Política de pai pra filho
Mateus Silva e Aguilar Junior carregam o peso do sobrenome e a responsabilidade de suceder figuras conhecidas da política de Caraguatatuba. Mas é aí que começam as diferenças. Enquanto Aguilar Junior deixou a Prefeitura cerca do por processos, desgaste político e contas rejeita das, Mateus ainda está no início da trajetória enfrentando críticas, ataques e de núncias de uma oposição que parece determinada a impedir que ele repita a força política construída pelo pai. No pano de fundo estão Antônio Carlos da Silva e José Pereira de Aguilar. Aguilar percorreu o caminho tradicional de vereador, vice e prefeito. Já Antônio Carlos construiu outro patamar político: quatro mandatos como prefeito e um mandato de deputado, protagonismo regional e a imagem de gestor que transformou Caraguá em referência no Litoral Norte. Nos corredores do poder, tem gente dizendo que a disputa de hoje não é apenas administrativa… é também sobre legado e comparação histórica.
E agora Kassab?
Os postulantes a deputado do Litoral Norte seguem fazendo contas, projeções e até promessas antecipadas, mas todos sabem que uma peça ainda não foi colocada oficialmente no tabuleiro: Antônio Carlos da Silva. Enquanto parte do mercado aposta na candidatura do ex-prefeito e ex-deputado, outros acreditam que Michelli Veneziane pode assumir de vez o protagonismo da família. Resultado: muita gente segurando o fôlego até a convenção do PSD. Nos corredores do partido, o comentário é que Gilberto Kassab trabalha para não desperdiçar capital político e gostaria de ver pai e filha na disputa. A notícia não chega a ser animadora para concorrência. Tem pré-candidato que sabe muito bem que com Antônio Carlos entrando no jogo, a campanha deixa de ser passeio e passa a exigir caixa reforçado, estrutura pesada e muita sola de sapato.
Freio de arrumação
Se em outros tempos a Câmara de Lorena virou manchete regional pelos motivos errados, hoje o cenário parece outro. Sob o comando de Dra. Élida Vieira, o Legislativo passou a ostentar postura de vitrine institucional da RMVale. Nos corredores da política, aliados e até adversários reconhecem uma marca da atual gestão: por lá, terrorismo político perdeu espaço — tanto dentro do plenário quanto para quem tenta trans formar provocação em espetáculo sem o escudo da imunidade parlamentar. A prova disso é a harmonia da Câmara com o prefeito Sylvio Ballerini.
Digitais
Em Pindamonhangaba, a temperatura da política segue mais alta que o esperado para quem prometia lua de mel administrativa. Tem vereador afiando discurso, aliados trocando olhares atravessados e gente jurando que certas movimentações contra o governo têm sempre a mesma impressão digital. Será que fogo amigo também deixa queimadura?
Grupo de comando
Em Pindamonhangaba, Marco Mayor tratou de deixar claro desde o primeiro dia que a Câmara teria comando — mas sem desfile de autoritarismo. O presidente conseguiu formar um bloco afinado que, gostem ou não os adversários, vem blindando o Executivo das guerras vaidosas que marcaram legislaturas passadas. Há quem diga que a palavra “governabilidade” voltou a frequentar o plenário sem virar palavrão.
Paternidade
Em Guaratinguetá, a ansiedade pela inauguração da nova sede da Câmara já virou bolão político na Praça Conselheiro. O curioso é a quantidade de “pais da obra” surgindo na reta final. Tem vereador jurando que deu a ideia, outro garantindo que orientou o projeto e alguns até ensaiando pose para a foto histórica. Nos cor redores, porém, o comentário é um só: se Pedrinho Sannini não tivesse acelerado o processo e Rosa Filippo colocado literalmente a mão na massa, ainda teria gente discutindo planta baixa e cafezinho.
Silêncio de plenário
Em Aparecida, cresce a percepção de que a atual legislatura corre risco de entrar para história, mas pelo silêncio de projetos e debates com um só objetivo: travar tudo. Até aliados admitem reservadamente que a Câmara, apesar de duas presenças femininas na mesa administrativa, atravessa uma fase de baixa in tensidade política. Mas a pergunta que ainda não tem resposta é: Alguém já avisou o vereador André Monteiro que não será presidente?
