Lorena começou a organizar um fluxo integrado para o atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta é definir como os diferentes serviços públicos e instituições que fazem parte da rede deverão agir a partir do momento em que um caso for identificado ou denunciado.
A primeira reunião da Rede de Proteção às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar foi realizada na terça-feira (1) e marcou o início da construção desse protocolo de atendimento. A intenção é evitar que a vítima precise percorrer diferentes órgãos em busca de ajuda ou repetir várias vezes o relato da violência. A integração também busca reduzir situações de revitimização e melhorar a continuidade do acompanhamento dos casos.
Segundo a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Elaine Lopes, Lorena já conta com serviços que atuam no acolhimento e na proteção das mulheres. A principal mudança, agora, será estabelecer uma atuação coordenada entre esses setores. “Na prática, o fluxo será construído por essa rede para definir de forma clara como cada serviço deverá atuar, quais encaminhamentos deverão ser realizados e como ocorrerá a comunicação e articulação entre os diferentes setores”, explicou.
Pelo modelo que está sendo discutido, a mulher poderá chegar à rede por diferentes portas de entrada, como unidades de saúde, hospital, pronto-socorro, delegacia, Guarda Municipal, serviços da Assistência Social ou escola. A partir do primeiro atendimento, ela deve ser acolhida e encaminhada aos demais serviços necessários, de acordo com a situação e com os procedimentos que serão definidos pela comissão.
A rede reúne representantes nas áreas de Assistência e Desenvolvimento Social, Políticas para a Mulher, Saúde, Educação, Negócios Jurídicos, Segurança, Direitos da Pessoa com Deficiência, Desenvolvimento Econômico e Obras e Planejamento Urbano. Também participam o Pronto-Socorro Municipal, a Delegacia de Defesa da Mulher e a Polícia Militar.
Atualmente, 123 mulheres estão em atendimento pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de Lorena. Outras 35 recebem o benefício de aluguel social concedido pelo governo estadual.
A Prefeitura afirmou que o número total de mulheres atendidas pela rede ainda precisa ser consolidado, já que os acompanhamentos são realizados por diferentes serviços. A expectativa é que a implantação do fluxo também permita melhorar o compartilhamento de informações e o acompanhamento dos casos.
A primeira reunião contou com a participação da vice-prefeita Marietta Bartelega (Republicanos); da delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Lorena, Adriane Gonçalves; da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Elaine Lopes; da secretária de Políticas para a Mulher, Darlene Ultramari; da coordenadora do Creas, Francine Capella, além de representantes de outras secretarias e instituições envolvidas na rede.
Andréa Moroni
Lorena




