terça-feira, janeiro 20, 2026
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Com “Estações”, Munduruku conquista seu terceiro Jabuti

Escritor se destaca na principal premiação literária do Brasil com obras voltadas ao público infantil; taubateano também é premiado com obra juvenil

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Os vencedores da 67ª edição do Prêmio Jabuti foram anunciados na noite desta segunda-feira (27) pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), em cerimônia realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os premiados, dois escritores do Vale do Paraíba, Daniel Munduruku, de Lorena, e André Kondo, de Taubaté.

Escritor, professor e ativista indígena, Daniel Munduruku conquistou pela terceira vez o prêmio, o maior da literatura nacional, com a obra “Estações”, na categoria Livro Infantil, com produção em parceria com a ilustradora mineira Marilda Castanha.

“É claro que é sempre muito emocionante ser indicado a esse prêmio, porque é tudo o que um autor ou uma autora deseja: que seu livro seja reconhecido e avaliado”, afirmou Munduruku. Para o escritor, mais do que o reconhecimento, a premiação reforça a importância de dar visibilidade e promoção à literatura produzida no país. “Estou muito feliz de ter sido indicado e, posteriormente, ter sido eleito como o melhor livro publicado no Brasil em 2024. Isso faz com que, obviamente, a carreira da gente ganhe um ‘up’, uma visibilidade maior dentro da sociedade brasileira”.

Em “Estações”, o autor faz uma ponte entre as estações da vida e da natureza, reforçando a ligação entre a criança com o meio ambiente. “Vale lembrar que a gente opta por escrever para as crianças exatamente para dar a oportunidade de elas refletirem, desde pequenas, sobre o seu pertencimento à natureza. Na natureza, cada estação tem que ser plena. Então, uma criança tem que ser plena, um jovem tem que ser pleno, um adulto tem que ser pleno, e o velho tem que ser pleno também para que o fluxo da natureza aconteça”, contou.

O taubateano André Kondo venceu na categoria Livro Juvenil com “O Silêncio de Kazuki”, ilustrado por Alessandro Fonseca. A obra conta a história do pai de Kondo, um japonês que lutou na Segunda Guerra Mundial e imigrou para o Brasil após a derrota do Japão. O livro aborda a relação entre pai e filho, as marcas da guerra, a luta contra o câncer e o processo de resistência do pai com o sonho filho de se tornar escritor. Autor de dezenove livros e com mais de trezentos prêmios literários, Kondo foi finalista do Jabuti pela segunda vez.

O Prêmio Jabuti é dividido em 23 categorias, distribuídas entre os eixos literatura, não ficção, produção editorial e inovação. Cada vencedor recebeu a tradicional estatueta.

Além dos premiados, o Vale do Paraíba também marcou presença entre os finalistas. O escritor e professor Tiago Feijó concorreu na categoria Conto com “Breve Inventário de Pequenas Solidões”, uma coletânea de narrativas que exploram as múltiplas formas de solidão, apresentando essas histórias com lirismo e precisão, além de mostrar nuances da vida interiorana. O vencedor da categoria foi “Dores em Salva”, de Elimário Cardozo.

Outro destaque regional foi o fotógrafo Ricardo Martins, natural de São José dos Campos e morador de Ubatuba, finalista na categoria Artes com o livro “Os Últimos Filhos da Floresta”, que retrata o cotidiano do povo Yanomami. O prêmio da categoria ficou com “Thomaz Farkas, todo mundo”.

Por Bruna Viana
RMVale

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