Presos no último sábado (22), três guardas civis municipais de Caraguatatuba são alvos de investigação após denúncia sobre uma suposta sessão de tortura física e psicológica contra uma mulher grávida. A prisão por determinação da Justiça.
Os agentes presos são Anderson Carlos Alves, conhecido como “Pantera”, Almir dos Santos Gonçalves e Marcos Roberto Magalhães Silva. A prisão foi solicitada pela Polícia Civil e teve parecer favorável do Ministério Público.
O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo que mostra parte da abordagem realizada no dia 17 de agosto. As imagens passaram a circular nas redes sociais e motivaram a abertura da investigação. No vídeo, a mulher aparece conversando com um dos guardas e participando de uma ligação telefônica. Depois do encerramento da chamada, ocorre uma agressão envolvendo a vítima e o agente.
De acordo com a investigação, os três guardas teriam entrado na residência da mulher sem autorização judicial. A Polícia Civil apura se houve prática de tortura e outras possíveis irregularidades durante a ocorrência.
A Justiça determinou que os agentes permaneçam presos temporariamente por trinta dias. Na decisão, o magistrado apontou que a permanência dos investigados em liberdade poderia prejudicar a apuração dos fatos.
Entre os riscos considerados estão uma possível influência decorrente da função exercida pelos agentes, tentativa de interferência em depoimentos e eventual intimidação da vítima ou de testemunhas. A decisão também autorizou o cumprimento de mandados de busca em endereços relacionados aos investigados.
Os três já estavam afastados das atividades após a divulgação das imagens. Segundo a Prefeitura de Caraguatatuba, dois dos agentes ocupavam cargos comissionados e foram exonerados. O terceiro é servidor efetivo e continua afastado preventivamente enquanto responde a um processo administrativo instaurado para apurar o caso.
Em nota, a Prefeitura informou que acompanha as investigações e afirmou não compactuar com condutas irregulares praticadas por agentes públicos. A administração também declarou que o caso está sendo tratado nas esferas administrativa e judicial.
Da Redação
Caraguatatuba




