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Com gestão da Apae de Lorena e parceria estadual, Guará inaugura Residência Inclusiva

Com foco em usuários com deficiência intelectual e motora, projeto conta com total de dez vagas para pessoas da cidade

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Guaratinguetá inaugurou, no último dia 17, a Residência Inclusiva, um equipamento previsto na Política Nacional de Assistência Social desde 2009. Na região, apenas Lorena, Taubaté, São José dos Campos, Jacareí, e agora Guaratinguetá contam com a iniciativa. Cada residência pode atender até dez usuários.

O projeto em Guaratinguetá conta com a parceria do Governo do Estado de São Paulo e com a gestão da Apae de Lorena, através da presidente Sayma Zeraik, tendo em vista que a cidade possui três unidades do projeto e expertise no gerenciamento. Além de Sayma, o evento de inauguração contou com a presença do prefeito Junior Filippo (PSD), dos vereadores, secretários municipais, da chefe de divisão regional de Assistência e Desenvolvimento Social da secretaria estadual, Sueli Leite, e do presidente da Apae de Guaratinguetá, Antônio Carlos Monteiro, o Toninho.

Em entrevista após a cerimônia, o secretário de Assistência Social do município, Ricardo Teberga, destacou como é o funcionamento da casa. “Essa casa consiste em abrigar pessoas com deficiência, mas não têm nenhum vínculo familiar. E isso encontra-se em alta vulnerabilidade, ou seja, pessoas que estão necessitando de cuidados, desde alimentação, medicação e de higiene pessoal. Então, essa casa é para esse público específico”, frisou. A residência atende pessoas a partir dos 18 anos. 

Teberga também reforçou que o investimento na Residência é de R$ 75 mil, sendo 50% pelo Município e os outros 50%, R$ 7,5 mil per capita, já que a casa possui espaço para dez pessoas. Neste primeiro dia, o local já possui uma demanda para oito usuários, e os dois primeiros já vieram direto de Lorena, repatriados, para a estadia no local que atenderá apenas guaratinguetaenses. 

O secretário destacou que os usuários podem morar ao longo da vida na residência. “Se ela alcançar sua autonomia e desejar morar lá fora e tiver condições, ela pode ir. Mas se não, ela vai morar por toda a vida na casa, essa é a ideia”, detalhou.

Para entrar no projeto, o usuário precisa passar por toda a avaliação médica, da sua aceitação de triagem, e depois passar também pela assistência social, onde vai identificar que de fato ele não existe vínculo familiar e que está em vulnerabilidade. A porta de entrada é o Creas (Centro de Referência de Assistência Social).

A Residência Inclusiva funciona 24 horas com um coordenador, um psicólogo, uma assistente social, quatro cuidadores de pessoas e uma equipe que trabalha os estímulos para fazer com que essa pessoa busque a sua autonomia e possa vir a sair da casa.

A presidente da Apae de Lorena, Sayma Zeraik, contou mais detalhes sobre a atuação no local. “Ela funciona 24 horas, com plantões de 12 em 12 horas. Então, troca-se cuidadores de 12 em 12 horas. Nós temos psicólogos, assistentes sociais, equipe multidisciplinar, depende do público-alvo, (tem) preparador físico, eles (assistidos) jogam futebol, andam de bicicleta, empinam papagaio. A gente coloca para estudar, geralmente nas Apaes”, destacou Sayma, que contou que nas casas de Lorena, pessoas de todo o estado são acolhidas, e que em Guaratinguetá serão apenas pessoas da própria cidade. 

Fabiana Cugolo
Guaratinguetá

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