Causa que importa
O vereador Cristian Bota colocou o mandato a serviço de uma pauta que merece atenção especial em Caraguatatuba. De sua autoria, o projeto que institui 14 de maio como o Dia da Mãe Atípica foi aprovado pela Câmara e agora integra o calendário oficial do município. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre os desafios enfrentados diariamente por mães de pessoas com deficiência, doenças raras, síndromes genéticas, TEA e outras condições. Mais que criar uma data, Bota abraçou uma causa social que dá voz, visibilidade e reconhecimento a milhares de famílias.
Vagão rebelde
A semana teria sido daquelas para Sylvinho Ballerini. Pelos corredores de Lorena, o comentário é que havia subalterno tentando descarrilar vagões perigosamente próximos da locomotiva. Disseram que com duas reuniões o prefeito restabeleceu a ordem. Em política, quando o problema começa dentro do próprio trem, não adianta culpar a estação.
Política de buraco
Em Aparecida, tem vereador conseguindo repercussão, mas não exatamente pelo desempenho que gostaria de colocar no currículo. Enquanto a cidade oferece problemas que exigem horizonte mais largo, há quem pareça enxergar a política pelo buraco do asfalto. E ainda comemora quando consegue tapá-lo.
Pintura de guerra
Emerson Tanaka parece ter percebido movimentação diferente nas rodas políticas de Potim. A ex-prefeita voltou a circular com frequência e, como gato escaldado conhece até barulho de urna, dizem que o prefeito já começou a passar tinta no rosto. 2028 está longe no calendário; na política, nem tanto.
Cabo de guerra
No mercadão político de Pinda, já aceitam apostas sobre Paulo Torino. De um lado, Magrão tentando puxá-lo para as proximidades de Ricardo Piorino; do outro, Norbertinho buscando levá-lo para seu grupo, onde Vito Ardito também aparece nas conversas. Se Torino espirrar, vai ter gente perguntando para qual lado virou o nariz.
Urna classificatória
Outra aposta corre solta em Pinda: quem coloca mais votos na urna para federal, Ana Paula Goffi ou Herivelton Vela? Nos bastidores, há quem enxergue essa contagem também como termômetro para 2028. Brasília pode ser o destino anunciado; a Prefeitura, para alguns observadores, seria o endereço anotado no verso do bilhete.
Trégua eleitoral
O termômetro das críticas contra Mateus Silva parece ter baixado alguns graus em Caraguá. Não que a oposição tenha descoberto virtudes no prefeito; é que, faltando poucos dias para a eleição, boa parte dos críticos está ocupada demais caçando votos para seus deputados. Mateus agradece a brecha para respirar. Depois das urnas, provavelmente, o recreio acaba..
Plantando o futuro
E por falar em Mateus Silva, ele acompanhou de perto os alunos de Caraguatatuba no lançamento da cartilha do Projeto Arborizar, iniciativa que já alcança 32 escolas e quase 6 mil estudantes. Entre conversa, educação ambiental e o plantio de mudas nativas, Mateus reforçou uma agenda que começa dentro das escolas e pretende ganhar as ruas. Em um ano e nove meses de gestão, mais de 600 árvores já foram plantadas na cidade — literalmente, uma administração tentando deixar raízes…
Depois das urnas
Em São Sebastião, os comentários são de que Reinaldinho já olha para o cenário que encontrará depois da eleição. Felipe Augusto continua ocupando espaço no tabuleiro local e a expectativa é de que o coreto político volte a sacudir assim que as urnas forem fechadas. Pelo jeito, eleição termina; sossego, não necessariamente.
Efeito contrário
Em Cachoeira Paulista, a ofensiva permanente contra Breno Anaya pode produzir um efeito curioso. Há eleitores dizendo que tanta pancada acaba fortalecendo justamente quem pretendiam enfraquecer. Se isso aparecer nas urnas de 2028, Agenor e companhia poderão descobrir que excesso de veneno também funciona como vitamina para adversário.
