quinta-feira, agosto 27, 2026
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Sindicato teme impacto de demissões com fechamento de lojas da Casas Bahia

Rede fecha lojas no Vale do Paraíba com crise e dívida de R$ 17 bilhões; empresa tem pedido de recuperação judicial nesta semana

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O Vale do Paraíba não ficou ileso à crise financeira da Casas Bahia. No país são trezentas lojas da rede varejistas fechadas, e algumas cidades da região estão nesse grupo. No domingo (16), a empresa entrou com pedido de recuperação judicial para sanar as contas e colocar em ordem a administração de uma das principais redes do setor no país. Para a RMVale (Região Metropolitano do Vale do Paraíba e Litoral Norte), a principal preocupação é com demissões.

A recuperação judicial foi pedida a Justiça de São Paulo. A dívida do Grupo Casas Bahia ultrapassa os R$ 17 bilhões. O pedido tem como objetivo renegociar os débitos e garantir a continuidade das operações no país. Antes mesmo de ser feito, muitas unidades da rede já haviam encerrado as atividades.

No Vale, foram confirmados os fechamentos das unidades de Cruzeiro, Aparecida, Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté e do shopping Center Vale, em São José dos Campos. Parte dos trabalhadores dispensados da loja de Cruzeiro deverá ser transferida para a Casas Bahia de Lorena. “Eu espero que os pagamentos sejam efetuados o mais rápido possível, para que essas pessoas não tenham nenhum tipo de problema para resolver”, ressaltou o presidente do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista do Vale do Paraíba), Dan Guinsburg.

Sobre o impacto econômico na região, o sindicato não acredita que o fechamento das unidades pode provocar algum risco. “Não deve gerar. Com certeza, lojas que vão ficar desalugadas, quando não forem das próprias Casas Bahia, então terão algumas lojas fechadas”, ressaltou ao responder sobre locação de imóveis que são usados pela rede varejista.

O fechamento das unidades vai ao encontro a uma pesquisa publicada nesta terça-feira (18) pelo próprio Sincovat, que aponta faturamento recorde do e-commerce no Vale do Paraíba. Os dados são do ano passado e apontam um crescimento de 16,3% em relação a 2024. As vendas do comércio online atingiram R$ 4,7 bilhões. Desde a pandemia, em 2020, o e-commerce continua crescendo em ritmo acelerado.

O crescimento apontado na pesquisa é relacionado à competitividade entre redes varejistas, mas para o sindicato, não foi esse o fator determinante para o colapso financeiro das Casas Bahia. “A gente teve essa taxa de juros absurda de 15, agora 14% e a era pedra cantada que a economia com certeza ia aterrissar”.

Da Redação
RMVale

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