A Prefeitura Lorena vai transferir o aterro sanitário do bairro Jardim Novo Horizonte para um novo local. As equipes envolvidas no projeto já iniciaram visitas técnicas a possíveis terrenos que possam receber os resíduos, avaliando aspectos ambientais, de topografia e logística.
O Município tem licença de operação do atual aterro válida até 2030 pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), mas a mudança é um pedido antigo dos moradores da região.
O prefeito Sylvio Ballerini (PSD) se reuniu durante a semana com o secretário de Meio Ambiente, Jair Sales, a secretária de Obras e Planejamento Urbano, Rosana Reis e o vereador Milton Gomes (PSD), vice-presidente da Câmara, para discutir o assunto.
Segundo Sylvinho, a Prefeitura já possui três áreas em análise para a transferência do aterro. “Nós temos que definir a área e comprar o local para depois iniciar a transferência. No meu mandato anterior, eu estive no Novo Horizonte conversando com a população sobre as necessidades do bairro. A principal necessidade é a retirada do aterro”.
Em agosto de 2025, a Câmara apresentou uma lista de questionamentos à Prefeitura sobre o aterro. De acordo com a presidente Élida Vieira (Podemos), os vereadores estiveram no Jardim Novo Horizonte, em julho, para conversar com os moradores sobre os transtornos causados pela constante fumaça exalada pelo aterro, principalmente para a saúde das pessoas. “Eu apresentei uma moção de apelo ao prefeito pedindo providências para o problema de combustão espontânea no aterro. Essa moção acabou sendo assinada por todos os vereadores, o que acabou (sic) se tornando um pedido de toda a Câmara para que se tomasse providências”, explicou.
A moção de apelo resultou em reuniões e em um documento explicando as condições do aterro, elaborado pela secretaria do Meio Ambiente e enviado à Câmara. Segundo o texto, “o Aterro de Resíduos Sólidos da Construção Civil (classe A), situado no Jardim Novo Horizonte, encontra-se regularmente licenciado até 7 de fevereiro de 2030, conforme Licença de Operação Ambiental expedida pela Agência Ambiental do Vale do Paraíba. O local está em conformidade com a legislação ambiental vigente e atende as normas técnicas de operação e controle”.
Para evitar novas combustões, a secretaria informou algumas ações que seriam feitas no local, como a cobertura e compactação diária dos resíduos com camada de solo; ampliação da fiscalização do acesso ao aterro pelos usuários que descartam os resíduos; maior fiscalização por parte da GCM (Guarda Civil Municipal) no interior e arredor do aterro e atuação conjunta com a Defesa Civil e secretaria de Serviços Municipais para definição de plano de execução de possíveis focos de incêndio.





