A fila de crianças que aguardavam por atendimento com neuropediatra em Piquete foi reduzida pela Prefeitura após a contratação de uma médica para atender a demanda no município. Segundo a secretaria de Saúde, 126 crianças estavam na lista de espera, algumas delas aguardando pela consulta havia até seis anos.
Um levantamento feito pela pasta apontou que o tempo médio de espera chegava a aproximadamente trinta meses entre os pacientes analisados. Até então, o atendimento especializado dependia das vagas disponibilizadas pela regulação estadual para o AME de Lorena.
De acordo com a secretaria de Saúde, em alguns períodos o Município recebia apenas uma vaga a cada três meses, número considerado insuficiente diante da procura pelo serviço. Segundo o secretário de Saúde, Luiz Humberto Leite, a situação resultou em uma demanda reprimida que chegou a ser acompanhada pelo Ministério Público.
Diante da dificuldade de acesso às consultas pela rede estadual, o Município abriu um credenciamento para contratar uma neuropediatra. A médica Mariana Inácio passou a atender no Cemp (Centro de Especialidades Médicas de Piquete).
Atualmente, a Prefeitura custeia 25 consultas por mês, o equivalente a trezentos atendimentos por ano. As vagas são distribuídas entre as quatro USFs (Unidade de Saúde da Família) da cidade. Cada consulta representa um custo de R$ 203,33 para Piquete, com investimento anual estimado em R$ 61 mil.
Com a absorção da demanda acumulada, a secretaria de Saúde afirma que a espera, que antes podia chegar a anos, caiu para cerca de trinta dias. Além da primeira consulta, os pacientes podem ser encaminhados para retornos e acompanhamento, conforme a necessidade. Cerca de 30% dos atendimentos realizados atualmente são de retorno.
Após atender os pacientes que estavam na fila do próprio município, Piquete também passou a disponibilizar vagas para cidades vizinhas que enfrentam dificuldades semelhantes na oferta de neuropediatria.
A medida busca ampliar o acesso ao atendimento especializado durante a infância, período em que o diagnóstico e o acompanhamento médico podem contribuir para a identificação precoce de alterações e para o tratamento adequado de cada caso.
Por Andréa Moroni
Piquete




