O projeto para restauro do Solar Conde Moreira Lima, prédio histórico no Centro de Lorena, já está pronto. A obra, com custo previsto de R$ 13 milhões, será paga por meio de capitações de recursos e doações de empresas e pessoas físicas.
A Prefeitura de Lorena e a Fundação Olga de Sá apresentaram, na última segunda-feira (15), o projeto que tem o objetivo de resgatar as características originais e sanar a deterioração existente no prédio. O projeto foi desenvolvido pela empresa Arquitetura Plena e aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).
A Fundação Olga de Sá é a responsável pelo fundo que vai gerir a obra. “Esses recursos virão através de captação junto aos governos federal e estadual, empresas e pessoas físicas. Nós também pretendemos arrecadar fundos com divulgação da história do solar, que vai ser feita através de um livro que será lançado”, explicou o secretário de Cultura, Isaque Guimarães.
O secretário informou ainda que o início das obras depende da captação dos recursos. “Nós já temos o fundo, temos cerca de R$ 1,5 milhão, que vai ser o valor para o início do restauro. A empresa responsável pela obra é a Arquitetura Plena, a mesma que já está fazendo todo o processo desde o início e que elaborou o projeto de restauro. Há anos atrás, foi acordado com essa empresa a elaboração do projeto e a execução da obra quando houvessem os recursos”.
Em dezembro de 2022, foi realizada a assinatura do Acordo de Cooperação para Restauração e Ampliação do Solar do Conde de Moreira Lima com a Fundação Olga de Sá.
O projeto da Prefeitura para restauração do solar foi aprova pelo Condephaat em dezembro de 2020. Naquele ano, a obra foi orçada em R$ 8 milhões para recuperação estrutural do prédio.
Construído em 1832, o imóvel, que fica na região central, foi residência oficial do conde Joaquim José Moreira Lima Junior. O prédio chegou a hospedar grandes nomes da nobreza como o Imperador Dom Pedro 2º e da Princesa Isabel. Após o falecimento do conde, em 1926, e a publicação de seu testamento, o espaço foi doado à Santa Casa de Misericórdia de Lorena.
Com o passar dos anos, o solar, que recebeu apenas uma reforma em 1876 e uma ampliação em 1880, teve diversas utilizações como Orfanato Santa Carlota, Ginásio Escolar Arnolfo de Azevedo, Instituto Santa Tereza e o Colégio Sesi.
No início da década de 1970, o prédio passou a ser utilizado pela Prefeitura de Lorena para sediar a secretaria de Cultura. Devido a seu projeto arquitetônico de estilo neocolonial, o imóvel foi tombado como patrimônio histórico pelo Condephaat em 1975.
Notando o avançado estado de deterioração do prédio, a gestão do ex-prefeito Fábio Marcondes (sem partido), iniciou estudos em 2017 para elaborar um projeto de restauração do solar, capaz de atender as exigências do Condephaat.
No final de 2019, a Prefeitura apresentou o projeto de recuperação. O trabalho técnico foi elaborado através de parceria entre o Município, Fundação Olga de Sá, Santa Casa e da contratação da empresa Arquitetura Plena.
Por Andréa Moroni
Lorena





