Até mesmo a palavra “enxame” foi utilizada nas redes sociais para descrever o aumento no número de pernilongos que tomou conta de parte de Lorena. As ruas e redes sociais acumulam reclamações após vários dias de chuva em setembro.
Moradores de diferentes bairros e da região central protestam pela situação. Os mosquitos têm invadido residências, comércios e escolas. Na segunda-feira (28), a Etec “Padre Leôncio”, na região central, precisou dispensar os alunos devido à grande quantidade de insetos.
A reclamação se repete. Vanice Castro mora entre os bairros Santo Antônio e Vila Cida e afirmou que a situação é preocupante. “Eles são gigantes e atacam a gente andando. O carro do fumacê passou no sábado (26), mas foi tão rápido que não adiantou”.
Morador da Vila Nunes, Evandro Luiz contou que o bairro está infestado. No Centro, a dona de casa Maria Luiza pede providências. “Está demais os pernilongos. Eu peço que tomem providência”.
Além da Etec “Padre Leôncio”, as escolas “Vovó Fiúta” e “Conde Moreira Lima”, todas próximas ao rio Taboão, também foram afetadas.
A secretária de Educação, Sônia Aquino, informou que entrou em contato com Serviços Urbanos para solicitar a passagem do carro fumacê nas escolas. A Vigilância Epidemiológica também foi acionada para realizar a aplicação de produto contra os mosquitos nas salas de aula.
A secretaria de Serviços Urbanos divulgou o cronograma desta semana do carro fumacê, solicitado em quase toda cidade. Segundo a pasta, passará por Cecap Baixa, Cecap Alta e Vila Rica nesta quarta-feira (30); Vila dos Comerciários 1 e 2, Portal das Palmeiras, Aldo Nassif, Brisas do Campo e Jardim Primavera na quinta-feira (1); Vila Hepacaré e Cidade Industrial no sexta-feira (2) e Mondesir, Vila Hepacaré e Cidade Industrial no próximo sábado (3).
O diretor da Vigilância Epidemiológica, Allen Junqueira, revelou que no sábado (26), o fumacê passou pelos bairros Vila Cida, Vila Brito, Nova Lorena e São Roque. No domingo, a aplicação foi realizada na Vila Brito e em Nova Lorena.
A definição dos locais considera o monitoramento da Vigilância, as reclamações dos moradores e a identificação das áreas com maior presença de mosquitos, seguindo critérios técnicos.
Segundo a Vigilância, o fumacê elimina os mosquitos adultos atingidos pelo inseticida no momento da aplicação, mas não combate ovos e larvas. Por isso, a eliminação de criadouros continua sendo fundamental.
A nebulização também pode ser utilizada no combate ao Aedes aegypti, seguindo critérios do Ministério da Saúde. A medida é complementar e pode ser adotada principalmente em situações de surtos ou epidemias de dengue, chikungunya e zika.
Além do fumacê, a Vigilância Epidemiológica realiza monitoramento, visitas de agentes de combate às endemias, eliminação de criadouros e orientação aos moradores.
“Estamos saindo de um período intenso de chuvas. O acúmulo de água, somado ao calor, cria condições favoráveis à proliferação dos mosquitos. As equipes da Vigilância Epidemiológica e da secretaria de Serviços Municipais estão realizando o monitoramento e as ações necessárias. Em relação às arboviroses, 80% dos criadouros estão nas residências, por isso, reforçamos que a população também precisa fazer a sua parte: limpar calhas, quintais e caixas d’água, além de eliminar recipientes que possam acumular água. Dez minutos por dia fazem toda a diferença, cuidar da saúde da nossa cidade é um dever de todos nós”, destacou a secretária de Saúde, Denise Bueno.
Andréa Moroni
Lorena




