Há três semanas do início das aulas, a prefeitura de Caraguatatuba está realizando reparos estruturais de 22 unidades de ensino. A execução faz parte de um pacote de manutenção e conservação de mais de cem equipamentos municipais, com investimento de R$ 53 milhões nos prédios públicos.
Os trabalhos incluem manutenção nos telhados, esquadrias (madeira, metálica, de vidro), instalações hidrossanitárias, elétricas, forros, impermeabilizações, revestimentos em paredes, revestimentos em pisos, vidros e pintura.
De acordo com o diretor e engenheiro da Seduc (secretaria de Educação), responsável pelo gerenciamento da manutenção, William Azeredo, oito unidades estão recebendo atenção emergencial após o episódio de um vendaval que atingiu a cidade em julho de 2025.
Emef Professor Oswaldo Ferreira, EMEI/Emef Professor João Baptista Gardelin, Ciase Wilson Francisco Valente – Sumaré, Emef Professor Geraldo de Lima, EMEI/Emef Masako Sone, EMEI/Emef Professor Lúcio Jacinto dos Santos, Emef Professor Luiz Silvar do Prado e CEI/Emei Professora Maria Elma Mansano.
A escola Professor João Baptista Gardelin, localizada no bairro Poiares, foi uma das unidades atingida pelos ventos de 85 quilômetros por hora, segundo a Defesa Civil, em julho de 2025. Na unidade, três salas de aula foram destelhadas.
“Em 2022 teve uma ventania que também destruiu todo o nosso telhado, mas foi de madrugada. Desta vez foi durante o período escolar. Uma professora nos avisou que uma porta da escola estava voando para rua. De repente ouvi um ‘corre’ e evacuamos os alunos. Ninguém se machucou”, relembrou a vice-diretora Angela Maria Moreira da Silva.
Segundo a secretaria de Educação, há um cronograma contínuo de reparos nas 63 unidades escolares. O pacote de manutenção e conservação foi dividido em duas fases, sendo a primeira emergencial para atender as escolas mais prejudicadas pela ventania.
Dentro do cronograma, partindo para a segunda fase, Azeredo afirmou que também estão previstas a adaptação para acessibilidade dos alunos que possuem deficiência física ou limitação motora, junto à Sepedi (secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso). “Na Gardelim vamos instalar um elevador e na fachada da escola vamos fazer a reestruturação para a acessibilidade”, revelou. O diretor e engenheiro da Seduc afirmou que está previsto para as demais escolas as adaptações de acessibilidade, como pisos táteis, guarda-corpo, entre outras. Os reparos da primeira fase estão previstos para ser entregues antes do retorno escolar, que será dia 9 de fevereiro.
Por Nayara Francesco
Caraguatatuba





