocorreram na administração passada, a fatura acabou batendo à porta do atual governo. O prefeito Mateus Silva foi surpreendido com o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões das contas do Fundo Municipal de Saúde, medida determinada no âmbito do Fundo Nacional de Saúde em cumprimento à decisão do STF. Em política, não é raro que um governo plante e outro tenha de explicar a colheita. Neste caso, a surpresa veio diretamente pelo extrato bancário.

Perguntar não ofende

O que significou a declaração pública de amizade ‘quase fraterna’ feita por Vaguinho ao vereador Mauro Fradique, dias atrás, nas redes sociais de Lorena? Em política, principalmente em período de pré-eleição, gestos costumam falar mais alto do que discursos. E, quando o recado é público, dificilmente é apenas um gesto de cortesia. Fica a pergunta.

Cada um na sua

Pelas conversas que ecoam até na banca do jogo do bicho, a matemática é simples: dois para federal, dois para estadual e cada um cuidando do próprio quintal. Mas a conta que realmente interessa parece ser outra. Enquanto oficialmente todos disputam 2026, há quem jure que, na prática, cada dupla já faz as contas de olho em 2028 para Guaratinguetá. Afinal, quem chegar maior às urnas de outubro larga alguns passos à frente na corrida pela Prefeitura..

Sucessão técnica

A troca de comando na Santa Casa de Cruzeiro tem tudo para ser uma daquelas mudanças em que o desafio é manter o ritmo de quem deixou a marca. Ao assumir a direção da instituição, Rodolfo Scamilla herda a missão de dar sequência ao trabalho desenvolvido pela dupla Imaculada e Thales Gabriel, período em que a Santa Casa consolidou importantes avanços estruturais e assistenciais. Pela capacidade técnica e pelo perfil de gestor, há quem aposte que Scamilla reúne credenciais para conduzir essa transição com segurança, preservando o legado e imprimindo seu próprio estilo.

Passaporte carimbado 

Poucas iniciativas conseguem traduzir tão bem o discurso de valorização da educação quanto transformá-lo em oportunidade concreta. Em Guaratinguetá, o programa “Guaratinguetá no Mundo” levou alunos da rede municipal para uma experiência de 15 dias no Canadá com todas as despesas custeadas pela Prefeitura. Um investimento que amplia horizontes, reconhece o mérito dos estudantes e oferece ao governo Junior Filippo uma vitrine positiva na área da educação.

Adeus, beira rio

Tirar a Câmara de Guaratinguetá da tradicional beira do rio virou, durante anos, uma promessa que atravessou diferentes presidências. Celão chegou a tentar adaptar um prédio histórico no Centro. Arilson do Cícero também movimentou o tema, mas o projeto não saiu do papel. Coube a Pedro Sannini escrever a letra, definindo o local e iniciando as obras. A melodia, porém, ficou por conta de Rosa Filippo. Em apenas 18 meses, a presidente colocou a nova sede em condições de funcionamento, esperou o recesso legislativo, aguardou a emissão do “Habite-se” pela Prefeitura e comandou uma operação que mobilizou servidores e vereadores durante dez dias úteis para concluir a mudança. Bem ao estilo Rosa: menos discurso, mais entrega. A Câmara está de casa nova. A velha beira do rio, agora, virou história…

Fogo amigo

Silêncio em Câmara quase nunca é sinônimo de tranquilidade. Em Pindamonhangaba, corre pelos bastidores que um vereador bem próximo ao grupo dominante começou a soprar, ao pé do ouvido, a ideia de uma candidatura de última hora à presidência da Casa. Pode não passar de balão de ensaio. Ou pode ser o primeiro sinal de que o fogo amigo já encontrou o fósforo.

Contagem regressiva

Em Cruzeiro, Paulo Felipe já parece ouvir o tic-tac do relógio na presidência da Câmara. Enquanto Babu Branco organiza o roteiro para assumir o comando da Casa, Avelar observa cada movimento para saber se ainda existe espaço para aplicar uma “vacina” no projeto. O problema é que, se houver nova votação para confirmar o que já está registrado em ata, os famosos “três vereadores e meio” podem transformar a matemática da estabilidade em mera aula de improviso.

Veneno externo

Em Cachoeira Paulista, Felipe Piscina ainda tenta a cartada derradeira para permanecer na presidência da Câmara. O obstáculo, porém, pode nem estar entre os vereadores. Nos bastidores, um cacique político com livre trânsito no núcleo do governo estaria convencido de que o próximo presidente precisa sair, obrigatoriamente, de seu partido. Quando o veneno vem de fora, o antídoto costuma perder o efeito.

Balcão de indicações

Em Lorena, bastaram duas cadeiras ficarem vazias nas secretarias de Meio Ambiente e Cultura para começar o tradicional desfile de currículos… de terceiros. Pelo menos três vereadores já circulam pelos corredores do poder com nomes na ponta da língua. E como notícia boa para alguns nunca vem sozinha, comenta-se que outra exoneração pode estar a caminho. Traduzindo: já tem gente medindo a sala antes mesmo de a placa ser retirada da porta.

Urnas-troféu

Enquanto os pré-candidatos desfilam por Lorena em busca de votos para outubro, há quem esteja muito mais interessado em outra eleição: a de 2028. O desempenho dos deputados apoiados por cada grupo virou termômetro para medir quem realmente consegue transferir votos e quem só transfere discurso. Tem político que já encomendou a calculadora antes mesmo da abertura das urnas.

A matemática explica

Em Guaratinguetá, a conversa é parecida. Mais do que eleger deputados, muita gente quer descobrir o peso eleitoral de quem aparece nas fotos de campanha. Cabo Samuel, Dani Dias, Régis Yasumura e Marcus Soliva terão seus resultados examinados voto a voto por quem já sonha com 2028. Se alguém ainda tiver dúvidas sobre a leitura dos números, é só perguntar ao Marcelo Pazzini. Afinal, na política, pesquisa também se faz depois da eleição.

Perguntar não ofende

Aquele candidato crônico, que costuma registrar um imóvel no cartório por eleição, vai conseguir evoluir para uma cobertura na praia ou ainda vai de casa térrea?

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