O Sindicato dos Servidores de Cachoeira Paulista realiza, na sexta-feira (30), uma assembleia para debater o conturbado processo pelo reajuste ao setor. Com direito a acusações e desencontro de informações, o órgão não descarta a possibilidade de paralisação. Já o prefeito Breno Anaya (PP) garante que tenta o diálogo.
O evento, marcado para as 17h, na Câmara, tem como pauta a denúncia de não cumprimento de cláusulas do dissídio coletivo, aprovado em Campinas, e que não teriam sido atendidos pela Prefeitura.
Segundo a presidente do Sindicato, Heloísa Hummel, a Prefeitura não cumpriu a maioria das cláusulas do dissídio que foi homologado pela Justiça do Trabalho, em Campinas, em junho de 2025.
Pelo acordo, ficou definido o reajuste de 2% nos salários no ano passado e o restante da inflação de 2024, que seria de 2,83%, pagos em janeiro de 2026 junto ao reajuste da inflação de 2025, que foi de 4,41%. “Janeiro é o nosso mês de dissídio e no pagamento de janeiro não recebemos o reajuste referente ao que foi acordado no ano passado”.
A sindicalista informou que funcionários que saíram de férias em janeiro não receberam o valor pelo período de descanso. “Somente os funcionários da Educação que receberam as férias, os das outras secretarias não receberam”.
Em abril do ano passado, o Sindicato dos Servidores declarou estado de greve e apresentou uma lista de pedidos à Prefeitura. Segundo Heloísa, dependendo do resultado da assembleia de sexta-feira, os servidores podem entrar em greve por tempo indeterminado.
Procurado pela reportagem do Jornal Atos, o prefeito Breno Anaya (PP) informou que já procurou o Sindicato para negociar os valores referentes ao dissídio do ano passado e o reajuste desse ano. “Queremos um diálogo para chegar em um acordo que esteja dentro da realidade financeira do município. Eu quero que seja uma negociação positiva para os servidores, mas não posso comprometer o orçamento e desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal”.
Sobre o pagamento das férias para os funcionários que estão gozando o benefício em janeiro, Anaya explicou que os servidores da Educação receberam antes porque o dinheiro é oriundo do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). Os demais servidores receberam o valor nesta terça-feira (27).
Andréa Moroni
Cachoeira Paulista





