O Vale do Paraíba tem 439 mulheres vítimas de violência doméstica recebendo atualmente o auxílio-aluguel, programa do Governo de São Paulo destinado a ajudar vítimas que precisam deixar o ambiente onde vivem com o agressor. Em agosto, foram destinados R$ 219,5 mil para o pagamento do benefício na região.
Os números são da secretaria de Desenvolvimento Social do Estado e consideram mulheres inscritas no programa até julho. Ao todo, 31 municípios do Vale aderiram à iniciativa. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, 767 mulheres já foram atendidas na região.
Em todo o estado, o benefício alcançou cerca de 5,8 mil mulheres em agosto, com repasse superior a R$ 2,9 milhões. Desde a criação do programa, mais de 9,9 mil mulheres foram atendidas, com investimento que ultrapassa R$ 29,9 milhões.
Em Lorena, 35 vítimas de violência doméstica recebem atualmente o auxílio, segundo a secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.
Para ter acesso ao benefício, a mulher precisa ter uma medida protetiva concedida pela Justiça, estar em situação de vulnerabilidade e ter renda de até dois salários mínimos na época da separação. O pedido deve ser feito por meio da rede municipal de assistência social das cidades que participam do programa.
O atendimento em Lorena, é realizado pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). A mulher deve apresentar a medida protetiva para passar por uma avaliação socioassistencial. O serviço funciona na Rua Padre João Renaudin, nº 240, no bairro Olaria.
O programa prevê o pagamento mensal de R$ 500 durante seis meses. O período pode ser renovado por mais seis meses, conforme os critérios estabelecidos. Depois da aprovação, o dinheiro é disponibilizado diretamente para a beneficiária por meio de uma Poupança Social do Banco do Brasil.
Segundo a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social de Lorena, Elaine Lopes, o benefício pode representar uma alternativa para mulheres que não têm condições financeiras de deixar a residência onde sofrem violência.
“A possibilidade de sair do ciclo de violência” está entre os principais objetivos do auxílio, de acordo com a secretária.
Além do repasse financeiro, as beneficiárias podem ser encaminhadas para outros serviços da rede de proteção social, de acordo com as necessidades identificadas durante o acompanhamento.
A proposta do programa é oferecer condições para que a vítima consiga se afastar do agressor e tenha meios para iniciar uma nova etapa de vida com maior segurança e autonomia.
Andréa Moroni
RMVale




