Os funcionários demitidos do Hospital e Maternidade Frei Galvão apresentaram uma contraproposta a administração, aceita e aprovada na assembleia, realizada na última segunda-feira (5), em Guaratinguetá. Parte da verba rescisória será parcelada para os 73 trabalhadores dispensados nos últimos meses.
Segundo o presidente do Sindsaúde (Sindicato dos Funcionários da Saúde), Antônio Carlos Alves Abreu, os próprios funcionários levaram a proposta a direção do hospital, que foi aceita. “A assembleia foi tranquila porque os funcionários já tinham conversado com a administração e eles aprovaram a sugestão”.
Abreu explicou que a proposta aprovada prevê que o Hospital Frei Galvão faça a rescisão dos contratos, liberando o acesso ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a multa de 40% e o seguro desemprego. O restante das verbas rescisórias será pago de acordo com o valor do salário de cada funcionário mensalmente.
“Por exemplo, se um funcionário recebia R$ 1 mil por mês, o hospital vai depositar mensalmente esse valor até que acabe o débito”, detalhou o sindicalista.
O hospital, que atualmente é administrado pelo Hospital de Amor de Barretos, procurou o sindicato para negociar uma forma de parcelamento dos valores devidos aos funcionários demitidos. Na primeira assembleia, realizada em setembro, a proposta não foi aceita.
Entre os profissionais desligados estão enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas. Segundo o sindicato, alguns trabalhadores já cumpriram o período de aviso prévio sem receber as verbas referentes à rescisão.
Andréa Moroni
Guaratinguetá




