A CEI (Comissão Especial de Inquérito) formada pelos vereadores Luis Fernando de Castro Rocha, o Gu Castro (Republicanos), como presidente, a relatora Thais Chad (Podemos) e Simone Aparecida Ribas da Silva, a Simone do Fran (PL) como membra, deu início às investigações sobre a denúncia de acúmulo ilegal de cargos e salários envolvendo o vice-prefeito Wesley Antônio da Silva (PL). O pedido de apuração foi aprovado por 5 votos a 4 em sessão da Câmara no último dia 2.
A denúncia, protocolada por um morador do município, aponta que o vice-prefeito teria recebido simultaneamente remuneração como professor da rede municipal e subsídio como agente político ao longo de 2025, prática vedada pela Constituição Federal. Os documentos anexados ao pedido indicam pagamentos mensais referentes aos dois vínculos, caracterizando, segundo o denunciante, recebimento em duplicidade com prejuízo ao erário.
Durante a sessão, a presidente da Câmara, Liliane Gabriele dos Santos, a Gabi do Postinho (PSD) destacou que a votação não tratava de cassação, mas apenas da abertura de investigação. “O que está em discussão aqui não é se vai cassar o prefeito ou não. É a abertura de uma investigação. A população quer, no mínimo, que a Casa investigue. Ninguém está afirmando que vai cassar, mas sim cumprir o nosso dever”, afirmou.
Votaram a favor da abertura da CEI os vereadores André Monteiro (PL), Liliane Gabriele dos Santos (PSD), o Gu Castro, Luiz Carlos Ferreira Junior, o Juninho Corpo Seco (Podemos), e Thais Chad. Foram contrários à investigação os vereadores João Bosco Monteiro (PSD), Elcio Ribeiro Pinto Filho e Simone do Fran.
Além do vice-prefeito, a denúncia também envolve o prefeito José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL), que teria autorizado a manutenção da remuneração dupla por meio de ato administrativo.
O caso ganha maior gravidade porque o prefeito já foi condenado por prática semelhante. Em 2011, quando ocupava o mesmo cargo, Louquinho foi responsabilizado judicialmente por autorizar pagamento acumulado à então vice-prefeita, Marylaine Alves (sem partido), sendo obrigado a ressarcir os cofres públicos.
A CEI deu início aos trabalhos que contará com oitivas dos envolvidos e análise dos documentos apresentados. O prazo legal para conclusão dos trabalhos é de até noventa dias.
Procurado pela reportagem, o prefeito informou, por meio de sua assessoria, que preferiu não comentar o assunto no momento.
Por Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida





