Após reuniões com as forças de segurança e uma avaliação do cenário atual do município, a Prefeitura de Canas anunciou o cancelamento do Carnaval de 2026. A decisão foi comunicada pelo prefeito Gustavo Lucena (MDB) em um vídeo publicado nas redes sociais, onde explicou que optou por não realizar a festa neste ano, priorizando ações voltadas à segurança pública.
No vídeo, o chefe do Executivo afirmou que a decisão foi tomada após diálogo e reflexão com diferentes setores. “Eu sei que isso pode desapontar muitos, afinal o Carnaval é festa, tradição, onde muitos fazem desse evento momento de alegria, diversão e recordação dos grandes carnavais de Canas, mas priorizaremos algo ainda maior, a segurança de todos nós”.
Segundo Lucena, a Prefeitura fez uma análise junto com Polícia Militar, na qual ficou decidido que o foco será concentrar esforços em investimentos estruturais antes de retomar eventos de grande porte. Entre as medidas anunciadas estão a instalação de câmeras de videomonitoramento em pontos estratégicos do município e a revitalização do Espaço Cultural Cerâmica.
“Essas ações vão proporcionar maior tranquilidade para nossos munícipes e visitantes em todos os eventos que realizarmos por aqui. Os tempos são outros. Optamos por recuar para avançarmos com responsabilidade”, argumentou o prefeito, que mencionou ainda a possibilidade de acelerar processos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A vice-prefeita Anália Bruno (PL) também participou do vídeo e reforçou que a decisão foi baseada nas prioridades do momento. “Precisamos avançar na segurança pública sem hesitar. É hora de agir”, afirmou. Ela acrescentou que um homicídio registrado na madrugada do primeiro dia do ano no município, ainda sem identificação da vítima e com circunstâncias não esclarecidas, “acendeu o alerta vermelho” para a gestão municipal. Esta não é a primeira vez que a Prefeitura decide cancelar a festa. Em 2023, o Carnaval também não foi realizado na gestão da então prefeita Silvana Zanin (PDT). À época, a administração informou que a decisão havia sido tomada em respeito à opinião pública, após uma o resultado de uma enquete na qual mais de 60% dos votos foram contrários ao evento, e citou ainda momentos de tensão na cidade em razão do aumento da criminalidade.
Por Raphaela Dias
Canas