Acampamento novo
E por falar em Cachoeira, corre nas rodas políticas que Agenor do Todico poderá precisar procurar outra barraca partidária para montar acampamento. O comentário é que um possível “cartão vermelho” vindo de Mogi estaria no horizonte. Se acontecer, será hora de dobrar a lona e procurar outro terreno.
Relou, pegou…
Parece que a síndrome das processantes de Cachoeira atravessou a divisa e contaminou de vez a Câmara de Cruzeiro. Depois de tentar “laçar” Babu Branco e sair derrotado por 10 a 1, Marciano promete agora protocolar uma processante por semana. Pelo ritmo anunciado, vai faltar vereador antes de faltar denúncia. E o falastrão já deixou escapar o próximo nome na alça de mira: o ainda presidente Paulo Felipe. Se cumprir metade do que tagarela, é bom a turma do plenário reforçar o café — porque Marciano parece disposto a transformar cada sessão num novo capítulo do “cassação ou nada”.
Carne dura & feijoada…
…suculenta — Parece que o comando oficial da Educação de Guará anda dividindo espaço com um certo “comando paralelo” nas conversas políticas. Dias atrás, contam as línguas apimentadas, o “homem do monjaro” reuniu a turma num churrasco para prestigiar seu candidato de estimação — mas parece que exageraram no sal e erraram o ponto da carne. Já na concorrida “feijoada do desabafo”, com o “homem bala” como convidado, a caipirinha teria vindo no ponto, o torresmo crocante e, para fechar o cardápio, apareceu até o “homem da caneta” — e com direito a discurso. Quem entendeu os codinomes já percebeu que tem gente aprendendo ou descobrindo que política também se mede pelo apetite dos convidados…
Água na política
O prefeito Edson Mota tem motivos para comemorar em Silveiras. A Sabesp liberou investimento de cerca de R$ 12 milhões para levar água e esgoto a três bairros do município, resultado de uma articulação que passou pelos bastidores do Estado e contou com a participação de deputados parceiros da cidade. Agora, Edson afina com a Câmara os projetos autorizativos necessários para colocar a conquista no papel e as obras na rua. Para uma cidade do tamanho de Silveiras, R$ 12 milhões em saneamento não é exatamente água pouca…
Balança eleitoral
Na reta final, Lorena ganhou uma bolsa de apostas paralela: qual grupo político vai conseguir transformar apoio em voto? De um lado, Maurinho Fradique com Carlos Sampaio; de outro, a Família Silva com Márcio Alvino e Marcos Damasio; os Vieiras entram na conta com Thales Gabriel e Renata Abreu; e Galão Aquino mede forças com Alex Manente. Nas rodas políticas, já tem gente comparando campanha, estrutura e movimentação. Mas há a única calculadora que não aceita conversa fiada abre depois das urnas: a dos votos.
Ensaio para 2028
Tem outra conta deixando a política de Lorena ainda mais interessante: somar os votos dos candidatos apoiados por lideranças ligadas ao grupo do prefeito Sylvinho Ballerini e colocar o resultado diante do desempenho dos nomes sustentados pela Família Silva — leia-se Vaguinho. Oficialmente, a eleição é para deputado. Politicamente, muita gente vai olhar os números procurando pistas sobre a próxima disputa pela Prefeitura. Depois da apuração, portanto, alguns estarão comemorando Brasília e Alesp; outros, de calculadora na mão, já estarão fazendo contas para 2028.
Dinheiro ao vivo & obra na rua
O Junior Filippo anunciou um pacotão de obras — drenagem e recuperação da pavimentação — para Beira Rio, Coelho Neto, Vista Alegre e Clube dos 500 em projetos de mais de R$ 2 milhões. Com essas entregas, pode faltar assunto para uma turma especializada em enxergar alagamento até em copo d’água. E dizem que isso seria apenas o começo. Para quem conhece o estilo Filippo de governar, os dois primeiro anos, ele fica no aquecimento, dai pra frente: ninguem segura o gordinho…
Por Eder Billota




