A Câmara de Aparecida decidiu arquivar o relatório da CP (Comissão Processante) que analisou denúncia sobre suposto acúmulo de cargos e salários por parte do vice-prefeito Wesley Antônio Mota da Silva (PL), que também é professor da rede municipal. A votação, por 7 votos a 2, foi realizada na sessão extraordinária de sexta-feira (24).
A comissão, que era composta pelos vereadores Gu Castro (Republicanos), presidente; Thais Chad (Podemos), relatora; Simone do Fram (PL), membro, apresentou parecer pelo arquivamento da denúncia.
Votaram a favor os vereadores Gabi do Postinho (PSD), Professor Elcinho Filho (Podemos), Simone do Fram, Osvaldo Benfica (PL), João Monteiro (PSD) e Thais Chad. Foram contrários os vereadores André Monteiro (PL) e Juninho Corpo Seco (Podemos).
Durante a sessão, a defesa do vice-prefeito informou que a devolução dos valores apontados como irregulares está sendo realizada em vinte parcelas, com registros disponíveis no Portal da Transparência.
No final de março, um mandado de segurança expedido pela Justiça retirou o vice-prefeito de Aparecida, Wesley Antônio da Silva da investigação realizada pela CP (Comissão Processante) da Câmara. Com a decisão, somente o prefeito José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL), continuava a seria investigado.
A denúncia, protocolada por um morador do município, no início de fevereiro, apontava que o vice-prefeito teria recebido simultaneamente remuneração como professor da rede municipal e subsídio como agente político ao longo de 2025, prática vedada pela Constituição Federal. Os documentos anexados ao pedido indicam pagamentos mensais referentes aos dois vínculos, caracterizando, segundo o denunciante, recebimento em duplicidade com prejuízo ao erário.
Além do vice-prefeito, a denúncia também envolve o prefeito José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL), que teria autorizado a manutenção da remuneração dupla por meio de ato administrativo.
Louquinho já foi condenado por prática semelhante. Em 2011, quando ocupava o mesmo cargo, Louquinho foi responsabilizado judicialmente por autorizar pagamento acumulado à então vice-prefeita, Marylaine Alves (sem partido), sendo obrigado a ressarcir os cofres públicos.
Andréa Moroni
Aparecida





