quinta-feira, agosto 27, 2026
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Professora e monitora são afastadas após denúncia de maus-tratos em Guará

Secretaria de Educação abre investigação após mãe relatar agressões e apresentar gravação feita dentro da mochila do filho em creche

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A secretaria de Educação de Guaratinguetá anunciou que afastou das funções, na segunda-feira (17), uma professora e uma monitora envolvidas em uma denúncia de maus-tratos contra uma criança matriculada em uma creche municipal. Os afastamentos foram formalizados e publicados no Diário Oficial do Município na sexta-feira (21).

A PAE (Profissional de Apoio Escolar) citada no caso também foi afastada pela Organização Social do Terceiro Setor, responsável por sua contratação e pela prestação do serviço na rede municipal.

Segundo a secretaria de Educação, os fatos estão sendo investigados. A equipe gestora da unidade também será submetida a um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), que deve apurar eventuais responsabilidades.

A Prefeitura informou que, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente, não divulgará detalhes sobre o caso enquanto a investigação estiver em andamento, para preservar a criança e seus familiares. Ao término das apurações, serão adotadas as medidas cabíveis.

A denúncia veio a público na semana passada, após Maria Eduarda, moradora de Guaratinguetá e mãe da criança, publicar um relato nas redes sociais. Segundo ela, o filho passou a chegar em casa frequentemente aparentando estar doente e incomodado.

A mãe contou que procurava a professora e as auxiliares para saber o que estava acontecendo, mas recebia a informação de que a criança estava bem e que deveria confiar no trabalho das profissionais.

Diante da repetição dos episódios, Maria Eduarda decidiu colocar um gravador na mochila do filho antes de enviá-lo à creche. De acordo com o relato da mãe, o áudio registrou uma professora orientando outra criança a fechar a mão e dar um soco no rosto do menino. Ela afirma ainda que a profissional fez comentários ofensivos sobre o filho e disse ter antipatia pela mãe.

Maria Eduarda afirmou que encaminhou as gravações e demais provas às autoridades responsáveis pela apuração do caso. Segundo ela, a intenção é buscar responsabilização e evitar que outras crianças passem por situações semelhantes.

Da Redação
Guaratinguetá

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