terça-feira, janeiro 20, 2026
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Política a conta-gotas

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Tempo de leitura: 5 min

Festa de arromba
O empresário Aldemir Barbudo só queria brindar o fim de ano, mas acabou agitando o calendário eleitoral do eixo Lorena-Canas-Cachoeira-Silveiras. Ao colocar na mesma mesa Aloísio Vieira e Edson Mota, reabriu um álbum político que vai dos anos 1990 ao racha de 2012 – e que, ao que tudo indica, ganhou novo capítulo. Se a reaproximação vira aliança, ninguém crava. Mas, nos copos e nas conversas, já corre o consenso: juntos, o caldo eleitoral de Mota pode engrossar – e não é pouco.

Truco eleitoral
Rola pelas esquinas de Pinda que o vereador Norbertinho (PP) já anda trucando para 2026, mesmo sem mostrar as cartas. Joga de mão fechada, mas com pose de quem acredita ter jogo grande. Nos bastidores, o plano parece ir além do próximo lance: já se cochicha em 2028 e até em composição – com Herivelton Vela aparecendo no sonho como vice. Blefe ou excesso de confiança? Quando alguém sobe a aposta antes de abrir o jogo, geralmente não está pensando pequeno… ou está contando com parceiro disposto a bancar o risco.

Quanto mais bate…
…mais cresce. Pelo visto, ainda não caiu a ficha para o ex-vereador – e ex-candidato a prefeito em 2024 – Herivelton Vela. Quanto mais ele bate no “sistema”, leia-se Ricardo Piorino e Dr. Isael Dimingues, mais produz o efeito reverso: até quem torcia o nariz para a dupla acaba defendendo. Vela até saiu do PT, mas o PT não saiu dele – nem o vício de criticar tudo e todos, como se ainda estivesse em plenário permanente. No fim, a pancadaria verbal virou combustível para quem ele tenta desgastar.

Hegemonia
É voz corrente que o comando da Câmara de Pindamonhangaba deve seguir alinhado ao gabinete do prefeito Ricardo Piorino até o fim da legislatura. Primeiro, sob a presidência de Marcos Mayor; depois, tudo indica, com Everton Chinaqui no comando. A leitura nos bastidores é simples: o atual prefeito governa com uma base que beira a homogeneidade – algo raro na política local e que, convenhamos, fez falta em outros tempos. Quando 90% da Câmara joga junto, sobra a governabilidade… e falta desculpa.

Perguntar não ofende
Afinal, a vereadora Ana Goffi, esposa do vice-prefeito, mora mesmo em Pindamonhangaba ou mantém domicílio mais frequente na capital paulista? A pergunta circula sem resposta definitiva, mas com endereço certo nos bastidores. Nada ilegal – dizem – só curioso, mas a dúvida é onde o CEP realmente bate.

Recado transmitido
A eleita presidente da Câmara de Aparecida, Gabi do Postinho, convocou a imprensa para apresentar o “clima” que pretende impor em 2026. Ao prefeito Zé Louquinho, sinalizou diálogo – desde que a canoa tenha fundo. Aos colegas vereadores, o discurso veio embalado de institucionalidade, mas com gosto de cobrança: plenário cheio, responsabilidade compartilhada e menos teatro. Na leitura de bastidor, a mensagem foi mais direta que o release: parceria não é submissão, união não é bagunça e quem insistir em desafinar pode acabar isolado no próprio microfone.

Mensagem com endereço
A mensagem de Ano Novo do ex-prefeito Piriquito veio embalada em palavras bonitas: renovação, esperança, gente trabalhadora, dignidade e fé. O curioso é que o texto parece menos um cumprimento aos moradores de Aparecida – muitos dos quais sequer conseguem acompanhar redes sociais – e mais um recado indireto ao atual governo. Mais que votos de Ano Novo, a mensagem soou como provocação política bem calculada.

Fechando a torneira
No lançamento de Guará como sede da Copinha, o prefeito Junior Filippo aproveitou o palco para fazer comparação – daquelas que doem. Enquanto no passado o evento custava R$ 600 mil (era Marcus Soliva), hoje sai por R$ 250 mil, dentro da realidade administrativa atual. Mesmo torneio, mesma vitrine, outro jeito de governar. A diferença não está na bola, mas no bolso – e o recado ficou claro: gestão também se faz cortando excessos. O resto é saudade de orçamento frouxo.

Abrindo a torneira
Enquanto as lideranças do samba disputam espaço e protagonismo na passarela de Guaratinguetá, o prefeito Junior Filippo preferiu fazer política fora do desfile. Elevou o repasse às escolas de samba de R$75 mil para R$ 100 mil e facilitou, na prática, a realização da festa de Momo. Sem briga, sem fantasia e sem precisar de destaque no carro alegórico. O resultado? Carnaval garantido – e dois opositores assistindo da arquibancada, com direito a dor de cotovelo fora do compasso.

Política bem gelada
Bomba na Câmara de Cachoeira: o vereador Agenor Todico escancarou a compra de frigobares para todos os gabinetes. Em plena calamidade financeira que o município vive, o presidente Felipe Piscina decidiu “refrigerar” o trabalho dos 13 vereadores – sem nem consultar os beneficiados. Todico ironizou a economia de água que vira gasto de energia, manutenção e mordomia. Para não misturar discurso com conveniência, seu gabinete recusou oficialmente a geladeirinha. Enquanto a cidade aperta o cinto, o Legislativo prefere manter a política no gelo. Detalhe, o Ministério Público já está querendo saber se a compra foi efetuada com dispensa de licitação…

Caos de palanque
A oposição insiste em vender Cachoeira como terra arrasada, mesmo com um orçamento perto dos R$100 milhões – convenientemente esquecendo que boa parte dele está amarrada por dívidas herdadas. Curioso é que, no meio do “caos”, há um prefeito pagando contas, segurando a máquina e governando no aperto deixado por pelo menos cinco gestões. Enquanto os barulhentos gritam para militância, uma parcela silenciosa da cidade percebe o óbvio: governar não é fazer vídeo nem discurso inflamado. O resto é palanque antecipado – e memória seletiva.

Moção e repúdio
Vereadores de Caraguatatuba sentaram à mesa nesta segunda-feira com o assunto Sabesp, com determinação de cobrar explicações sobre o velho problema que só piora na alta temporada: água que não chega. A empresa apareceu com números robustos – R$ 500 milhões em investimentos até 2029, novos reservatórios, obra “estruturante” no Massaguaçu e um pacote emergencial para o Carnaval. No discurso, sobra água; na torneira, falta. A Câmara levou as queixas, principalmente da região Norte, e deixou claro que a paciência da população já secou. Nos bastidores, a cobrança foi direta: investimento anunciado não mata sede – entrega, sim.

Alerta ligado
O deputado federal Carlos Sampaio (PSD) ganhou eco na região ao denunciar a decisão do presidente Lula de descredenciar escolas de educação especial. A medida, segundo o parlamentar, coloca em risco a sobrevivência das Apaes e de outras instituições do setor. Nos bastidores, a avaliação é de que o tema ultrapassa a disputa ideológica e toca num ponto sensível: quem sustenta, na prática, o atendimento de milhares de famílias que dependem desse serviço.

Relógio acelerado
Passado o recesso, o prefeito Sylvio Ballerini já apertou o passo e começou a cobrar empenho redobrado da equipe. Trabalhando com foco no segundo mandato, Sylvinho quer acelerar entregas – principalmente na geração de empregos, com a captação de novas empresas para Lorena, além do avanço no cronograma de obras e infraestrutura. Nos bastidores, corre que a agenda do secretariado já está sendo reorganizada: para o prefeito, tempo não é dinheiro – é resultado.

Ritmo acima da média
Corre na boca pequena da Prefeitura de Lorena que o desempenho do secretário de Esportes, Rodrigo Freire, o Diguinho, tem chamado – e muito – a atenção do prefeito Sylvio Ballerini. Rápido, objetivo e focado em resultado, não por acaso é sempre um dos primeiros a aparecer com trabalho entregue e prestação de contas em dia. Nos corredores, já se fala em “empate técnico” de eficiência com Lucas Mulinari, dos Serviços Gerais – dupla que vem colocando a régua lá em cima. O detalhe é que esse ritmo acelerado já anda deixando algumas figuras mais lentas… visivelmente incomodadas.

Ficção ou invenção?
Com a política em modo férias, alguns corneteiros resolveram tirar do freezer a Comissão Processante contra a vereadora Rita Marton. Requentaram a história e ainda temperaram com boatos de que o Ministério Público teria “esfriado” a investigação – a que investiga suposto favorecimento para blindar a Santa Casa. Nada comprovado, tudo sussurro – mas suficiente para manter Rita no centro da cena. Em Lorena, quando o plenário esvazia, o burburinho trata de garantir que o nome dela continue em cartaz.

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