A Câmara de Cachoeira Paulista adiou novamente a votação do projeto do Executivo que cria a Frente de Trabalho. A votação estava prevista para esta quarta-feira (21), mas foi transferida para a próxima terça-feira (27), na primeira sessão ordinária de 2026.
O texto recebeu quatro emendas dos vereadores Agenor do Todico (PL) e Michel do Xandão (PP), alvos de críticas do prefeito Breno Anaya (PP) após pedidos de vista e a realização de três sessões extraordinárias, sem a votação do projeto.
De acordo com o vereador Michel do Xandão, o novo adiamento foi motivado pela ausência de dois vereadores e a necessidade de a Câmara estar completa para analisar o projeto e as emendas. “O presidente da Câmara, Felipe Piscina (União) está de licença paternidade e o vereador Sérgio Lopes (Republicanos) está em viagem. E nós temos a expectativa desses dois votos a favor das emendas apresentadas. ”
O projeto prevê a criação de até quarenta vagas para moradores desempregados de baixa renda, com pagamento de bolsa no valor de R$ 1 mil, realização de atividades práticas em órgãos municipais e curso de qualificação profissional. O programa teria duração inicial de até seis meses, prorrogável por igual período, sem vínculo empregatício.
Os dois vereadores apresentaram quatro emendas ao projeto. A primeira, impede a participação de parentes do prefeito, vice, secretários e vereadores na Frente de Trabalho; a segunda cria o critério de mãe arrimo de família na seleção dos participantes; a terceira adiciona a doação de uma cesta básica para os participantes além da verba já prevista e a quarta é a definição da carga horária de seis horas para ser cumprida pelos participantes.
No dia 13 o projeto foi apresentado e pedido regime de urgência à Câmara, quando foi lido, e deveria ter sido votado na última quinta-feira (15), mas foi retirado para vistas de Todico e Xandão. A decisão desencadeou manifestações públicas e acirrou o debate político.
O prefeito se manifestou nas redes sociais demonstrando insatisfação com o adiamento. No vídeo, ele defendeu a urgência da proposta, alegando que a equipe de zeladoria é reduzida, dificultando a manutenção da cidade. O chefe do Executivo afirmou que o programa tem caráter social, voltado a moradores desempregados, e não político.
Anaya também questionou a postura dos parlamentares que pediram vista. “Fica aqui minha indignação a esses dois vereadores que não quiseram dar parecer no projeto para dificultar a limpeza. O que eles querem é curtida na internet, e o que eu quero é arrumar uma cidade que peguei no caos e preciso reconstruir. Será que querem o bem da cidade ou querem o caos?”, criticou.
Em resposta, Xandão afirmou que o projeto deveria passar pela Comissão de Saúde e Assistência Social e que o pouco tempo disponível para análise, devido à chegada de um dos membros do colegiado próximo ao horário da sessão, impediu a emissão de um parecer responsável. O vereador também citou falta de informações no texto e disse não ter definido seu voto.
Por Andréa Moroni
Cachoeira Paulista





