InícioSaúdeConstrução de UPA gera debate sobre prioridades na saúde de Guará

Construção de UPA gera debate sobre prioridades na saúde de Guará

Projeto prevê empréstimo de quase R$ 7 milhões para a implantação de uma unidade de nível 2 no Jardim do Vale

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A proposta de construção de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jardim do Vale tem gerado debate sobre as prioridades da saúde pública em Guaratinguetá. O projeto do Executivo, que prevê a contratação de um empréstimo de quase R$ 7 milhões junto à Caixa Econômica Federal, está em tramitação na Câmara e ainda não tem data definida para votação em plenário.

A nova unidade será de nível 2 e deverá ser construída em um terreno pertencente à Prefeitura, após a conclusão dos procedimentos legais. A presidente da Câmara, Rosa Filippo (PSD), informou que o projeto de autorização do financiamento está em análise nas comissões da Casa. Por enquanto, a proposta não foi liberada para votação em plenário.

Em entrevista à Rádio Metropolitana, na quarta-feira (13), o provedor da Santa Casa, Romulo Barros, questionou a necessidade de construção de uma nova UPA neste momento. Para ele, a prioridade deveria ser a melhoria dos serviços oferecidos pela unidade já existente no município.

Segundo Barros, a atual UPA, de nível 3, enfrenta dificuldades para atender a demanda, o que levanta dúvidas sobre a efetividade da implantação de uma segunda estrutura sem que os problemas da unidade central sejam resolvidos.

O provedor defendeu o fortalecimento da atenção básica. Em sua avaliação, Guaratinguetá poderia melhorar a assistência à população por meio da estruturação dos postos de saúde. “Seis postos de saúde fariam bem o atendimento”, afirmou Barros, que mencionou um parâmetro atribuído à OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a proporção de unidades básicas de saúde por habitantes.

A UPA de Guaratinguetá, localizada na região central, iniciou suas atividades em 2022 após o período em que o espaço foi utilizado como hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19. Atualmente, a unidade é gerida pelo Hospital de Amor, de Barretos.

O serviço tem sido alvo de reclamações relacionadas à demora no atendimento. Vídeos divulgados mostram pacientes aglomerados enquanto aguardam atendimento e disponibilidade de leitos.

As dificuldades enfrentadas pela unidade estão entre os pontos levantados no debate sobre a construção da UPA e a necessidade de melhorar a capacidade de atendimento da rede municipal de urgência e emergência.

A secretária de Saúde, Nádia Meirelles, defendeu a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento em Guaratinguetá. Ela destacou que o município possui aproximadamente 120 mil habitantes, além de uma população flutuante estimada em 100 mil pessoas, impulsionada principalmente pelo turismo religioso. Segundo a secretária, essa realidade aumentaria a demanda pelos serviços públicos de saúde e evidenciaria as dificuldades de acesso ao atendimento de urgência e emergência.

A Prefeitura espera que a nova UPA atenda moradores de diferentes regiões da cidade, ampliando a cobertura dos serviços de saúde. A população de referência da unidade deverá incluir os bairros Village Santana, Jardim do Vale 1 e 2, Jardim Esperança, Cohab, Parque do Sol, Beira Rio, São Dimas, Engenheiro Neiva, Vila Brasil, Pedregulho, São Manuel e Colônia.

Em relação às reclamações sobre o atendimento na UPA Central, a secretaria informou que foram ampliados em sessenta o número de funcionários da unidade no âmbito do novo convênio, além da inclusão de profissionais médicos, com o objetivo de melhorar a assistência prestada à população.

A medida busca reforçar a estrutura de atendimento já existente, enquanto a proposta de construção da nova unidade segue em análise no Legislativo municipal.

Andréa Moroni
Guaratinguetá

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