sexta-feira, abril 3, 2026
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Festa de São Benedito e São Gonçalo movimenta feriado prolongado em Guará

Evento de 2026 marca os quinhentos anos do nascimento de São Benedito e os trezentos anos da Cavalaria de São Gonçalo

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Guaratinguetá se prepara para mais uma edição da tradicional Festa de São Benedito e São Gonçalo, realizada anualmente durante o fim de semana de Páscoa. Neste ano, a celebração ganha um significado especial ao marcar os quinhentos anos do nascimento de São Benedito e os trezentos anos da Cavalaria de São Gonçalo.

Em sua 269ª edição, o evento se consolida como uma das mais relevantes manifestações de fé e cultura popular do Vale do Paraíba, reunindo milhares de fiéis e visitantes.

De acordo com os organizadores, o tema escolhido, “Raízes de fé, frutos de esperança: São Benedito e São Gonçalo nos caminhos do povo”, reforça a importância da tradição na identidade cultural e religiosa da população.

De acordo com o pároco da Paróquia Puríssimo Coração de Maria, padre Thiago Guimarães, a realização da festa envolve a união entre comunidade, irmandade e paróquia, garantindo a continuidade de uma celebração que atravessa gerações.

A programação inclui missas, procissões e manifestações culturais. No domingo de Páscoa, o destaque será o levantamento do mastro de São Benedito e a apresentação da Cavalaria de São Gonçalo, a partir das 17h. Na segunda-feira, feriado municipal, a missa festiva será celebrada às 10h, seguida da tradicional distribuição de doces na Casa de São Benedito.

Além das atividades religiosas, o evento contará com programação cultural na Praça Joaquim Vilela com shows musicais e praça de alimentação. No sábado, a apresentação será do cantor André Moraes; no domingo, de Fábio Satim; e na segunda-feira, o encerramento ficará por conta da banda Bella Ville.

Cavalaria de São Gonçalo – Segundo Tereza Maia, fundadora e diretora do Museu Frei Galvão, a cavalaria surgiu com a construção de uma capela em homenagem a São Gonçalo. Na região ele é considerado o padroeiro dos caminhantes, cavaleiros, tropeiros e homens de estrada. 

Criada antes da Lei Áurea, a cavalaria carrega em sua história as marcas deste período. Quem desfilava em sua maioria eram negros escravizados montados nos cavalos dos fazendeiros. No decorrer da celebração, aquele era o único dia do ano em que eles podiam festejar e comer tradicionais doces da festa. Com a abolição da escravatura, o volume de pessoas aumentou com a participação dos fazendeiros, seus filhos, ajudantes das fazendas e outros devotos de São Benedito.

A passagem da cavalaria é apenas parte do ritual, que só termina na segunda-feira. A festa é anunciada na manhã de Páscoa pelo toque das caixas. Como a origem da celebração é muito anterior à existência de alto falantes, era essa a forma de alertar o povo para o início das festividades.

No começo da tarde, a cavalaria passa em frente ao cemitério para saudar os companheiros falecidos, e se dirige à igreja de São Benedito do Campo do Galvão, onde é guardado o mastro da festa, carregado nos braços do povo e escoltado pela cavalaria.

Da Redação

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