sexta-feira, abril 3, 2026
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Após aprovação de restrições, Cruzeiro debate novas regras com donos de adegas

Encontro do prefeito com autor da lei, outros vereadores e proprietários de estabelecimentos foca medida que tenta inibir irregularidades e criminalidade

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O prefeito de Cruzeiro, Kleber Silveira (PL), se reuniu com proprietários de adegas para discutir os alinhamentos das restrições impostas aos estabelecimentos. A ação seguiu a aprovação do projeto de lei do vereador Eduardo Avelar (PL) sobre as regras para o funcionamento dos pontos de venda na cidade. A pauta foi aprovada por 10 votos a 2.

Durante o encontro foi explicado aos empresários que a lei aprovada recebeu algumas emendas. Os agentes públicos explicaram os artigos que foram alterados ou substituídos e frisaram que não há possibilidade de funcionamento das adegas depois das 23h. O descumprimento da ordem pode acarretar em multas da Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo).

Avelar participou do encontro e revelou que o diálogo foi produtivo. “Os participantes compreenderam melhor a proposta e também fizeram algumas solicitações que serão analisadas e ajustadas, especialmente em relação à atuação das forças municipais de segurança e fiscalização”, destacou o autor das emendas.

A ideia da proposta da lei surgiu no ano passado, quando a Comissão de Segurança Pública da Câmara realizou uma audiência pública para discutir temas relacionados à segurança. A reunião contou com a participação de representantes das forças de segurança locais. Em um dos assuntos discutidos, o capitão Matheus, da Polícia Militar, apresentou um slide com dados acerca do tema, pontuando a necessidade da criação de uma lei para regulamentar o funcionamento das adegas.

“Ao receber esse tipo de demanda de uma autoridade policial, baseada em dados concretos, era meu dever agir. Afinal, trata-se de um problema que não é só local, mas regional”, enfatizou Avelar.

A nova lei atende a pedidos de moradores sobre perturbação do sossego, músicas altas até tarde da noite em sons automotivos e equipamentos sonoros que provocam aglomerações. Em contrapartida, outros participantes destacaram que a ação pode aumentar a violência em Cruzeiro, pelo fato de jovens que usam as adegas para se divertir poderiam se descolar e usar drogas ilícitas em outros pontos da cidade.

“O fato de estarmos fechando as adegas de maneira presencial não vai migrar esses adolescentes ou quem quer que seja para outro tipo de delito. Quem tem intenção de fazer, na minha opinião, faz com a adega aberta ou fechada”, discordou Avelar. “Todo esse problema que estava acontecendo configura-se mais pela questão de perturbação de sossego, que a administração pública está tentando resolver. Acho que não vai aumentar o número de criminalidade na intenção”, completou.

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