sábado, março 7, 2026
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Parceria em Lorena projeta para março obra emergencial no Solar do Conde Moreira Lima

Orçado em R$ 13 milhões, restauro do prédio é parte de ação entre Município e Fundação Olga de Sá; obras emergenciais tem custo de R$ 1,5 milhão

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A parte emergencial da obra de restauro do Solar Conde Moreira Lima – Casa da Cultura, em Lorena, deve ter início no final de março. O prazo foi acertado durante reunião na última quinta-feira (5), entre a Prefeitura e a Fundação Olga de Sá, responsável pela captação de recursos e pelo projeto de restauro.

A obra, com custo previsto de R$ 13 milhões, será paga por meio de captações de recursos e doações de empresas e pessoas físicas. Em dezembro de 2022 foi realizada a assinatura do Acordo de Cooperação para Restauração e Ampliação do Solar do Conde de Moreira Lima com a Fundação Olga de Sá. O projeto foi desenvolvido pela empresa Arquitetura Plena e aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), em dezembro de 2020. Naquele ano, a obra foi orçada em R$ 8 milhões para recuperação estrutural do prédio.

A Fundação Olga de Sá é a responsável pelo fundo que vai gerir a obra. “Nós já temos cerca de R$ 1,5 milhão, que vai ser o valor para o início do restauro”, explicou o secretário de Cultura Isaque Guimarães.

A secretária de Obras e Planejamento, engenheira Rosana Reis, informou que devido ao alto custo do projeto, primeiro será feita a parte considerada emergencial. “O projeto já foi pago, mas a captação continua para o restante da obra. Inclusive algumas empresas de Lorena destinaram parte do Imposto de Renda para compor esse fundo”.

Construído em 1832, o imóvel, que fica na região central, foi residência oficial do conde Joaquim José Moreira Lima Junior. O prédio chegou a hospedar grandes nomes da nobreza, como o Imperador Dom Pedro 2º e a Princesa Isabel. Após o falecimento do Conde, em 1926 e a publicação de seu testamento, o espaço foi doado à Santa Casa de Misericórdia de Lorena.

Com o passar dos anos, o Solar, que recebeu apenas uma reforma em 1876 e uma ampliação em 1880, teve utilizações como Orfanato Santa Carlota, Ginásio Escolar Arnolfo de Azevedo, Instituto Santa Tereza e o Colégio Sesi.

No início da década de 1970, o prédio passou a ser utilizado pela Prefeitura de Lorena para sediar a secretaria de Cultura. Devido a seu projeto arquitetônico de estilo neocolonial, em 1975 o imóvel foi tombado como patrimônio histórico pelo Condephaat.

Notando o avançado estado de deterioração do prédio, a gestão do ex-prefeito Fábio Marcondes (sem partido) iniciou estudos em 2017 para elaborar um projeto de restauração do solar capaz de atender as exigências do Condephaat.

No final de 2019, a Prefeitura apresentou o projeto de recuperação. O trabalho técnico foi elaborado através de parceria entre o Município, Fundação Olga de Sá, Santa Casa e da contratação da empresa Arquitetura Plena.

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