Desde janeiro, passageiros de Cruzeiro vivem a expectativa de melhorias implementadas com a nova licitação de frota de ônibus concedida à empresa Utile Transportes, com valor estimado em R$ 119,5 milhões. Mas nem tudo parece sair como o esperado. Entre as reclamações, planejamento com as linhas que atendem a cidade.
Em maio, o Município começou a oferecer tarifa zero aos finais de semana e feriados. A expectativa da Prefeitura com a medida era de ampliar a circulação dos moradores na região central e o desenvolvimento do comércio local.
Mas a população tem enfrentado desafios na utilização do transporte. Uma das principais queixas está na concentração de bairros em uma mesma linha.
Faxineira aposentada, Maria Dirce, de 67 anos, relatou que nem sempre pode contar com o transporte público para compromissos: “Tem que ir com tempo, sem nenhuma hora marcada”.
Para moradores como Maria, a proposta adotada em 2026 faz com que demore mais do que no passado, quando haviam pelo menos duas linhas para regiões próximas, como reclamou a auxiliar de limpeza, Vera Lúcia, de 60 anos: “O transporte demora muito para passar nos pontos. Antigamente eram duas linhas para esses bairros, agora passa só uma, atrasa muito.”
A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural, Mário Notharangeli, que relatou ser um problema pontual de uma região, especificamente a linha amarela que cobre os bairros Jardim Paraíso, Vila Romana, Parque Primavera e Vila Batista apenas em horários de pico. “Não é um problema na cidade inteira, é um problema pontual. E a solução vai ser fazer duas linhas para esse trajeto nos horários de pico”.
Notharangeli frisou que “a Prefeitura vai fazer ajustes nessa questão do horário de pico para atender melhor a população na área do Jardim Paraíso, Vila Romana, Parque Primavera e Vila Batista”.
A reportagem buscou contato com a Utile Transportes, mas a empresa não retornou até o fechamento desta edição.
Maria Clara Cardoso
Cruzeiro