Sem freio
Quando o assunto é embate político, Ubatuba segue entregando entretenimento. O presidente Gady Gonzales mantém o estilo “sem freio” e não perde oportunidade de tensionar o governo municipal. Do outro lado, a tropa governista tenta abafar as chamadas “bolas queimadas” lançadas contra a prefeita Flávia Pascoal. Resultado: sessões cada vez mais parecidas com disputa de vôlei em dia de ventania.
Tesoura legislativa
Em Ilhabela, até vereadores tradicionalmente mais moderados resolveram apertar o cinto do Executivo. A Câmara formou consenso para limitar parte das despesas consideradas exageradas e mandou recado claro ao Paço: cheque em branco virou peça de museu. Nos corredores, o comentário é que a relação continua civilizada… até a próxima planilha aparecer.
Casa da confusão
Nem os veteranos da política conseguem mais decifrar a Câmara de Cachoeira Paulista. Entre egos inflados, vocabulário sem freio e discursos carregados de pólvora, qualquer sessão pode terminar em pedido de cassação — do prefeito, de vereador e, se bobear, até de quem estiver assistindo. Nos últimos tempos, alguns parlamentares resolveram levar o espetáculo além do plenário e transformaram ruas e praças em extensão do barraco político. O ingresso é grátis, mas há quem diga que o prêmio principal é descobrir quem será o próximo alvo do circo.
Pontaria treinada
Em Cruzeiro, o ocupante da cadeira mais alta da mesa diretora da Câmara, ainda parece não ter assimilado que o cronômetro político corre rápido e que, em poucos meses, terá de desocupar o gabinete presidencial. Enquanto isso, segue exercitando a mira contra suas “vítimas preferidas” — ou melhor, servidores da Prefeitura. Nos corredores, já tem gente apostando que se perseguição virasse modalidade olímpica, teria vereador treinando para medalha.
Calmaria
Na contramão do clima bélico de outras cidades, a Câmara de Canas segue operando em ritmo de águas tranquilas. Sob a batuta de Laerte Zanin, que praticamente transformou a presidência em endereço fixo nos últimos oito anos, o Legislativo mantém perfil moderado e longe dos escândalos performáticos que viraram moda na região. Tem vereador até estranhando tanta paz.
Olho no futuro
Em Potim, o mercado político já percebeu que Luiz Roberto administra a presidência da Câmara mirando três públicos ao mesmo tempo: os colegas vereadores, lideranças que podem virar cabos eleitorais de luxo no futuro e, claro, a população. A estratégia parece cuidadosamente calculada para algo maior lá na frente. Agora, se o roteiro vai terminar em candidatura forte ou só em ensaio fotográfico para 2028, aí já depende de combinar com o eleitor.
Caruso visita
Na aproximação do período eleitoral, não faltam nomes de possíveis concorrentes a cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputa dos que devem passar pela região, mas o que prefeitos e eleitores questionam é: quem vêm com serviços prestados? Ou seja, que de fato ajudou os municípios nos últimos anos. Pergunta de fácil res posta para o emedebista Jorge Caruso, que passou por Lorena e atraiu figuras políticas e de entidades assistenciais auxiliadas pelo parlamentar neste e em outros mandatos. Quantos podem falar o mesmo, hein?
Dr. Rômulo
Em Guará, a eleição para decidir com quem ficaria o cargo de provedor da Santa Casa foi acirrada e acabou em reeleição. Dr. Rômulo Barros seguirá à frente do hospital, para o próximo triênio 2026/2028, após obter três votos a mais (68 a 65) que a outra chapa. “O que fizemos de trabalho sério por melhorias foi o diferencial”, comemorou.
Perguntar não ofende
É fato ou boato que, na terra de Frei Galvão, já teve gente sondando “desistência estratégica” para 2026? Com duas pré-candidaturas para deputado estadual e outras duas para federal circulando no mesmo mercado eleitoral, o difícil não é saber se houve conversa… é descobrir quem tentou convencer quem.





