A secretaria de Políticas para a Mulher de Lorena divulgou a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. As atividades serão realizadas ao longo de todo o mês de agosto e incluem caminhada, palestras, fórum de debates, inauguração de um novo espaço de atendimento e uma missa em homenagem às vítimas de feminicídio.
A abertura da programação acontece sábado (1), com a Caminhada Feminicídio Zero. A concentração está marcada para as 9h, na Praça da Estação. O percurso seguirá pela rua Dr. Rodrigues de Azevedo até a praça Dr. Arnolfo de Azevedo.
No mesmo dia, das 8h às 13h, a praça Dr. Arnolfo de Azevedo receberá uma ação com prestação de serviços gratuitos voltados às mulheres, realizada em parceria com outras secretarias municipais e instituições.
As atividades continuam na terça-feira (4), quando será realizada a palestra “Violência Psicológica: Feridas Invisíveis, Uma Dor Real”, ministrada pela psicóloga Mireli Beti, às 13h30. Na sequência, às 14h, será inaugurada a Sala Lilás “Carmem Miguel Rodrigues Alves”, na sede da secretaria de Políticas para a Mulher, localizada à praça Dr. Arnolfo de Azevedo, no Centro.
No dia 13 de agosto, a Faculdade Serra Dourada sediará a palestra “Os 20 anos da Lei Maria da Penha”, às 19h, com a professora, mestre e escrivã de polícia Amanda Tavares, e no dia 14, será realizado o 2º Fórum Mulher Segura, a partir das 9h, no Caapel, no bairro da Cruz.
A programação prossegue em 20 de agosto, com a palestra “Mulheres, Ancestralidade e Resistência”, na Casa Afro. O encontro será conduzido pela advogada e vice-presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB de Lorena, Fabrizia Santos Candido, às 18h.
O encerramento das atividades está previsto para o dia 27 de agosto, às 19h, com uma missa na Catedral Nossa Senhora da Piedade em memória das vítimas de feminicídio.
Segundo a secretária de Políticas para a Mulher, Darlene Ultramari, as ações têm como objetivo ampliar o debate sobre a violência de gênero e fortalecer a rede de prevenção e acolhimento às vítimas. Ela destacou que a edição deste ano ganha um significado especial pelos vinte anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais marcos legais na proteção das mulheres contra a violência doméstica. “Nós temos um cenário gritante da violência contra a mulher em nosso país. Perdemos uma média de 4 mulheres para o feminicídio. E, em Lorena, nossos números não são os melhores”, salientou.
Durante a campanha, a secretaria também reforça a divulgação do aplicativo SP Mulher Segura, ferramenta do Governo de São Paulo que permite registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva de urgência e acionar o botão do pânico para mulheres que já possuem medida protetiva em vigor. O aplicativo está disponível para celulares Android e iOS e o acesso é feito por meio da conta gov.br. De acordo com a secretaria, mulheres que tiverem dificuldade para utilizar a plataforma podem procurar atendimento presencial para receber orientações.
Por Andréa Moroni
Lorena




