Cruzeiro passou a integrar oficialmente a operação Muralha Paulista, programa do Governo do Estado de São Paulo, que visa combater a violência por meio de IA (Inteligência Artificial), com o uso de câmeras disponibilizadas por municípios e Estado. O convênio entre a Prefeitura e governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) já levou à primeira prisão, no último dia 27.
O secretário da Segurança Pública de Cruzeiro, o coronel Claudio Yuri Chaves da Silva destacou que os principais pilares da Muralha Paulista se constituem na integração de câmeras do Estado, da administração municipal, de outras prefeituras e sistemas disponibilizados por moradores, empresas e parceiros privados.
O programa também funciona com a análise biométrica de IA, para facilitar o reconhecimento de padrões únicos e características específicas, além do cruzamento de dados, que ajuda a mapear criminosos com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, e dos alertas em tempo real e da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Além da Muralha Paulista, outros investimentos na segurança estão previstos na cidade. “Na busca incessante por melhorias, existe previsão de novas aquisições para o futuro e de novas e demais tecnologias que possam ser incorporadas para assegurar a segurança em nossa cidade”, frisou Silva.
O gestor da pasta enfatizou que o município conta com um sistema de segurança de tecnologia avançado, antes mesmo da chegada da Muralha Paulista. Com 750 câmeras integradas no COI, Cruzeiro realiza, periodicamente, operações conjuntas entre as suas principais forças de segurança (Guarda Civil Municipal, Departamento Municipal de Trânsito e a Polícia Militar).
A cidade é apontada como a terceira mais violenta do Vale do Paraíba, de acordo com levantamento do Estado. Apesar da localização, os dados de 2025 apontam queda em comparação com 2024. O município registrou 18 homicídios no último ano contra 23 do levantamento anterior. O número de casos de estupros teve leve queda, de 19 para 18.
O coronel Yuri pontuou que a classificação de Cruzeiro ocorre “única e exclusivamente em decorrência dos crimes de letalidade violenta”. Ele justificou que esses dados caíram mais de 57%, comparado ao ano de 2021. “O município de Cruzeiro é sim uma cidade segura, onde a grande maioria dos casos de letalidade está vinculada à práticas criminosas, em especial, o tráfico e consumo de drogas, além daqueles, em menor quantidade, ligados a causas passionais, certamente é um desafio que vem sendo vencido ano a ano e precisa cada dia mais ser combatido e prevenido”, ressaltou.
O secretário contextualizou os casos a nível nacional. “Precisa ser levado em conta a fragilidade das leis que permitem a reiteração delituosa, da grave crise econômica que assola o país, da falta de responsabilização severa a adolescentes, que cometem atos infracionais, das saídas temporárias de presídios, entre outras”, completou o coronel.
Victor Franqueira
Cruzeiro





