As chuvas que atingiram a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte) causaram inundações e transtornos na madrugada desta quinta-feira (26). Guaratinguetá, Lorena, Areias, Aparecida e Queluz registraram ocorrências de inundação e obstrução de estradas.
O Plano de Contingência elaborado para o bairro dos Motas e Jardim Tamandaré, em Guaratinguetá, deve permanecer acionado até o final de semana. Segundo a Defesa Civil, entre a noite de quarta-feira (25) e a manhã da quinta-feira, a cidade registrou 82 mm de chuva.
Até o momento, o nível do Ribeirão dos Motas estabilizou e iniciou processo de recuo. Preventivamente, um casal de idosos residente nas proximidades foi removido, com acompanhamento da secretaria de Assistência Social e apoio do Fundo Social de Solidariedade.
O volume expressivo de chuva gerou também ocorrências pontuais em diferentes regiões da cidade, todas atendidas pelas equipes municipais durante a madrugada. Foram identificados pontos de alagamento na Ponte Cabo Chicão, ruas Florianópolis, Vila Brasil, Niterói, Belo Horizonte, Curitiba e Fortaleza, além de queda de muro na rua Natalina, no Jardim do Vale 2, em imóvel previamente interditado pela Defesa Civil.
Em Areias, a Rodovia dos Tropeiros, no trecho que conecta Areias a São José do Barreiro, registrou cinco deslizamentos de terra que atingiram a pista, com ocorrências mais graves registradas nas localidades do Cachoeirão e do Morro Frio. O grande volume de lama e detritos causou o fechamento total das duas faixas da rodovia, interrompendo completamente o fluxo de veículos. O trabalho de desobstrução foi intenso e a pista foi liberada no final da noite.
O abastecimento de água na cidade foi interrompido após rios transbordarem e atingiram uma linha de transmissão de água no bairro Ribeirão Vermelho. Não há previsão de normalização. A Prefeitura pede que a população economize água.
A obra de construção de um resort em Aparecida deixou os moradores do Sonho Meu em baixo de muita lama. Com a chuva, a terra solta deixada pela empresa desceu da obra e invadiu casas e ruas do residencial. Segundo a Prefeitura, duas famílias perderam móveis e tiveram que deixar as casas durante a madrugada para a limpeza, mas já retornaram.
Funcionários da secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos estão no local para a limpeza das ruas. A Prefeitura informou que vai acionar a empresa responsável pela obra do resort para responsabilização dos danos.
A Defesa Civil de Lorena registrou pontos de alagamentos em vários bairros durante a chuva. Os bairros mais afetados foram: Parque das Rodovias, Vila Passos, Bairro da Cruz (região próxima ao Rio Mandi), Vila Zélia, Olaria, Cidade Industrial, Vila Rica, Cecap Baixa e Curva do Carneiro, além da zona rural da cidade.
Os bairros Cidade Industrial e Bairro da Cruz concentraram os casos mais críticos de inundação, com aproximadamente 15 residências (17 famílias) afetadas. Na “Curva do Carneiro” (trecho da estrada que liga Lorena a Guaratinguetá), houve o colapso de um muro e parte de um aterramento. Não houve vítimas e nem pessoas feridas ou desabrigadas.
As equipes continuam realizando do monitoramento dos rios, que apresentaram aumento no nível da água, com atenção especial ao Rio Taboão.
Em Queluz, foi registrado o deslizamento de parte do muro que contém a Praça da Matriz Padre Francisco das Chagas Limas, na manhã desta quinta-feira. A área foi imediatamente isolada e sinalizada. Não houve vítimas. A avaliação técnica para a contenção dos danos está sendo feita pela Defesa Civil.
Previsão – A chegada de uma frente fria deve trazer mais chuva para a região nos próximos dias. A previsão Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) é que o sistema comece a atuar nesta quinta-feira. Como a frente fria chega pelo oceano, as cidades do Litoral Norte correm risco maior de tempestades.
Andréa Moroni
RMVale





