A Câmara de Aparecida decidiu não votar, na sessão da segunda-feira (16), o projeto do Executivo que concede 5% de aumento para os servidores da Prefeitura. A decisão foi tomada porque os vereadores entenderam que o índice proposto não apresenta ganho real.
A presidente da Câmara, Liliane Gabriele dos Santos, a Gabi do Postinho (PSD), deve se reunir com o sindicato e representantes da Prefeitura para buscar um acordo e depois marcar uma sessão extraordinária para votação.
Os servidores de Aparecida aprovaram uma pauta de reivindicações com 23 itens, com destaque para aumento de 10% nos vencimentos e reajuste no vale-alimentação de R$ 800 para R$ 1 mil. A data base da categoria é março e os pedidos foram encaminhados para o prefeito José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL).
Segundo o sindicato, o índice de 10% inclui a reposição da inflação, de 6,79%, mais o reajuste salarial, de 3,21%. “Nós enviamos a pauta de reinvindicações ao prefeito e esperamos uma reunião para discutir os pontos”, explicou o presidente Valdecir de Oliveira.
Na segunda-feira, quando o projeto do Executivo entrou em pauta, o sindicato emitiu uma nota de repúdio alegando que o prefeito não se reuniu com os servidores para discutir a proposta aprovada na assembleia.
Plano de Carreira – A categoria ajuizou uma ação contra a Prefeitura cobrando o pagamento do Plano de Cargo e Carreira aprovado em 2023 pela Câmara e homologado pela gestão anterior para pagamento a partir de janeiro de 2025. “O servidor de Aparecida já deveria estar recebendo com base no plano, mas o prefeito disse que não vai pagar mesmo tendo dotação orçamentária”, informou o sindicalista.
Andréa Moroni
Aparecida





